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Ibovespa tem início de pregão instável e alterna entre perdas e ganhos

No cenário internacional, investidores continuam a realizar lucros enquanto preocupação com a Espanha continua no centro das atenções

Bovespa - mesa - corretores - mercado financeiro
(Divulgação/BM&FBovespa)

SÃO PAULO - Em um início instável, os minutos iniciais do Ibovespa são marcados pela variação entre ganhos e perdas. Depois de chegar a subir 0,53%, o índice rapidamente passou para o campo negativo e, às 10h19 (horário de Brasília), tem leve alta de 0,11%, aos 61.876 pontos.

No mercado internacional, além dos invsetidores optando por embolsar os ganhos recentes nas ações, o foco se volta para o desenrolar da crise na Europa. Ainda sem nenhuma decisão quanto ao resgate, a vice-primeira-ministra Soraya Sanez diz à imprensa internacional que o país continua a avaliar as condições. Apenas com um pedido formal de ajuda o BCE (Banco Central Europeu) poderá entrar no mercado para comprar títulos públicos.

Altas e baixas
Nesse momento inicial, as ações da Eletropaulo (ELPL4, R$ 19,10, +1,92%), Cemig (CMIG4, R$ 27,86, +1,79%), BM&FBovespa (BVMF3, R$ 12,92, +1,73%), Dasa (DASA3, R$ 12,85, +1,58%) e CCR (CCRO3, R$ 17,39, +1,22%) se destacam no Ibovespa como as maiores altas.  

Europa continua a preocupar
Nessa espera pela compra dos papéis, o rendimento dos títulos espanhóis no mercado secundário volta a superar os 6%, fato que não ocorria desde que o BCE anunciou o programa de compra de títulos, há cerca de duas semanas. Por sua vez, o Tesouro do país realizou um leilão bem sucedido nesta data, com juros abaixo da última emissão e um valor captado ligeiramente acima do projetado, de € 4,57 bilhões.

Mas as perspectivas no Velho Continente continuam fracas. O índice de expectativas ZEW passou de um valor negativo de 25,5 em agosto para o território também negativo de 18,2, em setembro. Apesar da melhora, analistas esperavam um número ligeiramente melhor, em uma queda de 17. 

Nos EUA, discursos e indicadores
Em discurso nesta manhã, Charles Evans, presidente do Federal Reserve de Chicago, afirmou que a nova rodada de compra de títulos nos EUA era necessária. Para ele, a instituição tomou um forte passo em direção à condicionalidade ao dizer que o país continuará a intervir enquanto o mercado de trabalho permanecer fraco.

Na agenda, apenas alguns indicadores que não costumam trazer grande impacto ao mercado: o déficit em conta corrente no segundo trimestre foi ligeiramente menor do que se esperava - US$ 117,4 bilhões, contra US$ 126,8 bilhões esperados -, assim como a demanda estrangeira por títulos do país disparou em julho, ao passar de US$ 9,3 bilhões no mês anterior para US$ 67 bilhões. 

Ainda nessa data os presidentes regionais do Federal Reserve de Nova York e Richmond farão discursos. Assim como Evans, espera-se que os dois falem sobre os impactos do novo programa de compra de títulos, conhecido como QE3 (quantitative easing 3).

 

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