Destaques da Bolsa

Ações da BR Distribuidora saltam 7,2% após Petrobras vender participação; Usiminas e Marcopolo avançam, Vale cai

Confira os destaques da B3 na sessão desta quinta-feira (1)

SÃO PAULO – O destaque da sessão desta quinta-feira (1) ficou para a BR Distribuidora (BRDT3, R$ 28,60, +7,20%), cuja ação saltou mais de 7%. A Petrobras (PETR3, R$ 29,76, -1,75%; PETR4, R$ 29,06, -1,26%) levantou R$ 11,358 bilhões com a oferta de ações da BR Distribuidora.

A saída da Petrobras do capital da distribuidora de combustíveis tem sido bem recebida por analistas, já que na visão do mercado retira qualquer risco político em torno da empresa, além de ampliar as expectativas de que o negócio se modernize mais rapidamente. “A saída da estatal desvincula, em parte, a BR dos riscos oriundos de seu atual acionista majoritário”, comenta Ilan Arbetman, analista de pesquisa da Ativa Investimentos.

Na sequência da venda da fatia da BR Distribuidora pela Petrobras, os analistas do UBS reiteraram recomendação de compra e elevaram o preço-alvo de BRDT3 de R$ 30 para R$ 35. “Com a venda concluída, nós acreditamos que a ação da BR Distribuidora está pronta para materializar a performance positiva de todas as melhores operacionais alcançadas desde a privatização”, apontam os analistas.

Já os papéis das empresas do setor de petróleo, com destaque para a PetroRio (PRIO3, R$ 20,54, +5,39%) subiram com os investidores atentos à reunião da Opep+, que foi adiada para sexta-feira. No caso da Petrobras, porém, os papéis recuaram pressionados pelo clima de maior aversão política.

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a Opep+ está caminhando para adicionar cerca de 2 milhões de barris por dia (bpd) ao mercado de petróleo entre agosto e dezembro, à medida que o grupo reverte seus cortes de produção em meio a uma retomada da economia global e a um rali nos preços da commodity.

A fonte afirmou que os aumentos mensais de oferta seriam de menos de 0,5 milhão de bpd. Uma segunda fonte da Opep+ disse que a Arábia Saudita, líder da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, e a Rússia –que não faz parte da Opep– já possuíam um acordo preliminar para flexibilização dos cortes de oferta a partir de agosto.

O mercado de petróleo avançou novamente neste cenário, com o WTI em alta de 1,82%, a US$ 74,81, e o brent com ganhos de 1,03%, em US$ 75,39 o barril.

Já entre as baixas, ficaram as ações de Vale (VALE3, R$ 111,28, -1,74%) após as duas últimas sessões de alta, assim como siderúrgicas. A exceção entre as perdas ficou com a Usiminas (USIM5, R$ 19,29, +0,99%), que avançou. A companhia informou nesta quarta-feira que estima um impacto positivo de R$ 2,4 bilhões, antes de efeitos fiscais, em seus resultados após a decisão do Supremo Tribunal Federal que excluiu o ICMS da base da cálculo do PIS/Cofins.

No mesmo sentido, a Marcopolo (POMO4, R$ 3,48, +2,65%) informou que, a partir da decisão do Supremo sobre a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins, a companhia e suas controladas calculam em R$ 383 milhões os valores a receber englobados em suas ações judiciais que discutem a questão.

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Os papéis da Dasa (DASA3, R$ 60,47, -2,12%) viraram para queda após subirem mais cedo. O conselho de administração da empresa aprovou na quarta-feira a aquisição pela subsidiária Ímpar Serviços Hospitalares da GEM Assistência Médica Especializada, por aproximadamente R$ 750 milhões.

Enquanto isso, as ações de Rumo (RAIL3, R$ 19,75, +3,13%) e Santos Brasil (STBP3, R$ 9,27, +2,66%) subiram com a notícia do jornal Valor Econômico de que as duas companhias estudam unir suas operações portuárias, segundo fontes do veículo, que disseram ainda que as conversas entre as empresas começaram há cerca de quatro meses.

De acordo com uma das fontes, as negociações seriam para fazer uma joint venture das operações portuárias, que incluem contêineres. Outra fonte, porém, disse que as conversas das duas empresas são somente para as operações de São Paulo e que ainda são preliminares.

Confira os destaques:

Petrobras (PETR3, R$ 29,76, -1,75%; PETR4, R$ 29,06, -1,26%) e BR Distribuidora (BRDT3, R$ 28,60, +7,20%)

A Petrobras confirmou na noite de quarta em fato relevante que seu conselho de administração aprovou, em reunião realizada nesta quarta-feira, o preço de R$ 26 por ação para as ações da BR Distribuidora no âmbito da oferta pública de distribuição secundária de ações, movimentando R$ 11,358 bilhões.

A demanda pela ação a R$ 26,00, preço fechado na venda, chegou a encostar em R$ 25 bilhões, número que surpreendeu os envolvidos.

A saída da Petrobras do capital da distribuidora de combustíveis tem sido bem recebida por analistas, já que na visão do mercado retira qualquer risco político em torno da empresa, além de ampliar as expectativas de que o negócio se modernize mais rapidamente. “A saída da estatal desvincula, em parte, a BR dos riscos oriundos de seu atual acionista majoritário”, comenta Ilan Arbetman, analista de pesquisa da Ativa Investimentos.

Já analistas do Credit Suisse apontam que as perspectivas para a BR são positivas, na esteira da recuperação econômica, que deve ficar ainda mais em evidência com o avanço da vacinação, segundo relatório. Os analistas veem o preço-alvo para a ação da BR a R$ 43, potencial valorização de mais de 60% ante o fechamento de ontem.

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A BR Distribuidora possui cerca de 8 mil postos de serviços e 1,1 mil lojas de conveniência da marca BR Mania. No processo de transição energética, a expectativa é de que a companhia passe a atuar em outros mercados, como comercialização de energia elétrica, gás natural e etanol.

Já o conselho de administração da Petrobras aprovou a cessão da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões terrestres e de águas rasas denominada Polo Alagoas, localizadas no Estado de Alagoas, para a empresa Petromais Global Exploração e Produção. O valor total da venda foi de US$ 300 milhões, sendo que US$ 60 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato e US$ 240 milhões no fechamento da transação.

A norueguesa BW Energy e a brasileira DBO Energy enviaram ofertas pelo polo marítimo de petróleo Golfinho, da Petrobras, segundo informações repassadas por duas fontes à Reuters. Localizado na costa do Espírito Santo, Golfinho, um campo maduro que produziu aproximadamente 14.900 barris de petróleo por dia e 750 mil metros cúbicos de gás por dia em 2020, de acordo com os documentos divulgados pela Petrobras.

Já a estatal realizou na quarta-feira pré-pagamento ao fundo de pensão Petros de R$ 2,25 bilhões, informou a empresa em fato relevante ao mercado. A dívida havia sido contratada para realizar o parcelamento de contrapartida contributiva paritária assumida em um plano de equacionamento de déficit.

Vale (VALE3, R$ 111,28, -1,74%) e minério

Os contratos futuros do aço negociados na China avançaram pela sétima sessão consecutiva nesta quinta-feira. Há  preocupações persistentes com as perspectivas de oferta, já que a maior produtora global do material de construção e manufatura pretende reduzir seus níveis de fabricação neste ano.

O vergalhão de aço para construção e os contratos da bobina laminada a quente na bolsa de futuros de Xangai atingiram os maiores patamares desde 15 de junho, antes de reduzirem ganhos, ajudando o minério de ferro negociado em Dalian a se recuperar após dois dias de declínios.

Ao final da sessão, o vergalhão em Xangai apurou alta de 0,8%, a 5.146 iuanes (US$ 796,37) por tonelada, enquanto a bobina laminada a quente –utilizada em carrocerias de automóveis e eletrodomésticos– subiu 0,5%, a 5.428 iuanes a tonelada.

Na bolsa de commodities de Dalian, o minério de ferro, matéria-prima siderúrgica, fechou em alta de 1,1%, a 1.166 iuanes por tonelada. A China se comprometeu a garantir que a produção local de aço diminua em 2021, além de investigar a implementação de cortes de capacidade desde 2016, à medida que o país visa cumprir metas de redução de emissões.

CCR (CCRO3, R$ 13,53, +0,59%)

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A CCR informa que a sua controlada ViaMobilidade, concessionária das Linhas 8 e 9 do Sistema de Trens Metropolitanos de São Paulo, firmou contrato com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) do Estado de São Paulo para concessão onerosa da prestação do serviço público de transporte de passageiros, sobre trilhos, das Linhas 8 – Diamante e 9 – Esmeralda da rede de trens da Região Metropolitana de São Paulo. Os valores do contrato não foram informados.

De acordo com fato relevante enviado pela companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a operação compreende a manutenção, conservação, melhorias e expansão das linhas que tem a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) como interveniente-anuente.

A concessão terá um prazo de 30 anos, que passa a vigorar a partir da data da emissão de ordem de início da operação comercial das Linhas 8 – Diamante e 9 – Esmeralda. “A assinatura do contrato representa a concretização de mais uma importante etapa do planejamento estratégico do Grupo CCR”, acrescenta a empresa.

Alpargatas (ALPA4, R$ 49,96, -0,46%)

A Alpargatas informou a conclusão da venda da marca Mizuno no Brasil à Vulcabras. O segundo termo de fechamento foi assinado mediante pagamento de R$ 37,3 milhões.

Foi realizada a compra das operações de lojas físicas e de outros ativos da marca Mizuno. Desta forma, todas as operações da Mizuno no Brasil passam a ser integralmente desenvolvidas pela companhia.

Terra Santa (TESA3, R$ 49,80, +0,69%)

A Terra Santa Agro comunicou que terminou na terça o prazo para que credores se opusessem à redução de capital da companhia, o que permitirá que a transação siga adiante. O montante total envolvido na redução de capital é de R$ 673,6 milhões, e o movimento se tornará efetivo após o cumprimento de condições suspensivas previstas na operação.

“Por ser considerado excessivo, (a redução) será em valor equivalente ao valor patrimonial contábil do investimento detido pela companhia na TS AGRO S.A… mediante entrega de 100% das ações de sua emissão, na proporção das respectivas participações de cada acionista na companhia na data da implementação da redução de capital”, detalhou a empresa.

A Terra Santa, que fechou um acordo em março para ser incorporada pela SLC Agrícola (SLCE3) acrescentou que não haverá cancelamento de ações representativas de seu capital social, com o percentual detido pelos acionistas se mantendo inalterado.

Pet Manguinhos (RPMG3, R$ 5,22, -2,79%)

A Pet Manguinhos afirmou que passará a comercializar, a partir de julho de 2021, uma nova linha de combustíveis aditivados de série, denominada FIT | UFC, com maior octanagem, já contemplando RON mínimo 93. A gasolina e o diesel serão produzidos pela Refit e receberão os aditivos diretamente na origem, antes de seguirem para a distribuição, destacou.

“O desenvolvimento da nova geração de combustíveis passou por uma série de avaliações de qualidade, incluindo um rigoroso teste com o Instituto Mauá de Tecnologia, atestando a superioridade da nova linha de combustíveis aditivados de série e com maior octanagem. O novo padrão de gasolina trará ainda maior eficiência, com possibilidade de redução no consumo por quilômetro rodado e melhor desempenho para o veículo. A nova linha de combustíveis da Refit é o resultado do contínuo investimento em pesquisa e tecnologias, buscando sempre antecipar a necessidade e surpreender seus clientes”, afirmou a empresa.

EDP Brasil (ENBR3, R$ 17,57, -0,62%) e Energisa (ENGI11, R$ 45,52, -2,32%)

O Credit Suisse comentou o leilão de 5 blocos de transmissão pelo governo, totalizando R$ 1,3 bilhão de investimento, com uma receita anual permitida (RAP) de R$ 95,2 milhões. O banco disse que a forte concorrência pela maior parte dos blocos, com a participação de grandes empresas de eletricidade e empresas de engenharia, resultaram em descontos significativos, e em retorno potencialmente apertado.

O principal vencedor foi a MEZ Energia, que recebeu os blocos ao oferecer um desconto médio de 55%. A EDP Brasil venceu o maior bloco, que compreende um requerimento de investimento de R$ 423 milhões, por uma RAP de R$ 38,6 milhões. O menor bloco foi comprado pela Energisa, no estado de Tocantins, prevendo um investimento de R$ 75 milhões por uma RAP de R$ 4,1 milhões.

Na avaliação do banco, EDP Brasil e Energisa obtiveram blocos que devem se beneficiar de incentivos fiscais, e financiamento de bancos de desenvolvimento, como BNB e BNDES.

Como o bloco da Energisa fica em Tocantins, onde a empresa opera uma unidade de distribuição e vem construindo uma nova subestação, o banco diz acreditar que a empresa pode se beneficiar de sinergias. No caso da EDP, o prazo de cinco anos para encerrar o projeto também permite uma antecipação que pode valorizar as ações.

O banco avalia que a competição acirrada ocorre em meio a um cenário complicado, com oportunidades de crescimento limitadas e taxas ainda em níveis baixos. A concorrência de novos atores do setor tem forçado as empresas tradicionais a realizarem ofertas mais agressivas. O banco espera que o efeito final sobre a valoração seja limitado, e diz que investidores têm focado mais em outros fatores, como os impactos em potencial da reforma tributária e a crise hídrica. Tarifas mais altas podem impulsionar a inadimplência no futuro, diz o banco.

Fleury (FLRY3, R$ 25,47, -1,74%)

O grupo de medicina diagnóstica Fleury informou que retomou os principais serviços a clientes depois de ter informado o mercado há uma semana que sofreu um ataque hacker contra seus sistemas de computadores. A companhia afirmou que reestabeleceu nesta quarta-feira serviço de consulta de resultados de exames pela internet, “completando o conjunto de principais serviços utilizados por nossos clientes”.

EzTec (EZTC3, R$ 30,50, -1,96%)

A Eztec anunciou na quarta-feira um lançamento imobiliário residencial de alto padrão com valor geral de vendas (VGV) de R$ 675,1 milhões na cidade de São Paulo. O empreendimento, chamado de EZ Infinity, é formado por duas torres com 88 apartamentos com áreas entre 276 a 554 metros quadrados e é vizinho ao parque Ibirapuera.

Usiminas (USIM5, R$ 19,29, +0,99%)

A Usiminas informou nesta quarta-feira que estima um impacto positivo de R$ 2,4 bilhões, antes de efeitos fiscais, em seus resultados após a decisão do Supremo Tribunal Federal que excluiu o ICMS da base da cálculo do PIS/Cofins.

A companhia afirmou que o efeito no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da decisão do STF será de cerca de R$ 1,5 bilhão, “que deverão ser reconhecidos nas informações trimestrais da companhia”.

A empresa não detalhou, em comunicado enviado ao mercado, em que período pretende registrar o impacto positivo no balanço.

O Credit Suisse enxerga a notícia como positiva, visto que a decisão favorável do Supremo Tribunal Federal sobre este assunto já era conhecida, mas o valor a ser contabilizado como ganho é uma surpresa positiva (de cerca de 10% do market cap).

Marcopolo (POMO4, R$ 3,48, +2,65%)

A Marcopolo informou que, a partir da decisão do Supremo sobre a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins, a companhia e suas controladas calculam em R$ 383 milhões os valores a receber englobados em suas ações judiciais que discutem a questão.

Ânima (ANIM3, R$ 13,84, +0,22%)

A Ânima Educação fechou um contrato de sale & leaseback (quando um imóvel é vendido e alugado de volta) com o fundo imobiliário (FII) de imóveis urbanos da Vinci Partners por R$ 171,386 milhões. A transação envolve dois imóveis localizados nos municípios de Porto Alegre e Canoas, ambos no Rio Grande do Sul, onde estão os campi da UniRitter. O fundo é administrado pela BRL Trust.

Foram pagos R$ 62,886 milhões nesta quarta-feira, 30, enquanto os R$ 108,5 milhões restantes serão pagos em até dez dias úteis. “O aluguel pactuado para a mantenedora da UniRitter tem um cap rate (taxa de capitalização) estimado de 7,5%, a partir da aquisição, e o prazo do contrato de locação é de 15 anos, sendo que os primeiros 10 anos do contrato têm característica atípica”, afirma a Ânima em fato relevante.

Segundo a empresa, a operação segue a estratégia de desalavancagem da companhia, que tem sido prioritária e tem seguido um ritmo acelerado.

O Itaú BBA diz que tem uma visão positiva sobre o acordo, já que as vendas reduzirão o endividamento da Anima. O Itaú mantém avaliação outperform, com preço-alvo para 2022 de R$ 19, frente à cotação de R$ 13,81 de fechamento da véspera.

JBS (JBSS3, R$ 29,13, +0,10%)

A JBS, segunda maior empresa de alimentos do mundo, anunciou na quarta-feira que antecipou de 2030 para 2025 sua meta de desmatamento ilegal zero para a cadeia de fornecimento de bovinos, incluindo os fornecedores terceiros, nos biomas Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga, mesmo prazo já estabelecido para a Amazônia. Segundo a companhia, a antecipação se deve ao avanço da Plataforma Pecuária Transparente, que estende o monitoramento aos “fornecedores dos fornecedores de gado”, com uso de tecnologia blockchain.

Klabin (KLBN11, R$ 26,49, +0,57%) e Suzano (SUZB3, R$ 60,33, +0,87%)

O Itaú BBA atualizou seus modelos para Klabin e Suzano para incorporar a perspectiva melhor para o PIB do Brasil em 2021, e previsões de apreciação do real frente o dólar. O banco mantém a recomendação em outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado), mas reduziu o preço-alvo da Suzano para R$ 85, enquanto o target da Klabin foi para R$ 37.

Os modelos do banco já incluem a expectativa de preços menores para a celulose no segundo semestre de 2021 e no período entre 2022 e 2024.

Agora, o banco espera que o dólar seja cotado a R$ 4,75 em 2021, frente à estimativa anterior, de R$ 5,30 para o período. O banco reduziu sua previsão para o preço da celulose, de US$ 670 por tonelada para US$ 650 por tonelada, já considerando um preço médio de US$ 550 por tonelada para o período entre 2022 e 2024.

Tupy (TUPY3, R$ 23,05, -2,91%)

A Tupy comunicou nesta quinta-feira a revisão no contrato envolvendo a aquisição do negócio global de componentes estruturais em ferro da Teksid, subsidiária da Stellantis, com o acordo agora prevendo apenas a aquisição das operações brasileira e portuguesa.

O preço de aquisição (enterprise value) ajustado pela participação da Teksid nas subsidiárias Teksid Iron do Brasil e Fundição Portuguesa é de 67,5 milhões de euros.

“Com base na revisão e comentários das autoridades antitruste dos Estados Unidos, Tupy e Stellantis acordaram em revisar a transação”, afirmou a Tupy em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários.

“Neste novo perímetro, a companhia optou por adquirir os ativos com maior alinhamento estratégico, e decidiu não dar seguimento à aquisição das plantas do México, China, Polônia e das estruturas administrativas localizadas na Itália e Estados Unidos”, acrescentou.

A Tupy informou que manterá a aliança estratégica de fornecimento global com a Stellantis, observados os compromissos já assumidos com a autoridade antitruste brasileira.

Anunciado em 2019, o negócio englobando todas as operações previa pagamento ao grupo automotiva de 210 milhões de euros.  Na época, a Teksid era uma unidade do grupo Fiat Chrysler, que se fundiu com a PSA, dando origem à Stellantis.

Dasa (DASA3, R$ 60,47, -2,12%)

O conselho de administração da Diagnósticos da América aprovou na quarta-feira a aquisição pela subsidiária Ímpar Serviços Hospitalares da GEM Assistência Médica Especializada, por aproximadamente R$ 750 milhões.

A operação envolveu a aquisição das ações representativas de até 100% da Paquetá Participações e da AMO Participações, detentoras, em conjunto, de 99,69% da GEM, que atua na prestação de serviços de oncologia nos Estados da Bahia, de Sergipe e do Rio Grande do Norte.

A conclusão da operação está sujeita ao cumprimento de algumas condições precedentes, dentre as quais se incluem a aprovação da Operação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Marisa (AMAR3, R$ 8,70, -6,05%)

A Lojas Marisa informou que seu Conselho de Administração elegeu Rodrigo Lamosa Poço como Vice Presidente de Tecnologia e Digital. A companhia destaca que Poço juntou-se à companhia em maio de 2018 tendo, desde então, liderado a jornada de transformação digital, parte fundamental da estratégia da Marisa. Ele possui mais de 15 anos de experiência de varejo e mercado online.

Anteriormente, trabalhou para Saraiva e Siciliano S.A, Privalia Outlet Online, Grupo RBS Participações S.A e Ri Happy Brinquedos S.A. É formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas/SP.

BR Properties (BRPR3, R$ 9,00, -1,85%)

O Itaú BBA comentou o anúncio pela BR Properties sobre o acordo de compra e venda com a FII VBI Prime Properties pela venda de 20% do prédio de escritórios Complexo JK – Bloco B, por R$ 185 milhões. O complexo tem área de 30,6 mil metros quadrados, das quais 6,126 mil estão sendo vendidas. Segundo a BR Properties, o negócio será completado após certas condições serem cumpridas. O acordo prevê a possibilidade de venda de outros 25% da área.

O banco tem uma visão levemente positiva do negócio, e diz que ele faz sentido, do ponto de vista estratégico, para que a empresa acelere o ritmo de desinvestimentos, dado o potencial de impacto negativo da reforma fiscal sobre a indústria. O Itaú mantém avaliação de market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para a BR Properties, com preço-alvo de R$ 10,9 para 2021, frente à cotação de fechamento de R$ 9,17 de quarta.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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