Ações da Boeing fecham em queda de 8% após suspensão de voos do modelo 737 Max-9

O movimento ocorre após incidente com um jato do modelo em voo feito pela Alaska Airlines no sábado

Equipe InfoMoney

Máscaras de oxigênio para passageiros pendem do teto próximo a uma janela perdida e parte da parede lateral de um voo da Alaska Airlines, em Portland, Oregon 05/01/2024 Imagem obtida a partir de mídia social Kyle Rinker via X/via REUTERS

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As ações da Boeing caíram cerca de 8% nas negociações do pré-market desta segunda-feira (8), em meio às notícias de diversos países suspendendo o uso do modelo de jato  737 Max-9 após incidente no fim de semana. Em baixa durante toda a sessão, os ativos caíram 8,03%, a US$ 229.

O movimento ocorre após incidente com um jato do modelo em voo feito pela Alaska Airlines no sábado. O jato perdeu uma parte da fuselagem em pleno voo e forçou o piloto a realizar um pouso de emergência, em Portland, no Oregon, levando a Administração Federal de Aviação (FAA), agência regulatória de aviação americana, a suspender os voos de todas as aeronaves desse modelo nos Estados Unidos.

A FAA disse no sábado que cerca de 171 aviões em todo o mundo seriam afetados por sua diretriz de aeronavegabilidade de emergência, que exige que as aeronaves sejam inspecionadas antes de voar novamente. A ordem se aplica a companhias aéreas e transportadoras dos EUA que operam em território dos EUA.

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Imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram um buraco na lateral da aeronave e passageiros usando máscaras de oxigênio. O voo 1282 da Alaska Airlines retornou a Portland logo após partir para Ontário, Califórnia.

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA lançou uma investigação sobre a explosão. “A segurança continuará a orientar nossa tomada de decisão à medida que auxiliamos na investigação sobre o voo 1282 da Alaska Airlines”, disse o administrador da FAA, Mike Whitaker, em comunicado.

Das 171 aeronaves afetadas pela diretriz, a United Airlines tem 79 e a Alaska 65, enquanto as 74 restantes estão espalhadas por seis outras companhias aéreas. A aeronave de 178 lugares que sofreu uma explosão na sexta-feira foi entregue à Alaska Airlines em 11 de novembro.

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Embora os encalhes em grande escala por parte das autoridades da aviação sejam raros, a FAA tem estado de olho no Boeing 737 Max desde que dois acidentes fatais, há quase cinco anos, forçaram a suspensão do uso avião em todo o mundo.

A medida atual também atingiu o Brasil, onde a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), seguindo a decisão da FAA, ordenou a suspensão das operações com esses modelos. No País, apenas a Copa Airlines voa com os Boeing 737 Max-9 em suas rotas para o Panamá, com voos diários saindo de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Russ Mold, diretor de investimentos da AJ Bell, observou que o incidente de sexta-feira é o mais recente de uma “série de problemas para a empresa” e sugeriu que as companhias aéreas que usam aviões 737 Max “pensarão muito sobre as futuras necessidades de aeronaves”.

Enquanto isso, as ações da rival europeia da Boeing, Airbus, subiam 1,8%, com especulações de que a concorrente poderia tirar participação de mercado da americana.

“Há naturalmente perguntas sobre as verificações de qualidade e se a Boeing está tentando fazê-las muito rápido”, disse Mold.

“A administração da Boeing estará sob considerável pressão dos reguladores e dos clientes para explicar o que está acontecendo, o que significa ventos contrários consideráveis para o negócio. Não é de admirar que os investidores tenham corrido para vender as ações, uma vez que os riscos para o caso de investimento acabaram de aumentar.”

O Goldman Sachs destaca que “quaisquer problemas de controle de qualidade introduzem riscos no cenário de produção e entrega; mas há também um cenário em que esta situação é isolada e tem um impacto limitado para além do curto prazo”.

(com Estadão Conteúdo e agências internacionais)