Em mercados / acoes-e-indices

Ibovespa segue Wall Street e caminha para quarto pregão em alta

Investidores vão às compras antes de decisões importantes nos EUA e Europa nos próximos dias

ações - corretores da bolsa - mercados
(Getty Images)

SÃO PAULO - Na cola de Wall Street, a bolsa brasileira sustenta o ritmo de ganhos na abertura desta terça-feira (11) e caminha para a quarta alta consecutivo. Sem dados relevantes previstos para este pregão, os investidores operam em compasso de espera de eventos importantes na Europa e nos EUA.

Por volta de 10h20 (hora de Brasília), o Ibovespa subia 0,40% aos 58.637 pontos. Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para V-Agro  (VAGR3, R$ 0,36, +2,86%),  Gafisa  (GFSA3, R$ 4,06, +2,78%),  Gol (GOLL4, R$ 10,14, +2,42%),  Sabesp (SBSP3, R$ 88,11, +1,59%) e Dasa  (DASA3, R$ 12,92, +1,33%).

Ainda no front doméstico, vale a pena ficar atento ao pronunciamento de Dilma Rousseff, às 11h00 (horário de Brasília). Nele, a presidente deve detalhar as regras no processo de renovação de concessões no setor de energia elétrica e ainda detalhar os encargos a serem aplicados na conta de luz. As ações do setor apresentaram fortes quedas nos últimos dias.

Próximos dias
A semana promete ser agitada por conta da reunião de dois dias do Federal Reserve, que termina na quinta-feira, e da decisão do Tribunal Constitucional da Alemanha sobre o fundo de resgate permanente, que sai na quarta. O mercado espera que o banco central norte-americano anuncie medidas de estímulo à economia, e que a Corte Constitucional alemã diga "sim" ao ESM (Mecanismo Europeu de Estabilidade).

Samaras em Frankfurt
Lá fora, o mercado está de olho na reunião entre o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras e o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, em Frankfurt. No fim de semana, os credores internacionais do país não deram aval para o novo pacote de austeridade aprovado pelo governo local, que agora vai se reunir novamente, na quarta-feira, para tentar chegar a um acordo sobre os cortes no orçamento.

Espanha e Portugal
Também no Velho Continente, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, afirmou que não aceitará um resgate que force o país a cortar mais gastos ou aumentar impostos. Na semana passada, o BCE divulgou um plano de compra de títulos baseado em condicionalidades. 

Em Portugal, o ministro de Finanças Vitor Gaspar pode anunciar mais cortes de gastos nesta tarde, diz a imprensa local, quando apresentará os dados da revisão dos credores internacionais sobre a economia do país.

Agenda econômica
Entre os poucos indicadores econômicos previstos para esta terça-feira, os agentes repercutem a desaceleração do IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) na primeira prévia de setembro. O índice de preços registrou alta de 0,59%, contra avanço de 1,21% na mesma leitura de agosto. 

Nos EUA, o déficit na balança comercial em julho ficou ligeiramente abaixo do estimado por analistas e em linha com o registrado no mês anterior. No mês em questão, as importações do país superaram as exportações em US$ 42 bilhões, frente às projeções de analistas de US$ 44 bilhões negativos. 

 

Contato