Ações da HBR Realty estreiam em alta na Bolsa após oferta restrita para investidores profissionais

A operação foi destinada apenas para investidores profissionais, aqueles que possuem um patrimônio mínimo investido de R$ 10 milhões

Rodrigo Tolotti

Divulgação

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SÃO PAULO – Após suspender sua Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) ampla, a HBR Realty Empreendimentos Imobiliários (HBRE3) estreou na bolsa brasileira nesta terça-feira (26) depois de realizar uma oferta restrita de ações voltada para investidores profissionais.

Os papéis da companhia foram precificados em R$ 19,10, sendo emitidas um total de 38,2 milhões de ações. Com isso, a companhia levantou R$ 729,6 milhões em sua oferta.

As 12h (horário de Brasília), as ações da HBR Realty registravam valorização de 3,98%, cotadas a R$ 19,86.

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A operação foi destinada apenas para investidores profissionais, aqueles que possuem um patrimônio mínimo investido de R$ 10 milhões, e foi restrita a apenas 75 destes, sendo que apenas 50 podiam subscrever os papéis.

Em uma oferta restrita, a companhia não precisa elaborar um prospecto e a oferta não necessita ser registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Com isso, a empresa consegue agilizar e reduzir os custos para entrar no mercado de ações.

A HBR Realty foi fundada por Henrique Borenstein, o mesmo fundador da Helbor (HBOR3), sendo que as duas companhias são controladas pela holding Hélio Borenstein S.A..

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A empresa tem seu foco no desenvolvimento de propriedades urbanas por meio de quatro plataformas: HBR 3A (prédios corporativos de alto padrão), HBR Malls (shoppings center), ComVem (centros e conveniência) e HBR Opportunities (outras classes, como hotéis e estacionamentos).

A companhia registrou em 2019 um aumento de 64,5% em seu lucro na comparação com o ano anterior, chegando a R$ 194 milhões. No mesmo período, a receita subiu 18,6%, para R$ 68 milhões.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), fechou 2019 em R$ 325,5 milhões, puxado por efeitos de itens não recorrentes. Excluindo isso, o Ebitda ficou em R$ 44,9 milhões, com margem ajustada de 66%.

Rodrigo Tolotti

Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.