Destaques da bolsa

Ações do Carrefour caem 4% após resultado; bancos recuam mais de 3% e frigoríficos disparam até 7%

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (12)

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SÃO PAULO – O Ibovespa virou para queda na sessão desta terça-feira (12) após virem à tona relatos sobre o conteúdo do vídeo de reunião de ministros com Jair Bolsonaro do último dia 22 de abril, no âmbito da investigação sobre interferência na Polícia Federal depois da saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça. Segundo jornais, Bolsonaro afirma em vídeo que a troca que ele desejaria fazer no comando da Polícia Federal seria para proteger familiares e aliados.

Com isso, as ações que registravam ganhos, caso de Vale (VALE3, R$ 47,46, -0,57%) e Petrobras (PETR3, R$ 18,87, -0,84%;PETR4, R$ 18,14, -0,06%), fecharam em queda. Vale ressaltar que o dia foi de alta do petróleo com a expectativa pela reabertura nos EUA e o corte de produção anunciado na véspera pela Arábia Saudita atenuando os temores com uma nova onda de coronavírus nos países que já estão flexibilizando a quarentena. O petróleo WTI teve ganhos de 6,8%, a US$ 25,78, enquanto o brent teve alta de 1,18%, a US$ 29,98 o barril.

Os grandes bancos, por sua vez, voltaram a registrar perdas mais fortes após amenizarem a queda da abertura. Foi o caso do Itaú (ITUB4, R$ 21,61, -3,44%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 26,31, -3,52%), Bradesco (BBDC4, R$ 17,10, -3,12%) e Santander Brasil (SANB11, R$ 23,24, -5,18%).

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Em destaque, estão as notícias de que o Senado quer limitar juros do cheque especial e aumentar CSLL dos bancos de 20% para 50%. Os líderes dos partidos acertaram um calendário para votação de 14 projetos de lei que começa hoje com a votação de dois projetos já aprovados na Câmara para proibir que pessoas inadimplentes nesse período sejam inscritas em instituições de crédito, como Serasa e SPC, e suspender os pagamentos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), diz o Valor. No caso do aumento da CSLL para instituições financeiras, seguradoras e capitalização, a votação está prevista para o dia 20.

Entre os resultados, o Carrefour Brasil (CRFB3, R$ 18,54, -4,33%), por sua vez, viu suas ações registrarem queda de mais de 4% após o balanço. A companhia registrou no primeiro trimestre de 2020 queda de 17,7% no lucro líquido, para R$ 363 milhões, na comparação anual.

Por outro lado, varejistas como Cia. Hering (HGTX3, R$ 11,59, -2,28%), Via Varejo (VVAR3, R$ 8,55, -3,72%), Lojas Renner (LREN3, R$ 33,08, +1,16%) e Magazine Luiza (MGLU3, R$ 54,80, -0,27%), que subiram forte no início da sessão, fecharam registram movimento indefinido. Enquanto Hering, Via Varejo viraram para queda, Lojas Renner seguiu em alta, enquanto Magalu ficou próxima à estabilidade.

Enquanto isso, os papéis dos frigoríficos tiveram forte alta nesta sessão, puxados pela nova disparada do dólar, que renovou sua máxima histórica ao fechar em R$ 5,86. JBS (JBSS3, R$ 23,74, +2,50%), Marfrig (MRFG3, R$ 14,27, +3,78%) e Minerva (BEEF3, R$ 14,40, +7,06%) subiram até 7% hoje.

Carrefour Brasil (CRFB3, R$ 18,54, -4,33%)

O Carrefour Brasil registrou no primeiro trimestre de 2020 queda de 17,7% no lucro líquido, para R$ 363 milhões, na comparação anual. O lucro líquido ajustado, excluindo outras receitas e despesas, somou R$ 401 milhões no trimestre, recuo de 1,5% na comparação com o mesmo trimestre de 2019.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 1,115 bilhão, alta de 6,9% na comparação anual. O indicador exclui R$ 5 milhões em operações intragrupo, entre banco e varejo, e inclui despesas com funções globais.

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O resultado financeiro líquido negativo no primeiro trimestre do ano cresceu 50,4% na comparação com o mesmo período de 2019, para R$ 176 milhões.

A receita líquida da filial brasileira da varejista francesa cresceu 12,2% no intervalo de janeiro a março deste ano, sobre o mesmo período de 2019, para R$ 14,42 bilhões.

O banco Itaú BBA avaliou como “levemente negativos” os resultados do 1º trimestre divulgados pelo Carrefour Brasil. Segundo o BBA, o Carrefour apresentou lucratividade abaixo da esperada na divisão de varejo e também no “cash and carry”. No lado positivo, o BBA elogiou o avanço do comércio eletrônico. O Itaú BBA notou que a margem Ebitda do Atacadão chegou 50 pontos abaixo das projeções.

“O declínio na lucratividade pode ser atribuído à estratégia da empresa em investir nos preços, bem como a uma base de comparação forte no 1º trimestre de 2019”, avalia o BBA. “No final do trimestre, a chegada da epidemia da Covid-19 levou a um incremento no tíquete médio no varejo, mas a quarentena provocada pelo coronavírus desacelerou as vendas de combustíveis nos postos que funcionam nos hipermercados”. O aumento dos gastos operacionais para manter as lojas abertas durante a pandemia levou a uma contração de 0,20 pontos na margem Ebitda, para 4,6% (a estimativa do BBA era de 4,8%).

O BBA também notou que o aumento de 75% nas provisões no Banco Carrefour, a partir de março, afetou os resultados da divisão, que cresceu 3% sobre o 1º trimestre do ano passado. “Embora o Carrefour tenha mostrado um sólido crescimento trimestral nas mesmas lojas, a lucratividade chegou um pouco abaixo das nossas projeções”, conclui o BBA. O banco mantém a recomendação outperform – desempenho acima da média de mercado, e preço-alvo de R$ 26,00 para o papel CRFB3 em 2020.

Ainda no radar da companhia, ela comunicou a renúncia do então diretor vice-presidente de Finanças do Atacadão, Vitor Fagá de Almeida, que apresentou o pedido no dia 08 de maio. O cargo voltará para o comando de Sébastien Durchon, atual diretor vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores do grupo Carrefour Brasil.

Itaúsa (ITSA4, R$ 8,18, -2,85%)

A Itaúsa, holding do Itaú que agrupa as empresas nas quais o banco tem participação, apurou um lucro líquido de R$ 1,01 bilhão no 1º trimestre de 2020. O lucro teve uma retração de 59,3% em comparação a igual trimestre do ano passado. O patrimônio líquido da Itaúsa avançou 3,1% para R$ 51,9 bilhões no 1º trimestre deste ano, sobre igual período do ano passado. A capitalização de mercado da holding, que era de R$ 100 bilhões no 1º trimestre do ano passado, caiu para R$ 73,7 bilhões em igual período deste ano. Quando somadas as empresas financeiras e não financeiras da Itaúsa, o resultado recorrente foi de R$ 1,06 bilhão, uma soma 53,4% inferior ao 1º trimestre do ano passado.

Segundo a Itaúsa, a queda ocorreu por causa da retração do lucro “no Itaú Unibanco” resultante do aumento das provisões para perdas esperadas nas operações de crédito, a partir da 2ª quinzena de março, por causa da epidemia da Covid-19. O Itaú Unibanco teve lucro líquido de R$ 3,5 bilhões no 1º trimestre, uma redução de 47,8% em comparação ao mesmo período do ano passado. A Alpargatas obteve lucro líquido recorrente de R$ 48 milhões, enquanto a Duratex lucrou R$ 50,6 milhões no período. Já a NTS teve um lucro líquido de R$ 602 milhões no 1º trimestre, expansão de 11,9% sobre igual período do ano passado.

BTG Pactual (BPAC11, R$ 36,49, -1,59%)

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O BTG Pactual registrou lucro líquido ajustado de R$ 789 milhões, alta de 9,4% em relação ao observado um ano antes. Ante o trimestre imediatamente anterior a queda foi de 22%.

A receita total, por sua vez, foi de R$ 1,52 bilhão, alta de 2,4% na base de comparação anual, mas queda de 39% na base de comparação trimestral. O retorno sobre o patrimônio anualizado foi de 14,5%, ante dado anterior de 15,1%.

Banrisul (BRSR6, R$ 11,21, -6,27%)

O Banrisul teve lucro líquido no primeiro trimestre de R$ 257,5 milhões, queda de 20% na base anual. Os empréstimos, por sua vez, subiram 5,5%, a R$ 36,19 bilhões.

O retorno médio sobre o patrimônio foi a 13,6%, ante 18,7% do mesmo período do ano passado. Já os ativos totais tiveram alta de 6,9%, a R$ 83,27 bilhões. As despesas com provisões subiram 3,9% na base de comparação anual, a R$ 296,6 milhões. O Banrisul ainda suspendeu as projeções para 2020. O banco ainda confirmou a negociação com o JPMorgan para assessorar a venda de cartões.

Mitre (MTRE3, R$ 9,93, +2,16%)

O banco Itaú BBA avaliou que a construtora Mitre, da capital paulista, apresentou resultados “neutros” para o 1º trimestre de 2020, em parte antecipados na prévia operacional da empresa no final de abril. “A receita líquida de R$ 48 milhões chegou estritamente em linha com as nossas estimativas, em expansão de 2% sobre o 1º trimestre de 2019. O resultado financeiro pior, com queda na margem Ebitda de 15,8% no 1º trimestre de 2019 para -3,9% no 1º trimestre de 2020, levou a um prejuízo de R$ 6 milhões, maior que a nossa projeção de R$ 1 milhão”, comentou o BBA.

A Mitre não realizou nenhum lançamento no 1º trimestre e não anunciou nenhum para o 2º trimestre até agora, mas na avaliação do BBA este fator não é negativo, dadas das condições difíceis do mercado. O banco ressaltou que a Mitre encerrou março com R$ 827 milhões em caixa, após sua oferta de ações na B3 no final de fevereiro. O BBA avalia que a empresa esta capitalizada para atravessar a recessão e realizar uma rápida retomada quando a economia mostrar sinais de melhora. O banco mantém a recomendação outperform – acima da média de mercado, com preço-alvo de R$ 17,70 para o papel MITR3 em 2020, uma alta de 82,1% sobre o fechamento de ontem na B3.

Oi (OIBR3, R$ 0,63, -3,08%; OIBR4, R$ 1,04, 0,00%)

A Oi teve o rating rebaixado para B- pela S&P. A pandemia do Covid-19 deve resultar em recessão, com o PIB do Brasil se contraindo 4,6% em 2020, o que deve afetar os resultados da Oi, principalmente os negócios de linhas pré-pagas e fixas, resultando em pressão sobre a receita média por usuário, diz a S&P em relatório.

A agência prevê que os desafios macroeconômicos impostos pela pandemia prejudiquem a geração de receita e fluxo de caixa da Oi, que, juntamente com uma depreciação material da moeda local, levarão a relação dívida/Ebitda para acima de 7 vezes.

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“Além disso, esperamos que o Covid-19 aumente a incerteza em relação à venda de ativos não essenciais, dificultando uma parte essencial do plano de negócios da Oi”, disse a S&P. A perspectiva negativa reflete as restrições de fluxo de caixa e os desafios de execução no plano de investimentos da Oi (capex), o que poderia limitar sua capacidade de reverter o declínio da receita nos próximos anos, diz o relatório.

JBS (JBSS3, R$ 23,74, +2,50%)

A JBS anunciou ontem uma doação de R$ 700 milhões, dos quais 57% serão utilizados no Brasil para a compra de EPIs, novas UTIs, construção de hospitais e ajuda com doação de alimentos. Os outros 43% serão doados para os EUA.

A operação vai ser capitaneada pela ex CEO da Seara, Joanita Karoleski. O montante representa 1,1% do market cap da JBS e cerca de 7% do fluxo de caixa livre de 2020.

Os analistas do Credit Suisse destacam que este movimento pode ser um sinal de que a geração de caixa da empresa deve ser forte em 2020 e mostra um passo importante da JBS em relação a ESG (sigla em inglês que significa ambiente, social e governança).

Embraer (EMBR3, R$ 6,78, -5,70%)

A Embraer informou na manhã de hoje que entregou um total de 14 jatos no 1º trimestre de 2020, dos quais cinco foram comerciais (três E-175 e dois 190-E2) e nove executivos (cinco leves e quatro grandes).

A fabricante brasileira de aviões também comunicou que em 31 de março sua carteira de pedidos firmes somava US$ 15,9 bilhões (ao redor de R$ 73,1 bilhões, ao câmbio da época). A Embraer ressaltou que historicamente realiza menos entregas no 1º trimestre, e em 2020 o processo teve impacto negativo pela “conclusão do processo de separação da Unidade de Aviação Comercial da Embraer, em janeiro”.

A separação ocorreu porque a Embraer negociava a venda da unidade para a americana Boeing, que no final de abril desistiu unilateralmente do negócio. A Embraer informou que no 1º trimestre a divisão de Aviação Executiva anunciou a certificação tripla do novo jato Phenom 300-E, pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês), e pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA, na sigla em inglês).

A Embraer também informou que a Águas Azuis, uma das suas subsidiárias, assinou acordo com a estatal brasileira Emgeprom, vinculada ao Ministério da Marinha, para a construção de quatro navios Classe Tamandaré da última geração, cujas entregas acontecerão entre 2025 e 2028. A Águas Azuis é uma joint-venture entre a Embraer Defesa e Segurança, a alemã Thyssenkrupp Marine Systems e a Atech.

De acordo com o Bradesco BBI, as entregas de aeronaves comerciais foram impactadas negativamente pelo processo de divisão do segmento de aeronaves comerciais. Além disso, o primeiro trimestre também é sazonalmente fraco para entregas de aeronaves para a aviação comercial e executiva. Além das entregas decepcionantes, o número de pedidos da Embraer no primeiro trimestre mostra o cancelamento de 15 E175s para um cliente não divulgado.

A crise global das companhias aéreas devido ao Covid-19 e o risco de novas restrições, como a distância mínima entre os passageiros, pode resultar no adiamento da entrega de aeronaves ou mesmo em novos cancelamentos. Os analistas do Bradesco BBI mantêm recomendação underperform para a Embraer, com preço-alvo para o ADR de US$ 4.

Log-In (LOGN3, R$ 12,01, -8,95%)

A Log-In, empresa de logística e navegação por cabotagem, informou que teve um prejuízo de R$ 114,6 milhões no 1º trimestre de 2020, revertendo lucro líquido de R$ 5,2 milhões em igual período de 2019. A receita líquida da empresa avançou 13,7% sobre o 1º trimestre do ano passado, para R$ 271,3 milhões no 1º trimestre deste no.

Já o lucro antes dos impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 53,2 milhões, uma queda de 16,6% em comparação a igual período de 2019. A margem Ebitda também recuou, de 26,7% para 19,6% no 1º trimestre de 2020.

A Log-In informou que houve expansão de 3,2% na quantidade de contêineres transportados, para 86,7 mil no final de março. A movimentação de carga geral avançou 74,6% sobre o 1º trimestre de 2019, para 114,2 mil toneladas no 1º trimestre deste ano.

O banco Itaú BBA avaliou o resultado da Log-In como Neutro. Segundo o BBA, a empresa sofreu o impacto do cenário da variação cambial, que não teve efeito sobre o caixa no curto prazo. “Entre outras tendências, esta foi a principal razão para o prejuízo no período”, avaliou o banco. O BBA avalia que o resultado operacional foi positivo, “com sólidos volumes e um melhor mix transportado na navegação de cabotagem”.

O BBA destaca que a Log-In encerrou o 1º trimestre com uma posição de caixa de R$ 581,1 milhões, mais do que suficiente para cobrir as dívidas de curto prazo. O BBA mantém a nota outperform – acima da média de mercado, com preço-alvo de R$ 30,00 para ação LOGN3 em 2020, uma alta de 127,4% sobre o valor de ontem na B3.

Eletrobras (ELET3, R$ 20,65, -5,10%; ELET6, R$ 23,25, -5,87%)

A Eletrobras aprovou a venda de 49% do capital social no parque eólico Mangue Seco 2, por R$ 33 milhões, para o fundo de investimentos Pirineus. Segundo a Eletrobras, o fundo poderá pagar 15% a mais dependendo da geração futura de energia.

Além disso, caso “algumas condições” previstas no acordo de acionistas se concretizem, o fundo Pirineus deverá pagar R$ 2 milhões sobre o valor de venda, o que amplia o negócio a R$ 35 milhões. O parque Mangue Seco 2 fica no município de Guamaré (RN).

Enauta (ENAT3, R$ 8,61, +1,29%) 

A petrolífera Enauta informou que o seu diretor-presidente Lincoln Guardado retomou ontem suas atividades, após a ausência temporária a partir de 19 de março. A diretora financeira e de relações com investidores, Paula Costa Côrte-Real, que durante o período de ausência de Guardado acumulou o comando, continua nos cargos originais.

BR Malls (BRML3, R$ 7,82, -1,64%)

A BR Malls informou na noite de ontem que mais dois dos seus shopping centers puderam reabrir e retomar as atividades no dia 9 de maio: o Catuaí Londrina e o Catuaí Maringá, nas duas cidades do Norte do Paraná.

Segundo a empresa, os centros comerciais reabriram com horário reduzido, das 11h às 19h e das 11h às 20h, respectivamente, conforme as legislações municipais permitem, em meio à epidemia da Covid-19. No final de abril, a BR Malls reabriu o Shopping Iguatemi Caxias, em Caxias do Sul (RS) e o Shopping Campo Grande (MS).

Klabin (KLBN11, R$ 21,60, -0,28%) e Suzano (SUZB3, R$ 48,55, +2,00%)

Os preços de celulose de fibra curta na China tiveram forte alta na semana (+US$4,0 a tonelada), para US$ 473,30 a tonelada. “Mantemos nossa visão positiva no longo prazo com recomposição de margens dos produtores de papel na China”, destaca a XP.

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