Destaques da Bolsa

Ação da Usiminas fecha em queda após chegar a subir 5%; Braskem dispara 7,6%, PetroRio salta 3% e aéreas caem

Confira os destaques da B3 na sessão desta quinta-feira (17)

SÃO PAULO – Entre altos e baixos, o Ibovespa chegou a subir praticamente 1% no intraday em meio à expectativa por estímulos nos EUA, mas amenizou fortemente os ganhos, em um movimento de realização de lucros após o índice atingir os 119 mil pontos.

Quem seguiu em alta, contudo, foi a ação da Braskem (BRKM5, R$ 24,10, +7,59%), seguindo a disparada da véspera, quando subiu mais de 5% com a possível venda de fatia da companhia pela Odebrecht já no primeiro trimestre de 2021, segundo informações do Valor. Segundo aponta a Levante Ideias de Investimentos, a retomada do processo de venda é uma sinalização positiva para a Braskem, porém principalmente para a Petrobras, apesar dos conflitos existentes em relação ao método de desinvestimento entre os dois controladores.

“A leitura positiva vem principalmente da resolução de conflitos em relação à venda. Em caso de sucesso no desinvestimento da fatia da Odebrecht, a Petrobras ficaria livre para, junto com o potencial novo controlador, realizar a migração da Braskem para o Novo Mercado, destravando valor das ações da petroquímica e facilitando o desinvestimento por parte da estatal. Por isso enxergamos um impacto positivo para as ações BRKM5 e PETR3/PETR4 no curto prazo”, avaliam.

A Vale (VALE3, R$ 87,20, +1,14%) segue atingindo patamares recordes na Bolsa em meio ao avanço do minério de ferro com a perspectiva de que a demanda chinesa continuará aquecida combinada a uma restrição na capacidade de oferta.

Ainda no noticiário da mineradora, o governo de Minas Gerais e a empresa não chegaram a um acordo sobre compensações ao Estado pelo desastre de Brumadinho (MG) em reunião nesta quinta-feira, mas a expectativa é de um acerto em janeiro, disse o secretário-geral da administração estadual, Mateus Simões.

Entre as siderúrgicas, o destaque no início da sessão ficou para a Usiminas (USIM5, R$ 13,71, -0,80%), com ganhos que chegaram a ser de 5,2%, para depois amenizarem fortemente.

A companhia informou que a venda da unidade de siderurgia entre novembro e a primeira quinzena de dezembro foi de 577,6 mil toneladas, número 11,5% acima da média diária do 1º trimestre de 2020 e 14,1% superior à média diária do ano passado. Ao comentar os dados, o Itaú BBA destacou que a companhia pode apresentar um Ebitda histórico no quarto trimestre. CSN (CSNA3, R$ 29,42, +3,70%) e Gerdau (GGBR4, R$ 24,40, +2,61%), por sua vez, seguiram em alta.

Morgan Stanley e Bradesco BBI possuem recomendação neutra para a ação da Usiminas. Nesta semana, o Morgan elevou recomendação para Gerdau para equivalente à compra, enquanto manteve recomendação equivalente à neutra para Usiminas, vendo potencial limitado de alta para o papel. No acumulado do ano, Gerdau sobe 23%, enquanto Usiminas avança 46%.

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PetroRio (PRIO3, R$ 58,25, +3,74%) também viu seus papéis subirem forte, em continuidade ao movimento da véspera, após anunciar que o seu Conselho de Administração aprovou o início de estudos e a contratação de prestadores de serviço para realização de um follow-on, por meio do qual a companhia planeja captar um montante equivalente a US$ 250 milhões.

Os recursos líquidos serão destinados ao financiamento de projetos já em andamento e a potenciais novos negócios, como M&A. Vale ressaltar que, em meados de novembro, a empresa divulgou aos investidores a celebração de acordo com a petroleira britânica BP para aquisição de 35,7 por cento do campo de Wahoo, com potencial produtivo de 140 milhões de barris de petróleo, e de 60% do campo de Itaipu, totalizando um desembolso de US$ 100 milhões.

“O follow-on é positivo para a PetroRio, uma vez que tira a incerteza sobre qual será a fonte de recursos para a compra dos campos de pré-sal anunciados pela companhia. Um dos prováveis motivos para a companhia querer realizar o follow-on no atual momento seria a retomada dos preços de petróleo para patamares pré-covid, de cerca de US$ 47 o barril, tendo atingido uma mínima de US$ 28 em abril. Essa retomada pode incentivar os investidores a enxergarem um cenário menos arriscado para o setor petroleiro, o que levaria a um aumento de demanda pelas ações da companhia. Além disso, a realização do follow-on será direcionada ao financiamento dos campos adquiridos da BP e sinaliza oportunidades adicionais de crescimento projetadas pela PetroRio”, destaca a Levante.

A ação da Cosan (CSAN3, R$ 77,42, +4,59%) também teve alta expressiva após a empresa informar a aprovação da reorganização societária pretendida pelo conglomerado de energia e infraestrutura. A reorganização consiste na incorporação de sociedades sob controle comum, por meio da qual a Cosan Limited (CZZ) e Cosan Log serão incorporadas pela Cosan. A CZZ é atualmente a holding do Grupo Cosan responsável pela alocação de capital, gestão e governança dos ativos.

Totvs (TOTS3, R$ 28,32, +5,36%), por sua vez, teve fortes ganhos: o papel está na lista do BTG de recomendações de companhias brasileiras para 2021. Os analistas destacam os ativos para proteção da inflação, já que os preços dos produtos da empresa, que provém serviços essenciais ao cliente, são atualizados conforme a alta dos preços.

Entre as quedas, Azul (AZUL4, R$ 38,74, -2,37%), Gol (GOLL4, R$ 26,21, -1,76%) e CVC (CVCB3, R$ 21,14, -3,29%) devolveram os ganhos recentes, apesar das duas aéreas terem o rating elevado pela Moody’s para B3 ante ‘Caa1’, bem como as respectivas perspectivas para estável, de negativa.

No caso da Azul, a agência de classificação de risco afirmou que a melhora na nota da dívida da companhia aérea foi motivada pelo tráfego de passageiros no Brasil melhor em relação às estimativas da Moody’s no começo da pandemia de coronavírus. No caso da Gol, a Moody’s destacou em relatório separado melhor desempenho operacional em comparação com a expectativa da agência no começo da pandemia, além de menor risco de ‘default’ no curto prazo.

Já a Cogna (COGN3, R$ 4,82, -2,03%) teve mais um dia de queda após o Investor Day da companhia na segunda-feira que, apesar de apontar mudanças promissoras para a companhia, não diminuiu a percepção de um cenário bem desafiador para a empresa de educação no curto prazo (veja mais clicando aqui).

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Fora do índice, a Neogrid (NGRD3, R$ 4,43, -1,56%) abriu o pregão de estreia na B3 próxima à estabilidade, para depois acentuar a perda para cerca de 1%. A companhia realizou nesta semana sua Oferta Pública Inicial de ações (IPO), que movimentou R$ 486,45 milhões e precificou a ação a R$ 4,50. A precificação ficou abaixo da faixa indicativa inicial, que ia de R$ 5,50 a R$ 7,25. Confira mais destaques:

Usiminas (USIM5, R$ 13,71, -0,80%)

A Usiminas anunciou que suas vendas de novembro a meados de dezembro (1 de novembro a 15 de dezembro) atingiram cerca 578 mil toneladas (559,2 mil toneladas no mercado interno). Este anúncio segue um de 5 de novembro em que a empresa declarou vendas de cerca 370 mil toneladas em outubro (354,4 mil toneladas no mercado interno).

“O número é positivo, mostrando que o Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações] do quarto trimestre de 2020 deve atingir recordes históricos. Assumindo uma queda sazonal nas vendas para os dias restantes de dezembro, estimamos que as vendas de aço da Usiminas poderiam atingir 1.060 mil toneladas no período (alta de 13% no trimestre). Além disso, projetamos que os preços do aço no mercado doméstico aumentem 10% no trimestre, enquanto os custos do aço provavelmente aumentarão devido aos custos mais elevados das matérias-primas dolarizadas (principalmente minério de ferro). No negócio de minério de ferro, estimamos que os preços atinjam US$ 132 / tonelada nos últimos três meses do ano (alta de US$ 14 / tonelada na base trimestral), enquanto os volumes e custos permanecem sequencialmente estáveis”, avaliam os analistas do Itaú BBA.

A projeção do banco para Ebitda no quarto trimestre de 2020 é entre R$ 1,15 bilhão a R$ 1,4 bilhão. No terceiro trimestre de 2020, o Ebitda ajustado atingiu R$ 826 milhões, uma elevação de 331% em relação ao segundo trimestre, de R$ 192 milhões.

Os analistas do banco destacam gostar  do momentum de ganhos para as siderúrgicas em 2021, com alavancagem operacional para os aumentos de preços implementados no acumulado do ano e demanda potencialmente suportada pela recuperação dos níveis de atividade e reposição de estoques em toda a cadeia de valor.

A companhia também comunicou nesta quinta-feira acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) envolvendo processo sobre controvérsias relacionadas à Cosipa, pelo qual pagará R$ 118,6 milhões. A siderúrgica afirmou que o montante já se encontra devidamente provisionado e que será pago de forma parcelada no prazo máximo de 3 anos. A Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa) foi incorporada pela Usiminas em 2009. Segundo o Morgan Stanley, apesar de ser uma surpresa negativa, o impacto para a ação é limitado.

Vale (VALE3, R$ 87,20, +1,14%)

Os futuros do aço e do minério de ferro na China avançaram nesta quinta-feira com as fortes perspectivas de demanda para 2021. O minério de ferro para maio na bolsa de Dalian DCIOcv1, contrato mais ativo, saltou 2,6%, para 1.026 iuanes por tonelada. A Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis projetou aumento de 4% nas vendas de veículos no próximo ano, para 26,3 milhões de unidades no maior mercado global do setor, graças a políticas de apoio do governo e descontos de montadoras.

Ainda em destaque, estão os dados positivos sobre a economia chinesa divulgados mais cedo nesta semana, que também continuaram a apoiar o aço e o minério de ferro, com a produção industrial de novembro tendo crescido no ritmo mais rápido em 20 meses.

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Além disso, o governo de Minas Gerais e a mineradora não chegaram a um acordo sobre compensações ao Estado pelo desastre de Brumadinho (MG) em reunião nesta quinta-feira, mas a expectativa é de um acerto em janeiro, disse o secretário-geral da administração estadual, Mateus Simões.

O encontro ocorreu dentro de um processo de mediação entre as partes conduzido pelo Tribunal e Justiça de Minas Gerais.

“Já temos um novo encontro marcado para dia 7 e janeiro… e a expectativa é que ainda dentro do mês de janeiro tenhamos uma nova audiência, com expectativa de que seja a última e definitiva audiência sobre esse acordo”, disse Simões a jornalistas.

De acordo com o Morgan Stanley, o resultado está em linha com a expectativa de que as partes provavelmente não chegariam a um acordo final hoje. “Acreditamos que eles ainda podem assinar um acordo no primeiro trimestre de 2021, pois as negociações parecem estar indo bem e devem começar a discutir os valores de indenização na próxima audiência”, apontam os analistas do banco.

Para os analistas, faria mais sentido que as partes chegassem a um acordo final e abrangente que colocasse fim às disputas judiciais de Brumadinho. No entanto, o processo para chegar a um acordo final pode demorar mais e custar à Vale mais do que alguns participantes do mercado estão esperando.

“Acreditamos que provavelmente ficará acima da estimativa preliminar da empresa de US$ 1,4 bilhão. Em nosso modelo, incluímos um acordo adicional de U $ 4 bilhões (por exemplo, acima e além das disposições já tomadas) para um possível acordo no primeiro trimestre de 2021)”, apontam os analistas, que mantêm recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) para os American Depositary Receipts (ADRs, na prática os papéis da empresa brasileira negociados na Bolsa de Nova York).

JBS (JBSS3, R$ 23,52, -0,13%)

A JBS informou nesta quinta que concluiu a captação de R$ 1,9 bilhão via emissão de CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), lastreados em debêntures, resultando em captação acima do R$ 1,7 bilhão estipulado inicialmentel.
“A captação foi realizada em duas séries. Na primeira, com juros de 4,2957% ao ano, a JBS captou R$ 387 milhões. Na segunda, com juros de 4,7218% ao ano, foram mais R$ 1,489 bilhão”, informou a empresa. Os recursos serão usados para a compra de gado.

Magalu (MGLU3, R$ 24,54, -1,68%) 

O Magazine Luiza fez mudanças em sua estrutura organizacional, com a criação de três novas vice-presidências. Fabrício Garcia vai comandar a vice-presidência de Operações, responsável pelas lojas físicas e pela área de logística e distribuição. Os serviços logísticos passam a ser totalmente integrados com o marketplace da varejista, e as lojas passam a ser pontos de coleta, entrega e expedição também de produtos dos vendedores cadastrados.

A vice-presidência de Negócios terá Eduardo Galanternik à frente, e responderá pelas áreas comercial e de marketing de todas as categorias e marcas do Magalu, inclusive todos os canais de vendas. A gestão passa a ser feita por categoria, dividida em Bans Duráveis e Bens Consumo, com Luiz Rego; Esportes, que inclui a Netshoes, com Julio Trajano; e Moda e Beleza, que inclui Zattini e Época Cosméticos, a cargo de Silvia Machado.

Por fim, o Magazine Luiza passa a ter a vice-presidência de Plataforma, comandada por André Fatala, que terá como missão construir o sistema operacional do varejo brasileiro, com soluções tecnológicas para varejistas.

O Magalu terá ainda cinco diretorias executivas e duas diretorias que respondem diretamente ao CEO Frederico Trajano: Marketplace, com Leandro Soares; Financeiro e Relações com Investidores, com Roberto Bellissimo; Gestão de Pessoas, com Patrícia Pugas; Administração e Controle, com Maria Isabel Bonfim; Clientes e Integração, com Graciela Kumruian; Análise de Dados, com Fernando Nagano; e Experiência do Consumidor, com Vinicius Porto.

Azul (AZUL4, R$ 38,74, -2,37%)

A companhia aérea Azul espera operar com 90% da sua capacidade doméstica neste mês, enquanto a capacidade total deve chegar a 70%. Nos três primeiros meses de 2021, a oferta em voos nacionais deve chegar a 100%, enquanto no total vai a 85%. “A flexibilidade única da frota, junto com a malha altamente conectada, permitiram que a Azul adequasse rapidamente sua capacidade, capturando a demanda em recuperação”, disse em comunicado a companhia.

Bradesco (BBDC3, R$ 24,74, +1,27%; BBDC4, R$ 27,17, +0,48%)

O Bradesco informou na quarta-feira que seu conselho de administração aprovou o pagamento de R$ 3,5 bilhões em juros sobre o capital próprio complementares.

O valor corresponde a R$ 0,3775 por ação ON e R$ 0,4152 por PN. Poderão se beneficiar os acionistas que estiverem inscritos nos registros da Sociedade em 28 de dezembro de 2020(data-base de direito), destaca o banco. Assim, a partir de 29 de dezembro, as ações passarão a ser negociadas em “ex-JCP”.

O pagamento será efetuado em 7 de janeiro de 2021, informou o banco por meio de fato relevante, acrescentando que, “com base no resultado a ser apurado no encerramento do exercício social de 2020”, poderá distribuir novos juros sobre o capital próprio e/ou dividendos.

BR Distribuidora (BRDT3, R$ 22,80, +0,22%)

O Conselho de Administração da BR Distribuidora aprovou na quarta a remuneração antecipada de R$ 498,12 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP) referentes ao exercício de 2020, informou a companhia em fato relevante. O montante corresponde a R$ 0,43 por ação, segundo a distribuidora de combustíveis, que acrescentou que o pagamento será efetuado em 12 de janeiro de 2021, com base na posição acionária de 21 de dezembro deste ano.

Cesp (CESP6, R$ 29,57, +0,10%)

A Cesp informou o pagamento de JCP de R$ 0,4264 por ON e PN e R$ 1,8245 por PNA, no valor de R$ 150 milhões.

“Terão direito a JCP as pessoas inscritas como acionistas da companhia na data base de 21 de dezembro de 2020, respeitadas as negociações realizadas até essa data”, destacou a Cesp.

“As ações da companhia serão negociadas ex-JCP a partir de 22 de dezembro de 2020, inclusive.”

Marcopolo (POMO4, R$ 2,90, -0,68%)

Em fato relevante na quarta, a Marcopolo afirmou que reunião do conselho de administração aprovou a alteração do modelo de negócio de suas operações localizadas na Índia. A empresa firmou contrato de venda de sua participação na empresa indiana Tata Marcopolo Motors Ltd, equivalente a 49% das ações, à acionista remanescente na sociedade, Tata Motors Ltd, por US$ 13,5 milhões.

A empresa também firmou contrato de licenciamento para a utilização da marca Marcopolo pela Tata Marcopolo Motors que, em contrapartida, pagará royalties sobre a receita dos produtos vendidos, por um período mínimo de 3 anos. A operação não está sujeita a aprovações regulatórias e deverá ser concluída nas próximas semanas, afirmou a Marcopolo.

O Bradesco BBI afirmou que, com a venda de sua participação na joint venture, a Marcopolo deve receber um fluxo de caixa de R$ 55 milhões no quarto trimestre, e ver um impacto positivo de R$ 24 milhões no faturamento líquido.

Na avaliação do banco, a joint venture não vinha trazendo à Marcopolo as recompensas esperadas, à medida que a fabricante de ônibus tinha um papel limitado nos esforços comerciais. A Tata era a única companhia oferecendo chassis aos ônibus, e tinha o contato direto com clientes locais.

Apesar da notícia positiva, o banco avalia que os clientes da Marcopolo continuam afetados pela pandemia de covid, portanto mantém avaliação em underperform (expectativa de valorização abaixo da média do mercado) para a ação da empresa, e preço-alvo de R$ 2,50 para as ações preferenciais em 2021, frente os R$ 2,92 negociados na quarta.

Também na quarta, a Marcopolo anunciou que o conselho de administração aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio a todos os acionistas da companhia, relativos ao exercício de 2020, de R$ 0,02 por ação. Os juros deverão ser creditados na conta de cada acionista no dia 22 de dezembro, com base nas posições dos acionistas na mesma data. Eles serão pagos a partir do dia 31 de março.

PetroRio (PRIO3, R$ 58,25, +3,74%)

Na quarta, a PetroRio S.A. anunciou que foi informada pela One Hill Capital LLC, que a empresa detém 6.421.710 ações ordinárias suas. Isso representa 4,44% do capital social da PetroRio. A One Hill teria afirmado que não visa alterar a estrutura administrativa da PetroRio e não faz parte de acordo ou contrato sobre direito de voto ou compra e venda de títulos da empresa.

Elétricas

Apesar do cenário econômico desafiador, o leilão de linhas de transmissão marcado para esta quinta contou com a expectativa de ter a presença de grandes investidores do setor elétrico. O leilão teve um deságio médio de 55,24% ante a Receita Anual Permitida (RAP) total estimada de R$ 1,02 bilhão, e contou com a participação de 55 empresas, sendo 37 nacionais e outras 18 estrangeiras de dez países.

Entre as empresas interessadas, gigantes como Neoenergia (NEOE3, R$ 16,93, -2,20%), Engie (EGIE3, R$ 44,87, -1,28%), EDP Brasil (ENBR3, R$ 19,84, -0,10%), Alupar (ALUP11, R$ 27,05, +0,93%), Equatorial (EQTL3, R$ 23,02, +1,50%), Taesa (TAEE11, R$ 33,63, +0,33%), Isa Cteep (TRPL4, R$ 27,86, -0,93%), CPFL (CPFE3, R$ 32,70, +1,18%) e Eletrobras (ELET3, R$ 36,84, -1,50%; ELET6, R$ 36,93, -1,31%).

A Neoenergia, do grupo espanhol Iberdrola, ficou com o maior empreendimento em termos de investimento previsto, o lote 2, orçado em quase R$ 2 bilhões. Ela ofereceu deságio de 42,6% pela obra -no leilão, leva o projeto quem aceita receber menor receita ao longo da concessão.

A Cteep levou o lote 7, segundo maior, com investimento previsto de R$ 1,14 bilhão, ao apresentar lance com desconto de 57,9%. A Energisa arrematou o lote 11, com deságio e 47,4%. O projeto deve exigir aportes de R$ 882 milhões.

A estatal CEEE-GT, que deve ser privatizada pelo governo do Rio Grande do Sul em 2021, venceu o lote 6, com deságio de 63,5%. O investimento esperado é de 192 milhões de reais.

Já a Mez Energia, criada em 2019 e ligada à Mez Construções, foi a principal vencedora em número de projetos e investimentos previstos, ao ficar com cinco empreendimentos –os lotes 3, 4, 5, 8 e 9, que juntos devem exigir aportes de cerca de 2,4 bilhões de reais.

Grandes elétricas como a chinesa State Grid e sua controlada CPFL, a EDP, do grupo português EDP, e a francesa Engie chegaram a apresentar ofertas, mas não levaram. Diversos outros grupos menores também disputaram.

Entre os vencedores da licitação aparecem ainda o Consórcio BRE 6, que ficou com o lote 10, ao oferecer desconto de 66,9%, e a Agronegócio Alta Luz, com o lote 1 e deságio de 61,8%.

O grupo BRE6 é formado por Enind Energia, Enind Engenharia, Brenergia e Brasil Digital Telecomunicações.

Neogrid (NGRD3, R$ 4,43, -1,56%)

A Neogrid estreia na B3 na sessão desta quinta-feira. A companhia realizou nesta semana sua Oferta Pública Inicial de ações (IPO), que movimentou R$ 486,45 milhões e precificou a ação a R$ 4,50. A precificação ficou abaixo da faixa indicativa inicial, que ia de R$ 5,50 a R$ 7,25.

Do montante captado, R$ 337,5 milhões vão para o caixa da empresa, e o resto será destinado para fusões e aquisições e para investimentos em crescimento orgânico, principalmente em pesquisa e desenvolvimento, marketing e vendas.

Fundada em 1999, a Neogrid é uma empresa de “software as a service” (SaaS), dados e tecnologia da cadeia de suprimentos, conectando indústrias, distribuidores e varejistas.

A companhia define seu negócio como focado em “aumentar a disponibilidade dos produtos nas prateleiras, ao mesmo tempo em que reduz os estoques na cadeia de suprimentos”.

Seu principal mercado de atuação são as empresas de bens de consumo. Porém, a companhia pretende aumentar seus negócios em segmentos em que tem pouca presença, como farmacêutico, agronegócios, eletroeletrônicos, petroquímica e setor financeiro.

Com sede em Joinville, em Santa Catarina, a Neogrid tem uma lista de clientes com cerca de 37 mil empresas, entre elas a Sony, Bauducco, Cimed e Kraft Heinz. Em 2019, a companhia registrou lucro líquido de R$ 8,654 milhões, com uma receita líquida de R$ 207,099 milhões.

Guararapes Painéis

A fabricante de painéis de madeira Guararapes Painéis, com sede em Santa Catarina, pediu na quarta o registro para realizar sua oferta inicial pública de ações (IPO). A operação, a ser coordenada por Bank of America, BTG Pactual, XP, Citi, Bradesco BBI e UBS-BB, envolve a venda de ações novas, além de uma participação detida pelo fundo de investimento Brasil Agronegócio, da BRZ Investimentos.

Cedae

O conselho de administração da Cedae (Companhia Estadual de Água e Esgotos) aprovou na quarta, por maioria de votos, processo de concessão de partes da companhia, que tem potencial para levantar mais de R$ 10 bilhões para o Rio de Janeiro, segundo cálculos do governo estadual e do BNDES.

Fleury (FLRY3, R$ 27,33, -1,05%)

O grupo de medicina diagnóstica Fleury anunciou na quarta o lançamento de sua plataforma de testes genéticos com foco no mapeamento genético, a Sommos DNA. Segundo a companhia, o objetivo é identificar mutações no DNA e a relação com possível desenvolvimento de doenças a longo prazo ou que podem ser herdados por filhos, explicando que o serviço poderá detectar predisposição a doenças hereditárias.

Enjoei (ENJU3, R$ 11,30, +0,44%)

O Bradesco BBI iniciou na quarta a cobertura da ação da Enjoei com preço-alvo de R$ 18, o que configura um potencial de valorização de 60% em relação ao fechamento da véspera.

O banco diz esperar crescimento médio anual composto do volume bruto de mercadoria, nos próximos cinco anos, de 67%, frente média de 25% dos parceiros.

Para os analistas, a Enjoei oferece uma experiência de usuário forte, e destaca que o investimento de marketing quase quadruplicou em 2021 frente 2020, o que deve trazer novos investidores à plataforma, personalizando a experiência do usuário.

As ações tiveram alta de 9,7% desde a oferta inicial pública de ações, em novembro, 8,5 pontos percentuais acima de outras empresas do setor de e-commerce.

Vitru (NASDAQ: VTRU)

O Itaú BBA acompanhou por dois dias reuniões entre investidores brasileiros, o CEO da Vitru, Pedro Graça e seu CFO Carlos Freitas, acompanhados da equipe de relações institucionais. O banco disse avaliar que investidores mostraram interesse significativo. O banco afirmou que o balanço sobre o impacto da economia é positivo graças ao “modelo híbrido digital”, um currículo centrado no professor e uma alta taxa de retenção.

Entre os atributos da Vitru estariam uma sólida relação com uma rede crescente rede de parceiros, conteúdo testado para apoiar tanto professores quanto alunos e qualidade acadêmica consistente, que promove o engajamento de alunos e baixas taxas de evasão.

O banco mantém recomendação outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado), com preço-alvo em US$ 18, frente os US$ 15,40 negociados na quarta na Nasdaq.

(com Agência Estado, Reuters e Bloomberg)

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