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Com abismo fiscal em foco, Ibovespa varia próximo da estabilidade

EUA chegam nos últimos dias de negociações antes que o país caia no abismo fiscal, que pode levar o país à recessão

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(Getty Images)

SÃO PAULO - Em um dos últimos pregões do ano, o Ibovespa tem uma quinta-feira (27) instável. Depois de abrir em em leve alta, o índice já perde força e varia próximo da estabilidade. Segundo cotação das 11h10 (horário de Brasília), o Ibovespa recua 0,09%, aos 60.904 pontos.

O foco do mercado deve continuar nos EUA, onde o prazo para que os políticos cheguem a acordo se aproxima do fim, o que pode levar o país à recessão ao adotar um pacote automático de corte de gastos e aumento de impostos.

Além do mais, vale lembrar que o volume negociado deve continuar baixo - reduzindo, também, a volatilidade. Na véspera, quando o índice recuou 0,08%, o giro financeiro na bolsa foi de R$ 4,75 bilhões, bem abaixo dos R$ 8,18 bilhões que eram vistos por dia neste mês.

Nesses momentos iniciais, os destaques do índice ficam por conta das ações da Rossi Residencial (RSID3, R$ 4,79, -3,43%), B2W Varejo (BTOW3, R$ 16,22, -3,11%), Eletropaulo (ELPL4, R$ 15,53, -2,94%), Gol (GOLL4, R$ 12,72, -2,53%) e V-Agro (VAGR3, R$ 0,40, -2,44%).

Os investidores ainda devem acompanhar, às 11h30, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego na última semana. Às 13h00 o foco se volta para os dados de venda de imóveis novos para novembro e a confiança do consumidor em dezembro, ambos às 13h00. Por lá, os contratos futuros mostram comportamentos distintos: enquanto o S&P sugere um pregão em alta, o Dow Jones indica leve queda.

Abismo fiscal cada vez mais próximo
Enquanto isso, toda informação nova sobre as negociações entre republicanos e democratas nos EUA deve entrar no radar dos investidores. Eles têm até a próxima segunda-feira para chegar a um acordo antes que medidas automáticas entrem em vigor.

Os republicanos esperam que o Senado, de maioria democrata, tome a iniciativa de propor um plano para evitar o abismo fiscal.

Na última noite o secretário do Tesouro do país, Timothy Geithner, também chamou atenção. Ele enviou uma carta ao Congresso avisando que o país atingirá o teto da dívida na noite de ano novo. Para evitar um calote, ele tomará medidas extraordinárias, o que deve dar uma folga de US$ 200 bilhões ao país.

A estimativa é que os EUA ganhem mais alguns meses com esses US$ 200 bilhões, mas caso eles caiam no abismo fiscal os efeitos das medidas de Geithner são incertos.

 

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