Destaques da bolsa

Ações de exportadoras disparam até 12% com recorde do dólar; bancos e Petrobras caem e Braskem sobe 5,8%

Confira os destaques da B3 na sessão desta quarta-feira (13)

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SÃO PAULO – O Ibovespa conseguiu fechar próximo da estabilidade nesta quarta-feira (13), apesar da forte queda das bolsas americanas, com os investidores ainda atentos ao noticiário político e aos sinais econômicos dos EUA. Em destaque na maior economia do mundo, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que a recuperação da economia americana pode demorar a acontecer, com um longo período de crescimento fraco.

Nesta sessão, como destaque de alta, ficaram os papéis da Braskem (BRKM5, R$ 21,67, +5,86%), após a elevação dupla de recomendação pelo UBS, de venda para compra: os papéis chegaram a subir 11% na máxima do dia, mas amenizaram.

Por outro lado, bancos como Bradesco (BBDC4, R$ 16,95, -0,88%), Santander Brasil (SANB11, R$ 22,98, -1,12%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 25,55, -2,89%) registraram queda, de até 3% – ao passo que o Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 21,60, -0,05%) ficou estável -, enquanto Petrobras virou para baixo (registrando queda de 4% para os papéis ON) acompanhando o movimento do petróleo.

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Mesmo com os estoques semanais nos EUA vindo abaixo do esperado (queda de 745 mil barris, ante estimativa de alta de 4 milhões de barris), a sessão é de volatilidade para a commodity em meio aos temores sobre uma segunda onda da pandemia de coronavírus nos países mais ricos e o impacto na demanda. Tanto o brent quanto o WTI tiveram queda entre 1,7% e 2,5%.

A Vale (VALE3, R$ 48,54, +2,28%) viu seus papéis subirem em meio à alta de mais de 1% do minério em Qingdao em meio aos sinais de retomada da atividade econômica da China e também com o Credit Suisse reforçando a mineradora como top pick. Cabe ressaltar, contudo, que o Banco Central da Noruega decidiu excluir Vale, Eletrobras, dos investimentos do fundo soberano do país.

Outras exportadoras, como frigoríficos e companhias de papel e celulose, subiram forte em uma sessão de nova alta do dólar, superando os R$ 5,90. BRF (BRFS3, R$ 22,85,+12,17%), JBS (JBSS3, R$ 25,25,+6,36%), Klabin (KLBN11, R$ 23,25,+7,64%) e Suzano (SUZB3, R$ 50,59, +4,20%) registraram ganhos entre 4% e 12%.

Confira os destaques:

Vale (VALE3, R$ 48,54, +2,28%) e Eletrobras (ELET3, R$ 20,69, +0,19%; ELET6, R$ 23,35, +0,43%)

Os papéis de Vale e Eletrobras foram removidos do fundo soberano da Noruega, o maior do mundo, devido a preocupações ambientais e de direitos humanos.

O Norges Bank, banco central da Noruega, anunciou as saídas em comunicado ao atenderem a recomendações do conselho de ética do fundo.

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Sobre a Vale, o fundo afirmou que ela deveria ser excluída por “riscos inaceitáveis que ela contribuía” ou por ser responsável por sérios estragos ambientais, lembrando o rompimento das barragens em Mariana (2015) e em Brumadinho (2019).

Já sobre a Eletrobras, o conselho de ética defendeu o fim de investimentos na companhia por causa da participação no projeto de Belo Monte, apontando que territórios indígenas foram severamente afetados pela hidroelétrica, causou desestruturação social de grupos indígenas e deslocamento de ao menos 20 mil pessoas. Além disso, a Eletrobras esteve envolvida recentemente em outros projetos que foram criticados por causa de violações de direitos humanos.

Outras empresas excluídas foram o Canadian Natural Resources Limited, Cenovus Energy Inc, Suncor Energy Inc, Imperial Oil Limited e ElSewedy Electric Co.

As decisões ocorrem em um momento em que a Noruega se prepara para sacar valor recorde de US$ 37 bilhões do fundo, o que forçará a uma liquidação de ativos para obtenção de caixa.

No radar da mineradora, a Vale pretende gastar pelo menos US$ 2 bilhões para reduzir as emissões diretas e indiretas de carbono em 33% até 2030, destacou a companhia em comunicado ao mercado.

O plano inclui uso de biocombustíveis em vez de carvão para granular minério de ferro, eletrificar as minas e ferrovias, aumentar a eficiência energética e usar mais energia renovável. O compromisso ainda não se aplica às emissões de carbono do escopo 3; a Vale diz que pretende incorporá-las no futuro.

Vale destacar que o Credit Suisse publicou relatório destacando a Vale como top pick do setor após performance inferior (-39% no acumulado do ano) em relação às companhias australianas (Rio Tinto, BHP a -24% e -28%, respectivamente) e considerando a resiliência do minério de ferro (mantendo-se em US$ 90 a tonelada, queda de apenas -4% no acumulado do ano versus metais básicos que caíram 13% em média) em meio ao cenário volátil causado pela pandemia do coronavírus.

Os analistas atualizaram o preço-alvo para US$ 14 por ação (de US$ 15) incorporando os resultados do primeiro trimestre de 2020, reduzindo estimativas de embarque de minério de ferro em 6% em 2020-21, mas reforçaram o outperform vendo um potencial de alta significativo de 73%.

Embraer (EMBR3, R$ 6,19, -8,70%), CPFL (CPFE3, R$ 28,20, -2,73%) e Copel (CPLE6, R$ 54,16, -0,24%)

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A Embraer foi excluída da prévia do MSCI Brazil, que entra em vigor no início de junho, enquanto CPFL e Copel entraram no índice.

Braskem (BRKM5, R$ 21,67, +5,86%)

A Braskem teve a recomendação elevada pelo UBS de venda para compra, com preço-alvo de R$ 28, o que representa um potencial de alta de 37% em relação ao fechamento da última terça-feira.

Segundo o UBS, a forte desvalorização do real frente ao dólar (de 40% até maio) e a queda nos preços da nafta (também da ordem de 40%) poderão dar uma base para a melhora dos resultados da petroquímica.

“Nós ainda vemos alguns desafios de médio prazo, como o problema ambiental em Alagoas, o excesso na capacidade mundial e uma possível revisão no contrato de etano no México. A liquidez não é uma preocupação e mesmo num cenário de estresse a companhia deve gerar caixa”, avalia o UBS. O UBS mantém preço-alvo de R$ 28,00 para a ação em 2020.

Cesp (CESP6, R$ 25,49, +0,47%) e Transmissão Paulista (TRPL4, R$ 18,80, +0,43%)

O banco Itaú BBA fez uma revisão da sua carteira estratégica e incluiu as empresas Companhia Energética de São Paulo (CESP) e Companhia Transmissão Paulista de Energia Elétrica na sua carteira.

Foram excluídas da carteira as ações da locadora de automóveis Localiza Hertz (RENT3, R$ 27,31, -0,73%) e da administradora de shopping centers Multiplan (MULT3, R$ 18,20. +1,17%).

O BBA justificou as mudanças porque as ações das empresas de energia têm um perfil mais defensivo – as companhias têm mais faturamento recorrente que empresas do turismo e varejo, setores particularmente pressionados pelos efeitos da epidemia da Covid-19.

“O cenário econômico brasileiro continua incerto e nós recomendamos uma abordagem cautelosa. O Brasil atravessa uma crise política, fiscal e de saúde pública ao mesmo tempo. Na nossa visão, o maior risco é que a deterioração fiscal leve a uma reversão no fluxo da renda fixa para o mercado de ações”, avalia o BBA. O banco lembrou que revisou recentemente sua projeção de queda do PIB brasileiro para -4,50% em 2020 e uma expansão de +3,50% em 2021.

Gol (GOLL4, R$ 10,07, +0,70%)

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Com limitada visibilidade quanto à recuperação, o cenário atual de planejamento da Gol assume uma capacidade 45% menor neste ano, incluindo uma redução de 30% ao ano no quarto trimestre, segundo comunicado da empresa.

Os voos realizados em abril representam 7% do realizado em abril de 2019; ao final de maio, espera-se que esse patamar esteja em 12% do realizado no ano passado.

Partindo de premissas conservadoras, a empresa estima que possui mais de 10 meses de caixa disponível, incluindo o pagamento integral de todas as despesas financeiras e dívidas. Com o pagamento integral de despesas financeiras, Gol prevê um consumo líquido de caixa da ordem de R$ 5 milhões/dia entre maio e dezembro.

Em 30 de abril, a Gol possuía R$ 4,0 bilhões em liquidez total. A empresa está discutindo um financiamento de R$ 750 milhões a R$ 1 bilhão, garantido por ativos não onerados; Gol diz dispor atualmente de R$ 1,7 bilhão em ativos não onerados.

JBS (JBSS3, R$ 25,25,+6,36%)

A CVM multou Jeremiah O’Callaghan, da JBS, em acordo. O executivo vai pagar R$ 546 mil para encerrar processo administrativo aberto pela CVM, de acordo com comunicado do órgão regulador.

O’Callaghan, atual presidente do conselho da JBS, foi responsabilizado por não divulgar informações sobre transações com Banco Original entre 2016 e 2018 e com Flora Produtos de Higiene e Limpeza e JBJ Agropecuária em 2018, quando era diretor de Relações com Investidores.

O termo de compromisso também determina que o atual diretor de Relações com Investidores da cia., Guilherme Perboyre Cavalcanti, pague multa de R$ 195 mil.

A CVM também informa que multou J&F Investimentos em R$ 375 mil por omitir e prestar informações inconsistentes sobre início de negociações para venda do controle da Alpargatas em 2017.

Tegma (TGMA3, R$ 15,68, -5,66%)

A operadora logística Tegma, especializada no transporte de veículos, teve lucro líquido de R$ 19,2 milhões no 1º trimestre deste ano, uma queda de 28% sobre igual período de 2019.

Entre os dois períodos, a receita líquida da Tegma recuou de R$ 296 milhões para R$ 279,7 milhões no 1º trimestre deste ano. A Tegma também atua na armazenagem de mercadorias de diversos tipos, de produtos químicos a alimentos, com centros de distribuição nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro.

A empresa informou que as operações de transporte de veículos foram paralisadas no final de março, seguindo o fechamento da maioria das montadoras do país por causa da epidemia da Covid-19. Segundo a Tegma, a empresa adotou medidas para se proteger da recessão, com a captação de R$ 90 milhões no mercado e o adiamento de aluguéis de imóveis onde foi possível negociar com os proprietários. A empresa também informou que aderiu a programas de auxílio às empresas do governo federal, com a postergação de pagamentos do PIS e da Cofins e do depósito do FGTS.

O banco Itaú BBA avaliou como neutros os resultados do 1º trimestre da Tegma, maior transportadora de veículos do país. “Os principais resultados da divisão automotiva foram prejudicados pelos menores volumes de veículos transportados, particularmente a partir da metade de março. Os destaques positivos surgiram na divisão da Logística Integrada, onde a Tegma obteve ganhos na margem, apesar do modesto crescimento da receita, sobre um mix mais variado de mercadorias”, comentou o BBA.

Segundo o banco, a Tegma encerrou março com ativos líquidos de R$ 334 milhões, além de ter levantado R$ 90 milhões no sistema financeiro. “Nós revisaremos nossas projeções para o crescimento da Tegma em 2020, face aos impactos dos efeitos da Covid-19 sobre a economia”, informou o BBA, notando que a empresa tomou várias medidas corretas para mitigar os impactos da epidemia sobre as suas operações. O itaú BBA mantém a recomendação outperform – acima da média de mercado, com um preço-alvo de R$ 43,00 para o papel em 2020, uma alta de 158,7% sobre o valor de ontem na B3.

Sinqia (SQIA3, R$ 17,70, -7,04%) 

A Sinqia, uma das três maiores empresas de software com capital aberto na B3, reportou lucro líquido de R$ 502 mil no 1º trimestre de 2020, uma queda de 55% sobre igual período de 2019. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 3,38 milhões, um recuo de 5,7% sobre igual período do ano passado. A receita líquida da Sinqia avançou 26,7% para R$ 48,6 milhões no 1º trimestre de 2020, resultado considerado recorde pela empresa. A Sinqia, no 1º trimestre, também passou a fazer parte do índice Small Cap da B3.

O banco Credit Suisse avaliou que os resultados da Sinqia têm tendências positivas, como o crescimento de 28% nas receitas obtidas com as assinaturas de software.

“O Ebitda foi afetado por custos mais altos de implementação (de software), mas é esperado que a velocidade de implantação de sistemas continue firme, já que existe uma demanda expressiva, até agora não afetada pela Covid-19. Acreditamos que a Sinqia possa se beneficiar com a plataforma de pagamento instantâneo implementada pelo Banco Central, e sua exposição a grandes instituições a torna mais resiliente para enfrentar os impactos da crise da Covid-19”, avalia o CS.

O Credit Suisse mantém a nota outperform – acima da média de mercado, para o papel SQIA3, embora tenha reduzido o preço-alvo para 2020 de R$ 28,00 para R$ 27,00.

Santos Brasil (STBP3, R$ 3,32, -2,64%)

A Santos Brasil fechou o 1º trimestre de 2020 com prejuízo de R$ 13,3 milhões, resultado negativo que aumentou em 46,2% em relação a igual período de 2019, quando o prejuízo foi de R$ 9,1 milhões. As operações do terminal da empresa em Santos (SP) tiveram aumento na quantidade de contêineres movimentados, mas os terminais de Imbituba (SC) e Vila do Conde (PA) tiveram fortes reduções no fluxo de contêineres.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Santos Brasil avançou 17,4% para R$ 38,5 milhões no 1º trimestre deste ano. A receita líquida da empresa de logística e operações portuárias foi de R$ 223,8 milhões, uma queda de 1,5% em comparação a igual período de 2019. A Santos Brasil encerrou o 1º trimestre com R$ 372,9 milhões em caixa e um endividamento de R$ 61,3 milhões. Os investimentos da empresa, de R$ 63 milhões, foram na ampliação do seu cais em Santos e na compra de guindastes e outros equipamentos para o terminal.

O banco Itaú BBA avaliou como neutros os resultados da Santos Brasil. Segundo o banco, houve melhora no Ebitda e no terminal de Santos (SP), com um aumento do volume e um melhor mix na quantidade de contêineres com mercadorias importadas no período.

O lado negativo chegou no Ebitda da Logística, que segundo o BBA prejudicou o Ebitda consolidado da empresa. O BBA ressaltou que a Santos Brasil encerrou o trimestre com uma posição de caixa sólida, de R$ 372,9 milhões, e opera “terminais em concessões portuárias importantes.

Por isto, permanecemos positivos sobre o futuro da empresa, mesmo com um ambiente mais complicado no comércio exterior no 2º trimestre”. O BBA mantém a recomendação outperform – acima da média de mercado, com preço-alvo de R$ 9,00 para o papel STBP3 em 2020, uma alta de 163,9% sobre o preço de ontem na B3.

Ouro Fino (OFSA3, R$ 25,53, -2,18%)

A Ouro Fino registrou prejuízo líquido de R$ 3,1 milhões no primeiro trimestre de 2020, queda de 52% na comparação com igual período de 2019.

A receita líquida subiu 23%, a R$ 111,9 milhões, enquanto o Ebitda ajustado foi a R$ 5,2 milhões (ante valor zero nos primeiros três meses do ano passado), levando a uma margem Ebitda ajustada de 4,6%.

Camil (CAML3, R$ 8,76, +1,62%) 

O banco Itaú BBA avaliou como neutros os resultados do 4º trimestre de 2019 da Camil, indústria brasileira de alimentos. A empresa publicou os resultados na noite de ontem. Segundo o BBA, o bom desempenho internacional da Camil, que aumentou as exportações de açúcar, foram afetados no Brasil pela maior concorrência no mercado de arroz, grão que é o carro-chefe da empresa no varejo.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 137,1 milhões, uma expansão superior a 50% em comparação ao 4º trimestre de 2018. A margem Ebitda foi de 9,2%, um avanço de 2,6 pontos porcentuais sobre igual trimestre de 2018. O lucro líquido da Camil foi de R$ 83,6 milhões no 4º trimestre de 2019, em queda de 16% sobre igual período de 2018.

“Houve uma forte expansão nas vendas de açúcar no Uruguai (+23%) e também no açúcar exportado a partir do Brasil, embora no mercado interno as vendas do açúcar União tenham caído em volume”, comentou o BBA. O banco mantém a recomendação market perform – média do mercado, para o papel CAML3, com preço-alvo de R$ 9,00 para ação em 2020, uma alta de 4,4%.

Trisul (TRIS3, R$ 6,31, -2,92%) 

A construtora e incorporadora imobiliária Trisul, da capital paulista, publicou balanço do 1º trimestre de 2020 e reportou lucro líquido de R$ 31,1 milhões, uma alta de 17% sobre igual período de 2019. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 39 milhões, uma expansão de 2% sobre o 1º trimestre do ano passado. A receita líquida teve queda de 5% para R$ 171,2 milhões. A Trisul encerrou março com caixa líquido de R$ 405 milhões.

O banco Bradesco BBI avaliou como sólidos os resultados da Trisul. “A Trisul entregou resultados sólidos, indicando que se não fosse a epidemia da Covid-19, teria tido um trimestre excelente”, comentou o BBI.

Por causa da epidemia, a Trisul suspendeu os lançamentos, mas mesmo assim vendeu R$ 133 milhões em unidades prontas ou em construção, com uma queda na velocidade de vendas de 24% no 4º trimestre do ano passado para 19% no 1º trimestre deste ano. O BBI observa que o 2º trimestre será pior para todas as construtoras, não apenas para a Trisul, com a provável suspensão de todos os lançamentos.

“Isto posto, observamos que a Trisul tem uma quantidade razoável de construções em andamento e deverá continuar as vendas. A empresa também tem um forte portfólio de lançamentos que pode ser retomado quando o mercado se recuperar”, avalia o BBI. O banco mantém a recomendação outperform – desempenho acima da média de mercado, e preço-alvo de R$ 10,00 para o papel TRIS3 em 2020, uma alta de 50% sobre o preço de ontem na B3.

Diagnósticos da América 

O laboratório paulista Diagnósticos da América comprou por R$ 43,6 milhões a empresa Cromossomo Participações, de Pedro de Bueno Godoy, diretor-presidente e um dos acionistas controladores da própria Dasa. Em comunicado enviado à CVM, a Dasa informou que a aquisição ocorreu em 11 de maio.

A empresa afirmou que Bueno Godoy não participou do processo de decisão de comprar a Cromossomo, e também não participou da transação. Segundo a Dasa, a aquisição da Cromossomo faz parte da sua estratégia. A aquisição foi aprovada pelo Conselho de Administração da Dasa.

Engie (EGIE3, R$ 36,72, -1,02%)

A Engie prevê investir R$ 3 bilhões em projeto de transmissão entre Pará e Tocantis, segundo afirmou o presidente da companhia, Eduardo Sattamini, ao Valor. O CEO afirmou que o projeto está em fase inicial de implantação, com preparação e instalação dos canteiros de obras.

Neste momento, a companhia tem dado prioridade à mão de obra local, para evitar o deslocamento de pessoas de diferentes regiões do país e reduzindo o risco de disseminação do novo coronavírus. No pico das obras, explicou o executivo, serão mobilizados aproximadamente 6 mil trabalhadores.

XP Inc.

O lucro líquido ajustado da XP Inc. ficou em R$ 415 milhões no primeiro trimestre de 2020 — uma alta de 147% sobre o valor visto um ano antes, registrando uma leve queda de 1% em relação ao quarto trimestre de 2019.

No balanço divulgado na terça-feira (12), Guilherme Benchimol, CEO da XP, citou a crise global provocada pelo coronavírus e disse que houve um “aumento significativo do interesse por investimentos” por causa disso.

“Nosso sólido desempenho operacional no primeiro trimestre de 2020, combinado com o importante marco de dois milhões de clientes ativos alcançados no final de março, nos dão confiança de que estamos seguindo na direção certa, mas ainda no começo de nossa jornada de longo prazo”, disse Benchimol.

A receita líquida da XP Inc. cresceu 86% na comparação anual, fechando o primeiro trimestre em R$ 1,735 bilhão. Na comparação com o trimestre anterior, a alta foi de 3%. A margem líquida ajustada passou de 18% no primeiro trimestre de 2019 para 23,9% no mesmo período de 2020. Já no trimestre anterior, o percentual era de 24,6%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da XP teve aumento de 70% sobre um ano antes, para R$ 567 milhões. Sobre o trimestre anterior, caiu 5%. Veja mais clicando aqui. 

Qualicorp (QUAL3, R$ 19,68, -5,61%)

O Conselho de Administração da Qualicorp aprovou a eleição de Elton Hugo Carluci, interinamente, para os cargos de Diretor Financeiro e de Relação com Investidores da companhia, que até então era ocupado por Grace Cury de Almeida Gonçalves Tourinho, que deixou a empresa.

Carluci tem mais de 18 anos de Qualicorp e, nos últimos 14 anos, atuou como gestor em diversas áreas operacionais e estratégicas da Companhia, tais como relacionamento com investidores (participando ativamente do processo de abertura de capital – IPO), controladoria, planejamento financeiro, M&A, gestão, área técnica atuarial, processos e retenção de clientes (churn). Atualmente, acumula os cargos de CEO da CRC/Gama (controladas do Grupo Qualicorp) e Diretor Executivo de Inovação e Novos Negócios, destacou a Qualicorp em comunicado ao mercado.

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