Destaques da Bolsa

Ações da Eletrobras saltam 9% com rumores de avanço da privatização; Petrobras sobe 2% com petróleo e IRB cai 3%

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta segunda-feira (24)

(Eletrobras/ Furnas)
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SÃO PAULO – Em um dia de ganhos para o Ibovespa em meio ao maior otimismo sobre o tratamento da vacina do coronavírus, desaceleração dos casos da doença nos Estados Unidos e à espera do pacote de medidas de Paulo Guedes, que foi adiado para uma data indefinida, quem ganhou destaque entre as altas foi mais uma vez a Eletrobras (ELET3, R$ 37,39, +9,74%; ELET6, R$ 37,30, +8,02%).

No fim da última semana, foram destacados rumores de que o senador Eduardo Braga (MDB-AM) poderia ser o relator do texto da privatização da companhia no Senado. Ele já foi contrário a esse projeto de privatização em determinados momentos. Assim, ele ser o relator poderia ser um sinal de acordo para o prosseguimento da pauta.

A Petrobras (PETR3, R$ 23,54, +1,99%; PETR4, R$ 22,97, +1,82%) também viu as suas ações em alta, de mais de 1%. O petróleo registrou ganhos com os investidores monitorando o movimento de duas tempestades tropicais na região do Golfo do México, que podem trazer inundações para Louisiana, Mississippi e Texas.

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Segundo o Bureau of Safety and Environmental Enforcement, as medidas tomadas para proteção aos trabalhadores interromperam quase 58% da produção de petróleo e 45% da produção de gás natural na região.

Entre as maiores quedas ficaram as ações do IRB (IRBR3, R$ 7,93, -3,41%), que dispararam 12% na última sexta-feira. Na noite da última sexta, por sinal, a gestora Squadra destacou em nova carta que ainda enxerga uma “ótima relação risco x retorno” para permanecer vendida nas ações da companhia.

Com um desempenho pior do que o Ibovespa, também ficaram as ações das operadoras de planos de saúde, após a ANS suspender reajuste por 120 dias. Veja a análise clicando aqui. 

Confira os destaques:

Rumo (RAIL3, R$ 22,41, -0,66%)

A empresa de logística Rumo terá hoje a definição do preço por ação da sua oferta primária de ações. A companhia vai captar R$ 5,7 bilhões a R$ 6,98 bilhões com a oferta, que tem como objetivo projetos relativos à renovação antecipada da concessão da Rumo Malha Paulista, e também para pré-pagar outorgas.

O coordenador líder da oferta é o Bradesco BBI. A operação contará com esforços do colocação no Brasil e no exterior.

Linx (LINX3, R$ 35,11, -1,93%)

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A Linx e a Stone estão preparando uma série de pareceres jurídicos para lidar com a repercussão negativa do acordo de combinação das empresas, segundo a Exame. No total, serão cinco pareceres jurídicos e dois elaborados por consultorias de recursos humanos.

De acordo com a reportagem, o presidente da empresa, Alberto Menache, estaria indignado e até ofendido com algumas das críticas feitas à operação.

Azul (AZUL4, R$ 22,57, +4,06%)

Em meio à queda na demanda por viagens aéreas no Brasil, a nota de longo prazo em moeda local e estrangeira da Azul foi rebaixada de “B-” para “CCC” pela agência de classificação de riscos Fitch Ratings. O rating na escala nacional passou de “BB(bra)” para “CCC(bra)”. As notas foram retiradas da observação negativa.

A decisão também reflete a possibilidade de a Azul enfrentar dificuldades em levantar recursos no próximos seis meses, assim como a limitação geográfica de suas operações.

Engie (EGIE3, R$ 42,74, +0,09%)

A Engie Brasil firmou um acordo de investimentos com o Itaú Unibanco (ITUB4). Na sexta-feira, a empresa informou que o acordo prevê a subscrição pelo Itaú de R$ 500 milhões em novas ações preferenciais de emissão da Novo Estado Participações, unidade da Engie responsável por um projeto de transmissão na região Norte, segundo a Reuters.

A Engie anunciou em dezembro do ano passado a aquisição junto à indiana Sterlite do projeto Novo Estado, que compreende a construção de 1,8 mil quilômetros em linhas de energia no Pará e no Tocantins.

Dasa (DASA3, R$ 72,98, +0,04%)

A Dasa divulgou, na noite de sexta-feira, prejuízo líquido de R$ 145,3 milhões no segundo trimestre de 2020, revertendo lucro de R$ 33,4 milhões no mesmo período do ano passado. De acordo com a empresa, a pandemia impactou negativamente a demanda por procedimentos médicos eletivos.

A receita líquida cresceu 17,4%, para R$ 1,3 bilhão. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) caiu 48%, para R$ 120 milhões.

Saraiva (SLED3, R$ 1,16, -1,69%)

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A rede de livrarias Saraiva, que está em recuperação judicial, registrou um prejuízo líquido de R$ 118,2 milhões no segundo trimestre deste ano.

A receita líquida caiu 80% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 27,7 milhões. Já o Ebitda ficou negativo em R$ 91,8 milhões.

Petrobras (PETR3, R$ 23,54, +1,99%; PETR4, R$ 22,97, +1,82%)

A Petrobras anunciou a venda para a SPE Rio Ventura, subsidiária integral da 3R Petroleum e Participações, os campos terrestres de Água Grande, Bonsucesso, Fazenda Alto das Pedras, Pedrinhas, Pojuca, Rio Pojuca, Tapiranga e Tapiranga Norte, localizados nos municípios de Catu, Mata de São João, Pojuca e São Sebastião do Passé, no estado da Bahia.

Segundo a estatal, o valor é composto por US$ 3,8 milhões pagos nesta sexta, US$ 31,2 milhões a serem pagos no fechamento da transação, US$ 16 milhões que serão pagos 30 meses após o fechamento da transação e US$ 43,2 milhões em pagamentos contingentes previstos em contrato.

A petroleira destacou que o fechamento da transação depende de fatores como a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocomsustíveis (ANP).

Ainda sobre a estatal, foi anunciado que a presidente da Transpetro, Cristiane Elia de Marsillac, renunciou ao cargo, por questões pessoais. Ela será substituída pelo diretor financeiro da empresa, Gustavo Santos Raposo.

A companhia é uma subsidiária da Petrobras e atua na área de transporte e logística de combustíveis, abrangendo importação e exportação de petróleo e derivados, gás e etanol.

A companhia ainda divulgou teaser para venda de ativos no Espírito Santo.

Eletrobras (ELET3, R$ 37,39, +9,74%; ELET6, R$ 37,30, +8,02%)

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A Eletrobras enviou um comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para se explicar sobre a volatilidade de suas ações no período de 10 a 21 de agosto, depois de ser questionada pela B3.

Segundo a Eletrobras, as oscilações são fruto de notícias em relação à possibilidade de privatização da companhia que saem na mídia. Ela cita como exemplo a saída do então secretário de Privatizações, Salim Mattar, do Ministério da Economia, no dia 11.

No dia seguinte, as ações preferenciais classe B (PNB) recuaram 3,35%. De acordo com a Eletrobras, a saída foi interpretada pelo mercado como um fator que poderia dificultar o processo de privatização.

Por outro lado, no fim da última semana, foram destacados rumores de que o senador Eduardo Braga (MDB-AM) poderia ser o relator do texto da privatização da companhia no plenário. Ele já foi contrário a esse projeto de privatização em determinados momentos. Assim, ele ser o relator poderia ser um sinal de acordo para o prosseguimento da pauta.

Omega Geração (OMGE3, R$ 39,16, +4,65%)

A Omega Geração anunciou uma emissão de ações e a compra de dois complexos eólicos. Sobre a emissão, a companhia informou neste domingo que realizará uma oferta subsequente primária de ações ordinárias. Inicialmente, a companhia pretende emitir 17.370.391 papéis, e caso haja demanda, pode lançar um lote adicional de 6.079.636 ações, totalizando 23,450 milhões.

O valor por ação ainda será definido por meio do processo de coleta de demanda (bookbuilding), mas levando-se em conta o valor do papel no fechamento da última sexta-feira (R$ 37,42), a oferta pode movimentar até R$ 877,5 milhões. Os controladores terão uma restrição de venda dos papéis (lock up) de 90 dias.

Mais cedo, a companhia anunciou uma aquisição de dois complexos eólicos por R$ 661,7 milhões, além de uma due diligence para outro portfólio de 260 MW, e a implantação de um projeto de mais 200 MW, também por meio de um projeto eólico. No final de julho, a companhia já havia anunciado que faria uma captação, depois da formalização de compra de dois ativos vendidos pela Eletrobras.

De acordo com o Credit Suisse, a Omega está tomando uma decisão acertada ao ampliar seu portfólio, e as perspectivas dos contratos de longo prazo são positivas. O banco destacou que a emissão de ações vai ajudar a empresa a absorver a aquisição com um desfecho favorável aos acionistas.

O Bradesco BBI destacou que a aquisição reforça a visão da empresa como top pick do setor. “Em nossas estimativas, a empresa teve uma taxa interna de retorno de 10% com essa compra”, destacou. A emissão de ações também foi vista de forma positiva por que dará à empresa uma posição mais confortável para futuras aquisições.

Refinaria de Petróleos Manguinhos (RPMG3, R$ 3,08, +6,94%)

Neste sábado, a Refinaria de Petróleos Manguinhos informou que o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a nulidade do decreto estadual de 2012 que desapropriou o terreno onde fica a companhia, na etapa final de julgamento.

Segundo fato relevante, foi encerrado o julgamento virtual de um agravo regimental no STF, onde se discutia a validade do decreto 43.892/2012. Editado pelo Estado do Rio, o decreto declarava de utilidade pública e para fins sociais o terreno da Refit, que está em recuperação judicial.

CCR (CCRO3, R$ 13,46, +0,07%)

O tráfego nas rodovias administradas pela CCR caiu 0,3% na semana de 14 a 20 de agosto de 2020, ante a mesma semana do ano passado. De acordo com boletim divulgado pela companhia na sexta-feira, os veículos de passeio tiveram queda de 16,2% no período, enquanto os veículos comerciais mostraram alta 12,9%.

No acumulado do ano, o movimento total caiu 6,1%. Em relatório, o Bradesco BBI destacou que o resultado da semana foi positivo, mostrando um retorno gradual aos níveis pré-pandemia. O banco destacou que a circulação excluindo a ViaSul caiu 5% na comparação anual.

IRB (IRBR3, R$ 7,93, -3,41%)

A Squadra Investimentos afirma que reconhece o trabalho e os esforços da nova gestão do IRB Brasil Re para revisar estratégia, números e contratos anteriores do ressegurador, mas que ainda enxerga uma “ótima relação risco x retorno” para permanecer vendida nas ações da companhia. As afirmações estão em nova carta da gestora, enviada aos cotistas na sexta-feira (21).

Entre outros pontos, o texto aponta que ainda há espaço para redução do patrimônio do IRB, em “sequelas dolorosas” do modelo de negócios adotado pela antiga cúpula da companhia.

“O IRB hoje se tornou uma empresa em que aproximadamente dois terços dos riscos retidos vêm do segmento internacional, um portfólio construído com incentivo integralmente voltado para crescimento”, afirma a Squadra. Para a gestora, o ressegurador deve optar por “encolher e reestruturar” seu portfólio internacional, com a extinção de contratos, o que levaria ao pagamento de sinistros contratados “sem nenhuma receita relacionada.” Veja mais clicando aqui. 

Planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) proibiu a aplicação de reajustes anual e por faixa etária em todos os planos e seguros vendidos no país, individuais e coletivos, com aniversário entre setembro e dezembro.

A decisão foi tomada após notícias de que as operadoras começaram, neste mês, a reajustar planos em até 25%, o que gerou uma reação imediata do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Segundo O Globo, esta foi a primeira vez que a ANS interferiu diretamente na relação entre as operadoras e os clientes que contratam planos de saúde coletivos.

Privatização dos Correios

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) selecionou o consórcio Postar para a realização dos estudos para a privatização dos serviços postais no Brasil. O grupo vencedor é formado por Accenture do Brasil Ltda e Machado, Meyer, Sendacz, Opice e Falcão Advogados.

Em nota à imprensa, o BNDES informou que homologou na quinta-feira o consórcio como vencedor do seu processo de seleção, que contou com outros oito participantes. O Postar, que apresentou o menor preço, de R$ 7,89 milhões, ficará responsável por indicar alternativas de parceria com a iniciativa privada para gestão do serviço postal no Brasil.

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