Destaques da Bolsa

Ações de Vale, siderúrgicas, Klabin e Suzano caem forte; Petrobras fecha em alta, mas longe das máximas seguindo o petróleo

Confira os destaques da B3 na sessão desta quarta-feira (27)

SÃO PAULO – Em uma sessão de forte volatilidade para o Ibovespa, que chegou a subir 1,18% e a cair 1,35%, quem ganhou destaque durante todo o dia foi a Cielo (CIEL3, R$ 4,16, +13,35%), que viu seus papéis saltarem dois dígitos na esteira dos resultados positivos do quarto trimestre. A maior empresa de meios de pagamentos do país teve lucro líquido de R$ 298,2 milhões entre outubro e dezembro, aumento de 34,7% sobre um ano antes. Veja mais sobre a empresa clicando aqui. 

Os papéis da Eletrobras (ELET3, R$ 28,10, +2,89%;ELET6, R$ 28,96, +1,61%) registraram ganhos de cerca de 2% após despencarem na véspera com a saída de Wilson Ferreira Jr. do comando da estatal de energia.

Vale (VALE3, R$ 89,20, -2,78%) e siderúrgicas como Gerdau (GGBR4, R$ 23,61, -1,83%), Usiminas (USIM5, R$ 13,16, -2,66%) e CSN (CSNA3, R$ 32,10, -2,73%) tiveram baixas expressivas. Os futuros do minério de ferro na China recuaram nesta quarta-feira, pressionados por preocupações com uma provável redução na produção de siderúrgicas atingidas por perdas devido aos elevados custos de produção e à fraca demanda. Margens de lucro em baixa no maior produtor de aço do mundo podem forçar usinas a colocar suas instalações em manutenção, reduzindo a demanda por minério de ferro e outras matérias-primas, disseram analistas.

O contrato mais ativo do minério de ferro na bolsa chinesa de commodities de Dalian DCIOcv1 encerrou o pregão diurno com queda de 0,2%, a 1.041,50 iuanes (US$ 161,11) por tonelada, após ter chegado a tocar mais cedo uma mínima de duas semanas, de 1.015,50 iuanes. Os preços spot do minério de ferro na China foram negociados na terça-feira a US$ 167,50 dólares por tonelada, o menor nível desde 4 de janeiro, segundo a consultoria SteelHome.

Os investidores também seguem repercutindo o noticiário sobre China, que foi o principal catalisador para a alta dos setores de commodities nos últimos meses e que vê a incerteza sobre a recuperação da economia aumentar em meio à aceleração dos casos de Covid-19 por lá.  Além de Vale e siderúrgicas, Suzano (SUZB3, R$ 62,30, -5,89%) e Klabin (KLBN11, R$ 28,20, -3,75%) também registraram queda na sessão. Essas ações tiveram alta expressiva em 2020 e também no início de 2021, o que também dá margem a um movimento de realização de lucros em meio ao cenário nebuloso sobre a economia global.

Quem chegou a ter alta expressiva, de mais de 4% durante a sessão, para depois amenizar os ganhos, foi a Petrobras (PETR3, R$ 27,98, +1,38%;PETR4, R$ 27,38, +1,41%). O petróleo chegou a ter ganhos, com o brent ultrapassando  US$ 56 por barril após dados da indústria mostrarem queda inesperada nos estoques nos Estados Unidos.

Os estoques de petróleo nos Estados Unidos tiveram recuo de 9,91 milhões de barris, a 476,653 milhões de barris, na semana encerrada no dia 22, informou nesta quarta-feira o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam alta de 100 mil barris. Porém, as cotações da commodity foram pressionadas por medidas tomadas pelo presidente norte-americano, Joe Biden, que afetam o setor.

Biden assinou uma série de decretos nesta quarta-feira com objetivo de lidar com os desafios das mudanças climáticas. Entre as medidas, o democrata determinou a suspensão de vendas de petróleo e gás em propriedades públicas e reduziu a concessão de subsídios à produção de combustíveis fósseis. “Restrições mais rígidas à exploração e ao transporte, aliadas à falta de apoio a projetos de petróleo e gás nos EUA, apontam para uma recuperação mais gradual da produção e, portanto, geralmente para preços mais altos no longo prazo”, avalia o Commerzbank. Mudanças na demanda também foram alvo do presidente, com o apoio a carros menos poluentes.

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O avanço da covid-19 e as dificuldades para a vacinação, que colocam em dúvida o ritmo de recuperação da economia mundial no pós-pandemia, também influenciaram as operações. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do WTI para março avançou 0,46% (US$ 0,24), a US$ 52,85. Já o Brent para abril caiu 0,20% (US$ 0,11), a US$ 55,53 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Já no noticiário nacional, os investidores repercutiram o aumento do preço do diesel que passou a valer a partir desta quarta-feira, mesmo em meio às tensões políticas. O presidente da República, Jair Bolsonaro, fez nesta quarta-feira um apelo aos caminhoneiros para que desistam da paralisação da categoria, programada para a semana que vem. Ele confirmou a intenção do governo de reduzir tributos sobre o diesel para aliviar a pressão do reajuste do combustível sobre o bolso dos caminhoneiros, mas ressaltou que “não é uma conta fácil de ser feita”.

Os papéis de bancos, por sua vez, registraram um movimento misto: Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 28,23, -0,07%) fechou estável, Santander Brasil (SANB11, R$ 39,05, -0,61%) teve leve queda, enquanto Bradesco (BBDC3, R$ 21,63, +0,84%; BBDC4, R$ 24,80, +1,60%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 33,59, +2,44%) fecharam com ganhos, mas longe das máximas do dia.

Confira mais destaques:

Cielo (CIEL3, R$ 4,16, +13,35%)

A Cielo teve aumento do lucro no quarto trimestre, com o foco no segmento mais lucrativo de pequenos clientes e uma política de redução de custos compensando os efeitos da queda de clientes e os prolongados efeitos da crise gerada pela Covid-19.

A maior empresa de meios de pagamentos do país abriu nesta terça-feira a temporada de balanços de empresas que fazem parte do Ibovespa reportando lucro líquido de R$ 298,2 milhões entre outubro e dezembro, aumento de 34,7% sobre um ano antes.

Em termos consolidados, que consideram resultados de outros acionistas, o lucro foi de R$ 362,8 milhões, alta anual de 26,5%. Foi a primeira alta trimestral do lucro da companhia no comparativo anual em dois anos.

O volume financeiro de pagamentos processados pela Cielo, de R$ 190,6 bilhões, foi apenas 0,3% superior ao de igual etapa de 2019, refletindo a crise provocada pela pandemia, e pelo foco em segmentos mais rentáveis, afirmou a companhia.

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Nesse contexto, a receita líquida da empresa somou de R$ 1,31 bilhão, redução de 1,5% ano a ano, “refletindo o cenário de forte competição, que vem pressionando preços e margens no segmento de varejo”, diz trecho do relatório.

Porém, a Cielo conseguiu reduzir em 13,5% seus gastos totais no comparativo anual, para R$ 1,077 bilhão. E a ênfase nos segmentos mais rentáveis compensou a queda de 10,8% na base ativa no ano, a 1,406 milhão de clientes, o que a empresa atribuiu à mudança na política de concessão de subsídios para terminais de captura na modalidade de venda, o que impactou principalmente as afiliações no segmento de empreendedores.

Assim, o resultado operacional da Cielo medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 768,2 milhões, aumento de 16% sobre o quarto trimestre de um ano antes, com a margem Ebitda subindo 3,2 pontos percentuais, para 25,4%. A empresa fechou o ano com liquidez total de R$ 4,2 bilhões, ante R$ 3,2 bilhões um ano antes.

Segundo o Credit Suisse, a Cielo reportou fortes resultados no quarto trimestre, com o lucro líquido superando o consenso em 47%. A melhoria do resultado final foi consequência de um melhor desempenho nas divisões Cielo Brasil e Cateno, uma vez que o crescimento da TPV, ou ou Volume Total de Pagamentos, mostrou uma nova recuperação e a empresa conseguiu implementar fortes iniciativas de redução de custos no trimestre. O resultado também é impulsionado por benefícios fiscais reconhecidos em sua operação nos Estados Unidos.

Os analistas avaliam que a queda de 14% nos custos operacionais como o destaque do trimestre, à medida que a empresa reportou gastos com vendas muito menores. Isso contribuiu para a alta da margem de lucro líquido a 15%, frente 10% no trimestre anterior e 8% no mesmo período do ano anterior.

O banco destacou a alta de 8% no volume total de pagamentos da Cateno, frente a alta de 1% no terceiro trimestre. Houve alta de 15% no volume de débitos na comparação anual. E cortes de 13% nos custos operacionais, em relação ao trimestre anterior.

O banco diz acreditar que os resultados podem ser um prenúncio de um ano de 2021 melhor para a Cielo, com melhoras em subsidiárias. Na avaliação do Credit, o maior risco para a Cielo é o fato de que a concorrência também está se preparando para disputar o mercado. O banco mantém avaliação neutra para a Cielo, com preço-alvo de R$ 4,80, frente os R$ 3,67 negociados na terça.

Após o resultado, o Bradesco BBI elevou as estimativas de lucro líquido em 13% para 2021, para  R$ 881 milhões. “Para 2022, deixamos nossas projeções praticamente inalteradas, com espaço para alta agora”, avaliam. Os analistas apontam que ocorreram nítidas melhorias nos negócios de adquirência e emissão no Brasil.

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“A deterioração nos últimos três anos parece ter atingido um piso, levando-nos a esperar dias melhores daqui para frente. Embora ainda haja algum dever de casa a ser feito, como o desinvestimento da subsidiária americana MeS (as perdas em outras subsidiárias totalizaram R$ 238 milhões em 2020) e a melhoria da estrutura corporativa geral da empresa, há sinais claros de que o pior já passou. Estamos, portanto, mais construtivos sobre o caso de investimento neste momento, com a Cielo como a segunda melhor opção atrás de Stone na área de pagamentos”, apontaram os analistas do BBI.

Para os analistas, o mercado veria com bons olhos a perspectiva de valorização com desinvestimentos em sua operação nos Estados Unidos, assim como a instauração de uma estrutura corporativa mais alinhada.

Na avaliação do Morgan Stanley, volumes e receitas continuam a mostrar recuperação, mesmo com o ambiente desafiador. O mercado pode recompensar isso no curto prazo, mas o banco diz avaliar que a Cielo enfrentará desafios significativos.
O Morgan Stanley mantém avaliação em equal weight (perspectiva de valorização dentro da média do mercado), e preço-alvo de R$ 4.

Petrobras (PETR3, R$ 27,98, +1,38%;PETR4, R$ 27,38, +1,41%)

A Petrobras concluiu 2020 com reservas provadas de óleo, condensado e gás natural de 8,816 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), segundo critérios da SEC (US Securities and Exchange Commission), uma queda de cerca de 8% ante o ano anterior, informou a petroleira nesta terça-feira.

Em 2020, foram incorporadas novas reservas em função da aprovação de projetos e do bom desempenho dos reservatórios, com destaque para o pré-sal da Bacia de Santos, resultando em uma apropriação equivalente a 101% da produção do ano, afirmou a companhia.

Esse efeito, no entanto, foi amortecido pelo impacto negativo derivado da redução de 32% do preço do petróleo no ano passado, que é projetado como preço futuro, conforme critérios da SEC.

“Considerando o balanço entre a reposição positiva e o impacto negativo, e desconsiderando o efeito dos ativos vendidos em 2020, a reposição de reservas ficou em 29% da produção desse ano”, disse a Petrobras em comunicado ao mercado.

A companhia frisou que o impacto da venda de ativos, de 117 milhões de boe, não foi relevante no valor total das reservas.

O Morgan Stanley  diz avaliar que a redução nas reservas já era esperada pelo mercado. E que pode haver um aumento considerável no futuro, com base em estimativas da ANP, que poderia reverter a tendência de queda em reservas. O banco também destaca que elas estão entre as mais competitivas fora da costa, e que isso ainda não é precificado nas ações da Petrobras.

O banco mantém avaliação overweight (expectativa de valorização acima da média do mercado) para a Petrobras, com preço-alvo de US$ 16,50, frente os US$ 10,35 negociados na bolsa de Nova Iorque (NYSE: PBR) na véspera.

A Petrobras ainda informou nesta terça-feira que a Sete Brasil solicitou o início de uma nova negociação com a petroleira, devido à impossibilidade do cumprimento de condições do último acordo, previstas para serem atendidas até o dia 31 de janeiro.

“Diante desse cenário e em busca de uma solução conjunta, considerando que o acordo não produzirá os efeitos previstos, a Diretoria Executiva da Petrobras autorizou o início de uma nova negociação com a Sete Brasil”, afirmou a estatal em comunicado.

Os analistas também repercutem o anúncio da véspera de que a estatal vai implementar reajustes nos preços do diesel e da gasolina a partir de 27 de janeiro de 2021. Os reajustes foram de alta de 4,30% para o diesel e de 4,11% para a gasolina.

“Embora vejamos como positivo que a Petrobras finalmente tenha anunciado um aumento nos preços do diesel após 25 dias sem mudanças relevantes de preços, observamos que os preços de combustíveis da companhia no nível das refinarias ainda estão abaixo das referências internacionais de preços de combustíveis. Isto significa que os níveis atuais de preços ainda não estão em um patamar que permita que operadores independentes possam importar combustíveis com margem de lucro. Em nossa opinião, se o cenário atual de descontos em relação às referências internacionais de preços de combustíveis persistir por mais tempo, poderá ocorrer um aumento da percepção de risco para as ações da Petrobras”, aponta a XP Investimentos. A recomendação atual é de compra, com preço-alvo de R$ 35 para os papéis ON e PN.

Locaweb (LWSA3, R$ 98,10, -11,73%)

A Locaweb anunciou nova aquisição: a compra da plataforma Connectplug por R$ 18 milhões. “A Locaweb, que já tem o mais completo ecossistema de soluções tecnológicas para PME’s (pequenas e médias empresas) e forte atuação no mercado de food services com a delivery direto, reforça o seu portfólio e entra para o importante mercado de soluções de tecnologia para o comércio físico, e segue se consolidando como a melhor opção para digitalizar as empresas do Brasil”, afirmou em comunicado ao mercado.

Além disso, a companhia anunciou a aprovação do desdobramento de suas ações na proporção de uma para quatro ações ordinárias. A operação não vai alterar o valor do capital social da companhia.

Segundo a empresa, o desdobramento das ações tem por finalidade elevar a liquidez das ações ordinárias de emissão no mercado e possibilitar um ajuste na cotação das ações, tornando o preço por ação mais atrativo e acessível a um maior número de investidores. As ações passarão a ser negociadas ex-desdobramento no dia 1º de fevereiro.

O Itaú BBA comentou o anúncio de compra da ConnectPlug pela Locaweb. O banco destaca que essa é a sexta adição da empresa desde sua oferta pública inicial de ações, o que valida seu compromisso com o aprimoramento de seu ecossistema de soluções de e-commerce.

O banco avalia que o desdobramento de ações pode ter efeito positivo sobre o volume diário de negociações de seus papéis. O banco mantém avaliação de outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado) para a Locaweb, com preço-alvo de R$ 127, frente os R$ 111,13 do fechamento da véspera.

Enjoei (ENJU3, R$ 16,06, +0,12%)

A Enjoei planeja ampliar acordos com grandes marcas, segundo o CEO da empresa, Tiê Lima. O movimento deve ajudar o brechó digital a atingir a meta de ter uma a cada duas peças vendidas online com passagem pela sua plataforma.

A companhia já fechou parceria com a C&A, disse em evento do Credit Suisse.

Aeris (AERI3, R$ 11,75, -3,85%)

A Fitch Ratings atribuiu rating nacional de longo prazo AA(bra) à Aeris e à sua proposta de primeira emissão de debêntures quirografárias, no valor de R$ 600 milhões. A perspetiva do rating corporativo é estável.

A Fitch afirma que a classificação reflete a posição dominante da Aeris no mercado nacional de fabricação de pás para geradores, com 70% de participação. E a participação de 7% no mercado global, excluídas empresas chinesas. A empresa se beneficia de uma posição competitiva, uma relevante carteira de contratos e cerca de 30% das receitas totais em exportação.

A empresa também tem a premissa de crescimento do Ebitda a R$ 512 milhões em 2023, frente os R$ 237 milhões previstos para 2020.

IMC (MEAL3, R$ 3,54, -3,01%)

A International Meal Company comunicou no final da terça-feira que a Kentucky Fried Chicken International Holdings apresentou pedido de arbitragem envolvendo divergências relacionadas ao contrato de master franquia com a empresa brasileira acerca da rede KFC no Brasil.

“A companhia informará sobre eventuais desdobramentos relevantes relacionados ao tema, observado o sigilo imposto no procedimento arbitral”, afirmou a IMC, sem dar mais detalhes, em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Na semana passada, a IMC disse que negociava uma repactuação do atual contrato com a KFC, mas que havia divergências quanto à aplicação de penalidades e à revisão de prazos e metas para a abertura de lojas; e que fora notificada de denúncia do referido contrato pela rede norte-americana, com efeitos imediatos.

A empresa brasileira também comunicou na ocasião que foi negado seu pedido liminar, apresentado em medida cautelar pré-arbitral, de que fosse mantido em vigor o contrato com a KFC até que as divergências fossem resolvidas.

Klabin (KLBN11, R$ 28,20, -3,75%)

A Klabin firmou acordo para a associação com um fundo de investimento florestal (Timber Investment Management Organization – Timo) para exploração da atividade em Santa Catarina. A Klabin contribuíra com aporte de cerca de 9,7 mil hectares de florestas plantadas, enquanto a Timo entrará com até R$ 500 milhões em caixa, parte no fechamento da operação e o restante em até 3 anos, detalhou a empresa.

Os recursos aportados serão usados para aquisições e arrendamentos de cerca de 19,5 mil hectares de efetivo plantio, bem como o financiamento do plantio, substancialmente de Pinus. A fabricante de papel e celulose disse que terá o direito de preferência na compra da madeira produzida pela associação. A conclusão da operação depende de aval de órgãos regulatórios.

“Essa associação permitirá à companhia ampliar seu maciço florestal no estado de Santa Catarina com eficiência de capital. Essa ampliação visa o abastecimento das fábricas atuais na região bem como a viabilização de futuros projetos de expansão”, afirmou a Klabin.

 

Equatorial (EQTL3, R$ 22,14, +1,23%), Energisa (ENGI11, R$ 49,54, +3,92%), CPFL (CPFE3, R$ 30,85, +1,58%)

O Itaú BBA atualizou suas estimativas e preços-alvo de empresas do setor de energia devido a uma recuperação rápida da demanda em relação à pandemia de Covid. Após contração no segundo trimestre, a demanda por energia teve alta de 0,6% no terceiro trimestre em comparação com o ano anterior.

A inadimplência também caiu significativamente em relação ao pico de 9,8% em abril, para 2,9% em outubro e 5,2% em novembro. Como resultado, Equatorial, Energisa, CPFL e Neoenergia reportaram resultados acima do esperado no terceiro trimestre.

O banco destaca, no entanto, a perspectiva de uma nova crise de covid neste semestre, com potencial alta da inadimplência devido ao fim do auxílio emergencial. Mas o Itaú diz avaliar que o auxílio deve voltar a ser pago, caso a crise continue.

O Itaú BBA também ressalta que o índice de inflação IGPM aumentou consideravelmente, a 23,1% em 2020, significativamente acima do IPCA acumulado, de 4,5%. Nos contratos de concessão antigos, a parcela B é ajustada pelos índices anuais do IGPM. Nos novos contratos, a parcela B é ajustada pelo IPCA.

Assim, as empresas com contratos mais antigos vão se beneficiar de um ajuste nos contratos superior àquele da inflação de seus gastos controláveis. O banco diz avaliar que Equatorial, Energisa e CPFL vão se beneficiar do ajuste, e a Energisa terá os maiores ganhos.

O Itaú elevou para outperform a avaliação das três companhias. E elevou o preço-alvo da Equatorial de R$ 21 em 2020 para R$ 26 por ação em 2021, frente os R$ 21,87 negociados na terça (26). E elevou de R$ 48 de 2020 para R$ 65 em 2021 o preço-alvo da Energisa, frente os R$ 47,67 das ações ENGI11 negociadas na terça. O banco elevou o preço-alvo da CPFL de R$ 31 em 2020 para R$ 37 em 2021, frente os R$ 30,37 negociados na terça.

Ecorodovias (ECOR3, R$ 12,54, +3,13%)

O Bradesco BBI comentou os dados sobre tráfego medidos pela Ecorodovias, que apontaram queda de 2% na comparação anual para a semana de 18 de janeiro, frente queda de 5% na comparação anual para a semana de 11 de janeiro.
Incluindo as rodovias Eco 135, Eco 050, e Ecovias do Cerrado, haveria alta de 8% na comparação anual. O banco mantém avaliação de outperform para a Ecorodovias, com preço-alvo de R$ 20, frente os R$ 12,16 negociados na terça.

Enauta (ENAT3, R$ 11,40, -1,64%)

A Enauta informou nova interrupção da produção no Campo de Atlanta, poucas horas depois após ter informado que o reparo no aquecedor foi realizado, e a produção no poço 7-ATL-4HB-RJS tinha sido reiniciada. Porém, posteriormente ela informou que o equipamento não funcionou adequadamente e a companhia decidiu realizar sua troca definitiva, com prazo de retorno estimado ainda para o primeiro trimestre deste ano. Os reparos e trocas dos equipamentos serão realizados pelo operador do FPSO.

“Vale destacar que, enquanto esteve em operação, o poço 7-ATL-4HB-RJS atingiu pico de produção de 9,0 mil barris de óleo.
Tal interrupção não altera o cronograma já divulgado de retomada da produção dos demais poços. A companhia reitera a estimativa de produção média diária do Campo para o ano de 2021 de 14,0 mil barris de óleo por dia, com margem de variação de 10% (dez por cento) negativa ou positiva quando verificada a média diária em base anual”, destacou.

Via Varejo (VVAR3)

Segundo o Valor, o Grupo BIG (ex-Walmart Brasil) e as Casas Bahia, do grupo Via Varejo, disputam na Justiça devido à semelhança entre suas logomarcas, ambas com letras “B” grandes, que poderia confundir clientes. O processo foi aberto em agosto pelo BIG e pede a suspensão de publicidade das Casas Bahia.

JSL (JSLG3, R$ 9,45, +7,51%)

A JSL informou que firmou contrato para compra da Pronto Express Logística por R$ 288,6 milhões.

(com Reuters e Agência Estado)

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