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Micos: ações da Forjas Taurus caem forte e as da Portobello disparam

Empresas divulgaram seus resultados trimestrais após o último pregão; lucro líquido da Taurus piora, mas o da Portobello avança 73%

Fojas Taurus arma revolver
(divulgação)

SÃO PAULO - Em pregão com mais de 20 resultados trimestrais anunciados, as ações de dois micos se destacam: enquanto as da Portobello (PTBL3) disparam 7,35%, aos R$ 3,65, as da Forjas Taurus (FJTA4) têm forte queda de 9,58%, aos R$ 3,02.

Vale lembrar que o volume negociado destas ações é baixo, sendo de R$ 457,5 mil para as da Portobello, com 127 negócios, e de R$ 1,2 milhão para as da Forjas Taurus, com 345 negócios. Na mesma hora, por volta das 12h20 (horário de Brasília), o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa, cai 0,75%. 

A Portobello viu seu lucro líquido crescer 73%, para R$ 21,7 milhões. O resultado operacional também mostrou melhora, com uma alta de 23% na receita líquida, aos R$ 207,1 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) disparou 41%, aos R$ 41,2 milhões.

Recentemente, as ações da empresa já vinham em uma trajetória positiva. Isso porque na última semana surgiram rumores de que a Eucatex (EUCA4), da família de Paulo Maluf, estaria negociando a aquisição da companhia, que nega.

Forjas Taurus vê lucro cair 42%
Por outro lado, a Forjas Taurus anunciou um lucro líquido de R$ 9,5 milhões, valor 42,2% inferior ao reportado no ano passado, apesar de uma receita líquida 7,9% maior, aos R$ 151,1 milhões. O Ebitda também mostrou melhora de 9%, para R$ 38,2 milhões.

Segundo a empresa, a comparação do lucro com o mesmo trimestre do ano anterior fica prejudicada por conta de reconhecimento contábil de prejuízo fiscal da Polimetal em julho de 2011, quando ocorreu uma reestruturação societária. Na ocasião, a empresa obteve um imposto de renda diferido de R$ 40,3 milhões, contabilizado de uma única vez.

Além disso, as operações da Taurus Máquinas-Ferramenta Ltda. foram alienadas somente em junho deste ano, o que levou a um impacto negativo de R$ 900 mil no terceiro trimestre, embora no mesmo período do ano passado as operações descontinuadas geraram um impacto de R$ 19,6 milhões naquele resultado.

Venda de capacetes e alavancagem pressionam Taurus
Para os analistas Bruno Piagentini e Marco Aurélio, da Coinvalores, a pressão sobre as ações vêm, principalmente, da queda nas receitas de capacetes e da alavancagem. Entre o final de junho e o de setembro, o endividamento líquido avançou 3%, para R$ 531,3 milhões. Eles lembram, inclusive, que a companhia já levantou a possibilidade de vender ações em tesouraria.

Já a queda nas receitas de capacetes é uma consequência da desaceleração nas vendas de motos, afirmam. Mas, em termos operacionais, a equipe de análise da Coinvalores afirma que a empresa vem em uma trajetória de recuperação.

A Forjas Taurus também manteve o guidance para o ano. Até o ano, ela já atingiu 72,1% da meta de receita líquida, 79,2% na de Ebitda e 92,6% na de investimentos. Os analistas da Coinvalores acreditam que ela deve chegar bem próximo ao guidance proposto.

Dessa forma, para o médio e longo prazo, eles acreditam que a ação da Forjas Taurus é uma boa opção de investimento, já que a empresa possui uma participação relevante dentro de um mercado com boas perspectivas (eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas deve aumentar a demanda por armas não-letais) e passa por um processo de reestruturação.

 

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