Primeiro pregão

Ação da Vivara chega a subir 3,5% em sua estreia na bolsa, mas perde força e fecha em leve alta

Papéis VIVA3 fecharam o seu primeiro pregão em alta de 0,46%

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(Facebook/Vivara)

SÃO PAULO – A ação da Vivara (VIVA3) estreou na bolsa com expressiva alta nesta quinta-feira (10), chegando a subir 3,5% logo nos primeiros negócios. Contudo, o movimento foi amenizando ao longo do pregão e os papéis fecharam em alta bem mais contida, de apenas 0,46%, a R$ 24,11. O volume negociado foi de R$ 449 milhões.

A companhia iniciou o pregão com valor de mercado de R$ 5,7 bilhões, com as ações precificadas em R$ 24,00 em uma abertura de capital que movimentou R$ 2,29 bilhões. A faixa indicativa de preço era de R$ 21,17 a R$ 25,40.

Do total levantado, 65% serão utilizados para abertura de lojas. O restante será destinado, por exemplo, para aumento do parque fabril e até mesmo para a criação de uma nova marca.

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Além disso, aquisições no mercado serão analisadas. O mercado de joalheria no Brasil é muito pulverizado, o que abre espaço para movimentos de consolidação.

A Vivara foi criada em 1962, com sua primeira loja no centro de São Paulo. Hoje, é a maior rede de joalherias do Brasil, com mais de 230 pontos de vendas e presente em 90% dos estados brasileiros.

O lucro líquido da Vivara no primeiro semestre deste ano foi de R$ 186 milhões, aumento de 142% em relação ao observado no mesmo intervalo do ano passado.

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A geração de caixa, medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 223,2 milhões, expansão de 87,3%. A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 523,7 milhões, crescimento de 12,8% na relação anual.

Durante a cerimônia que marcou a estreia da companhia na bolsa, o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, destacou: “com seu IPO, a Vivara aproxima ainda mais o mercado de capitais dos investidores de varejo, ajudando a escrever uma história de sucesso nesse momento de mudança da economia brasileira”.

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Além dos investidores institucionais, o IPO da Vivara invadiu as redes sociais em busca do engajamento das pessoas físicas, que têm aumentado o interesse em ações no Brasil, em um momento em que as baixas taxas de juros pressionam os investidores que buscam mais rentabilidade.

Já Márcio Kaufman, CEO da Vivara, destacou em discurso a solidez da empresa e o foco em resultados: “estamos aqui hoje para celebrar as conquistas do passado e dar início a mais um ciclo de sucesso para todos nós”.

(Com Agência Estado)

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