Destaques da bolsa

Ação da Renner cai, enquanto CSN, TIM e Smiles sobem após balanços do 2º tri; confira mais destaques

Confira os destaques da B3 na sessão desta quarta-feira (31)

SÃO PAULO – Enquanto aguardam as decisões de política monetária do Federal Reserve e, posteriormente, do Banco Central brasileiro, os investidores na bolsa repercutem a intensificação da temporada de balanços, que tem como destaques a decepção com a Lojas Renner e o ânimo com a CSN.  TIM, Smiles, Sonae Sierra, Enel e Cteep também divulgaram seus resultados do segundo trimestre e repercutem no mercado, com as duas primeiras registrando ganhos. 

Confira os destaques do mercado: 

CSN (CSNA3, R$ 16,98, +3,54%)

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A CSN apresentou um lucro líquido de R$ 1,894 bilhão no segundo trimestre do ano, cifra 59% acima da registrada no mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre deste ano, o lucro da companhia havia sido de R$ 87 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ajustado somou R$ 2,380 bilhões, uma alta de 68% na comparação anual. Em relação ao primeiro trimestre, houve alta de 38%, “devido a maior contribuição do segmento de mineração”. A margem Ebitda ficou em 33,5%, alta de 8,8 pontos porcentuais na comparação anual e de 5,8 pontos porcentuais ante o primeiro trimestre.

“O Ebitda da mineração atingiu recorde histórico de R$ 2,021 bilhões, aumento de 61% em relação ao primeiro trimestre, com evolução de cerca de 40% no Ebitda/tonelada do segmento, em função da melhor realização de preços e volume de vendas crescente”, destacou a empresa.

A receita líquida no segundo trimestre totalizou R$ 6,901 bilhões, alta de 21% na comparação anual e de 15% na trimestral. O crescimento se deu principalmente pela melhora no desempenho da mineração, com alta de 25%, em volume, nas vendas de minério de ferro no ano e de 14% no trimestre. As vendas de aço, em volume, recuaram 12% no ano e 1% no trimestre.

No segundo trimestre, o resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 358 milhões, ante despesas de R$ 635 milhões do primeiro trimestre e de R$ 989 milhões do segundo trimestre do ano passado. O resultado do segundo trimestre foi beneficiado, principalmente, por ganhos na linha da variação monetária e cambial, que ficou positiva R$ 295 milhões – há um ano essa linha registrou perdas de R$ 1,905 bilhão e no primeiro trimestre, despesas de R$ 126 milhões.

Ao final de 30 de junho, a dívida líquida consolidada atingiu R$ 26,641 bilhões, com uma relação entre a dívida líquida e o Ebitda atingindo atingiu 3,65 vezes, equivalente 0,42 vez abaixo do primeiro trimestre. “Considerando o segundo prepayment, com a Glencore a alavancagem atingiu 3,52 vezes”, destacou a empresa, acrescentando que evolução do endividamento foi afetada pela distribuição de R$ 1,151 bilhão em dividendos.

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Para o Credit Suisse, a CSN reportou um boa performance operacional no segundo trimestre, com Ebitda ajustado de R$ 2,38 bilhões, refletindo principalmente o segmento de minério, compensando o de aço. O resultado veio 13% acima do consenso e 14% acima das expectativas do Credit Suisse, por causa do maior volume e preço de minerio.

O Credit Suisse destaca como positivo o fluxo de caixa livre (FCF) em R$ 856 milhões, o que levou à uma redução na alavancagem para 3,65 vezes, ante 4.1 vezes do primeiro trimestre. “Mesmo considerando apenas o que seria recorrente, o resultado ainda teria sido melhor do que a expectativa e por isso esperamos uma performance positiva das ações”, destaca.

TIM (TIMP3, R$ 12,28, +2,25%)

A operadora de telefonia TIM registrou um lucro líquido normalizado de R$ 423 milhões no segundo trimestre, um avanço de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado normalizado exclui efeitos de créditos fiscais e contingências, entre outros itens considerados não recorrentes. Sem esse ajuste, o lucro líquido foi de R$ 2,103 bilhão, o que representa uma alta de 528,5% na mesma base de comparação.

O crescimento do lucro da TIM no segundo trimestre foi beneficiado pelo avanço do faturamento em todas as suas linhas de atuação (serviços móveis, fixos e venda de produtos), e pelo controle de despesas operacionais e financeiras. Os custos da operação tiveram uma alta leve, de 0,2%, e alcançaram R$ 2,646 bilhões.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) normalizado somou R$ 1,616 bilhão, avanço de 6,2%. A margem Ebitda aumentou 1,4 ponto porcentual, para 37,9%.

A receita liquida avançou 2,4%, para R$ 4,263 bilhões, com altas no móvel de 1,9% e no fixo de 11,3%. A base de clientes, por sua vez, recuou 2,8%, com queda de 10,2% no segmento pré-pago, mas alta de 11,8% no pós-pago. A base clientes 4G somou 36,3 milhões, alta de 16%.

A Receita do Serviço Móvel atingiu R$ 3,833 bilhões (+1,9%), com a expansão puxada principalmente pela dinâmica do ARPU móvel (Receita Média Mensal Por Usuário) que registrou alta de 5,8%, na comparação anual, e atingiu R$ 23,2, influenciado principalmente pelas migrações para planos de maior valor.

A TIM registrou ainda um resultado financeiro líquido positivo em R$ 931 milhões, impactado, principalmente, por efeitos não recorrentes no valor total de R$ 1,051 bilhão. Boa parte disso veio do pagamento de PIS/COFINS sobre o recebimento de juros sobre capital próprio.

Excluindo estes efeitos, o resultado financeiro líquido normalizado foi negativo em R$ 120 milhões, montante 33,7% menor do que um ano antes.

A analista do Itaú BBA, Susana Salaru, avaliou que os resultado reportados foram neutros, com receita e Ebitda em linha com as estimativas do consenso. Segundo a especialista, os efeitos não recorrentes no valor total de R$ 1,051 bilhão, vindos, em grande parte, do pagamento de PIS/COFINS sobre o recebimento de juros sobre capital próprio, podem trazer uma reação positiva aos papéis.

No lado positivo, o Itaú destaca a recuperação inicial da receita de serviços móveis, o crescimento de banda larga fixa e a expansão de margem contínua. Pelo negativo, o aumento da inadimplência, de pessoal e de despesas gerais e administrativas; além de despesas não recorrentes de revisão de contingência.

A recomendação do Itaú para TIM é Outperform, com preço-alvo de R$ 17,00.

Lojas Renner (LREN3, R$ 47,35, -2,49%)

A rede varejista Lojas Renner encerrou o segundo trimestre deste ano com um lucro líquido de R$ 235,1 milhões, resultado 14,4% inferior ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 274,7 milhões e a primeira queda após apresentar crescimento no lucro por dez trimestres consecutivos.

O resultado inclui ajustes provenientes da norma contábil IFRS 16, e, sem esse ajuste, o lucro líquido teria recuado 11,5%, para R$ 243,1 milhões.

A expectativa dos analistas compilada no consenso Bloomberg apontava para um lucro líquido de R$ 254,9 milhões.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado das operações de Varejo, que excluem os números referentes a produtos financeiros, recuou 0,6% entre abril e junho, para R$ 350,8 milhões, com margem de 17,4%, queda de 2,4 pontos porcentuais na comparação com o mesmo período de 2018.

A expectativa dos analistas era de um Ebitda de R$ 455,6 milhões.

De acordo com o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Lojas Renner, Laurence Gomes, a redução da margem Ebitda sofreu efeito do programa de participação nos resultados da companhia, cuja provisão está maior.

“No ano passado, estávamos em função de um primeiro semestre de vendas abaixo do esperado, com provisão para participação nos lucros aquém do plano. Este ano é o contrário”, disse o executivo à Agência Estado.

A receita liquida das vendas de mercadorias somou R$ 2,019 bilhões, um incremento de 13,4%. A margem bruta da operação de varejo, por sua vez, recuou 1 p.p., para 56,4%.

As vendas mesmas lojas avançaram 9,3% no segundo trimestre na comparação anual, por conta do “bom ritmo de vendas, com assertividade da coleção outono-inverno”; “maior fluxo de clientes nas lojas”; e “adequada composição dos estoques’.

Em relatório a clientes, o analista do Brasil Plural, André Estevez, destaca que os resultados da Renner reforçaram o cenário difícil para as empresas de vestuário no período. A recomendação do Brasil Plural segue “Overweight”, com preço-alvo de R$ 53. Segundo ele, apesar de manter o ritmo de alto crescimento das vendas mesmas lojas, a forte execução da Renner não foi suficiente para mitigar os efeitos do cenário mais difícil sobre a lucratividade, reduzindo sua margem no varejo.

“No entanto, a boa venda e o aumento da margem bruta das duas marcas auxiliares da Camner, Camicado, e Camicado, nos mostraram que a Renner continua a ser a melhor do varejo brasileiro de vestuário, apesar do câmbio retrocesso, com a sua forte execução sendo suficiente para sustentar os níveis de vendas saudáveis”, acrescenta.

Estevez destaca, porém, que é esperada a recuperação da lucratividade nos próximos trimestres, “já que as temperaturas começaram a cair no final de junho e o cenário macroeconômico continua melhorando, aumentando a confiança do consumidor”. Além disso, avalia que os saques do FGTS podem ajudar no aumentos dos gastos com vestuário do consumidor.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras vai investir US$ 1,4 bilhão para capacitar suas refinarias a produzir óleo diesel com menos teor de enxofre, informou ontem o gerente-executivo de Logística da estatal, Mauro Mendes. “Teremos alguns investimentos importantes em refinaria, no sentido de garantir o baixo teor de enxofre no diesel. Vários investimentos estão sendo programados, da ordem de US$ 370 milhões em logística, e US$ 1,4 bilhão no refino”, disse.

Mendes citou alguns investimentos em logística. “Vamos continuar investindo firme. Estamos lançando a primeira etapa do nosso plano diretor de dutos, com a construção de dois novos trechos, um de GLP e outro de petróleo no estado de São Paulo, instalando bombas em Cubatão. Vamos viabilizar o suprimento de QAV em Brasília”, complementou.

A proposta é utilizar mais dutos do que caminhões para abastecer o Distrito Federal de querosene de aviação.

Sonae Sierra (SSBR3)

A Sonae Sierra registrou no segundo trimestre deste ano lucro líquido consolidado de R$ 51,892 milhões, queda de 46% ante mesmo período do ano passado. Já o lucro gerencial consolidado recuou 17,1%, para R$ 34,593 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) somou R$ 57,4 milhões, aumento de 14,2%, com margem de 71,6% (+1,9 ponto porcentual). O fluxo de caixa operacional (FFO) atingiu R$ 37,9 milhões (+34,4%), com uma margem de 47,3% (+8,2%).

A receita líquida avançou 11,2%, para R$ 80,1 milhões. A receita de aluguéis mesmas lojas subiu 10,1%, devido à uma combinação de menores descontos temporários e forte aumento de aluguel variável.

O nível de ocupação ficou em 94,5% ao final de junho, ante 93,7% ante junho de 2018. Já a inadimplência líquida foi de 1,7%, 2,3 pontos percentuais menor na comparação com mesmo período de 2018.

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As vendas nas mesmas lojas cresceram 8,4% no segundo trimestre, “lideradas pela combinação da base de comparação mais baixa, forte desempenho dos lojistas e uma temporada de filmes com grandes blockbusters”.

BR Malls (BRML3)

A BR Malls vendeu por R$ 696,4 milhões ao Fundo de Investimento Imobiliário do BTG Pactual participação integral nos Shoppings Ilha Plaza, Casa & Gourmet Shopping, Shopping Plaza Macaé, Londrina Norte Shopping, Osasco Plaza Shopping, Shopping Contagem e Capim Dourado, localizados nas cidades de Rio de Janeiro, Macaé, Londrina, Osasco, Contagem e Palmas, respectivamente.

“A transação mencionada faz parte da revisão estratégica de portfólio da companhia iniciada em 2017, que considerando a escala relevante e diversidade dos seus ativos, decidiu concentrar seu foco de atuação, priorizando shoppings de maior porte, dominantes e em mercados de grande potencial de consumo”, destacou a empresa no fato relevante.

Segundo a empresa, o valor da alienação poderá ser acrescido de um pagamento adicional baseado na performance (NOI competência) dos ativos. O desempenho será ao final de 2019, e, no caso do NOI competência dos ativos atingir o patamar estipulado, haverá pagamento adicional de até R$ 22,4 milhões, corrigido pelo CDI a partir de 31 de dezembro de 2019, que ocorrerá até abril de 2020.

A companhia anunciou ontem ainda a compra de uma fatia adicional de 25,5% da Área Bruta Locável (ABL) total do Shopping Iguatemi Caxias do Sul, localizado no município de Caxias do Sul, no estado do Rio Grande do Sul. Com a aquisição adicional, a participação no empreendimento passa a ser de 71,0%

O valor investido pela participação adicional no shopping gaúcho foi de R$ 84,4 milhões, pagos à vista. “Estimamos que o shopping, na participação adquirida, gere R$ 7,0 milhões de NOI em 2019, sem efeitos de linearização, representando um cap rate nominal de entrada de 8,2%”, detalhou a empresa.

Enel (ELPL3)

A Enel Distribuição São Paulo, antiga Eletropaulo, registrou lucro líquido de R$ 131,313 milhões no segundo trimestre de 2019, revertendo prejuízo de R$ 155,614 milhões apurado no mesmo período de 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) entre abril e junho ficou em R$ 513,99 milhões, o que corresponde a um crescimento de 187,2% em um ano. A margem Ebitda avançou 10,4 pontos porcentuais no período e alcançou 15,3% no segundo trimestre deste ano. Excluindo a receita de construção, a margem passou de 5,4% para 15,3% no mesmo período de comparação. Em seis meses, o indicador acumula alta de 77%, para R$ 913 milhões.

A distribuidora de energia da região metropolitana de São Paulo somou receita líquida de R$ 3,352 bilhões entre abril e junho, o que corresponde a uma queda de 8,2% na comparação anual. De janeiro a junho, a receita atingiu R$ 6,82 bilhões, praticamente estável ante os R$ 6,853 bilhões anotados no ano passado.

O resultado financeiro correspondeu a uma despesa líquida de R$ 149,9 milhões, 44,5% menor em relação ao segundo trimestre de 2018.

CTEEP (TRPL4)

A companhia de transmissão de energia elétrica ISA CTEEP – antiga Transmissão Paulista – registrou um lucro líquido de R$ 462,7 milhões no segundo trimestre deste ano. O número foi 105,3% acima do resultado do mesmo período do ano anterior, e também superou as estimativas dos analistas.

Segundo dados do consenso Bloomberg, a mediana das estimativas apontava para um lucro de R$ 330,4 milhões para a empresa.

O Ebitda da CTEEP, por sua vez, foi de R$ 599 milhões, ante expectativas de R$ 570,6 milhões. A receita líquida foi de R$ 731,4 milhões.

Smiles (SMLS3, R$ 39,28, +3,92%)

A Smiles Fidelidade registrou um lucro líquido de R$ 155,7 milhões no segundo trimestre deste ano, cifra 36,4% superior à reportada no mesmo intervalo de 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) somou R$ 180,4 milhões, alta de 33,7%. A margem Ebitda atingiu 64,9%, representando uma retração de 3,2 pontos porcentuais na comparação anual.

A receita líquida somou R$ 278 milhões, alta de 40,3%. Já o faturamento bruto total – corresponde ao total faturado pela venda de milhas e parcela em dinheiro do Smiles & Money, bruto de impostos – cresceu 23,9%, para R$ 684,3 milhões.

O programa da Smiles somou 16,2 milhões de participantes, expansão de 11,2%. A taxa de breakage atingiu 16,3%, ante 16,8% de janeiro a março e 18,3% sobre o segundo trimestre de 2018. A receita de resgates somou R$ 587,2 milhões (+ 33,7%) e de breakage atingiu R$ R$ 58,4 milhões (+63,2%).

O resultado financeiro líquido ficou positivo em R$ 33 milhões, montante 13,3% abaixo do registrado há um ano, por conta da amortização de tranches de compras antecipadas de passagens aéreas com a Gol, que carregavam uma remuneração maior que as tranches consumidas nesse trimestre.

B2W (BTOW3) e Lojas Americanas (LAME4)

A Lojas Americanas e B2W informaram que concluíram os estudos relacionados ao Projeto Ame. Segundo fato relevante, a estrutura societária a ser constituída para a Ame – plataforma mobile de negócios (aplicativo de produtos financeiros e serviços diversos) – será de 56,92% do capital total e votante para Lojas Americanas e 43,08% para B2W.

As empresas destacam que o porcentual da divisão da sociedade foram fixados com base em avaliação dos ativos intangíveis e dos ativos fixos relacionados ao Projeto Ame preparada por empresa independente, por meio da abordagem de custo, metodologia selecionada dentre aquelas amplamente utilizadas para tanto.

“As Companhias entendem que esta estrutura societária possibilitará a aceleração do desenvolvimento da Ame, maximizando suas frentes de negócios”, finaliza o fato relevante.

O analista do Brasil Plural André Estevez avalia que as ações das companhias possam apresentar uma reação positiva à notícia. A instituição manteve, porém, as recomendações. Para Lojas Americanas, a recomendação é de “Overweight”, com preço-alvo de R$ 24, enquanto para B2W a recomendação é de “Underweight”, com preço-alvo de 35,00.

Segundo ele, apesar do estabelecimento de uma estrutura final para o empreendimento, “ainda não vemos um lado positivo vindo das operações da Ame, pois ainda está nos estágios iniciais e outros concorrentes, como o Mercado Pago e o super app O Rappi já começou a conquistar participação de mercado e mind-share com a mesma proposta de valor”.

Marfrig (MRFG3)

A Marfrig concluiu a oferta no exterior de senior notes (Sustainable Transition Bond) no valor total de US$ 500 milhões. A emissão teve demanda próxima a três vezes o valor da oferta, proveniente principalmente de investidores da Europa, Estados Unidos e Ásia. O Sustainable Transition Bond com vencimento em 2029, foi emitido com taxa de juros de 6,625% a.a., e recebeu classificação de risco em moeda estrangeira de “BB-“ pela Standard & Poors e “BB-“ pela Fitch Ratings.

A operação tem como garantidoras a Marfrig Global Foods S.A., MARB BondCo PLC, Marfrig Holdings (Europe) B.V. and Marfrig Overseas Limited.

“Os recursos captados com a emissão serão investidos no processo de compra de gado proveniente do Bioma Amazônia, mais especificamente nos estados do Mato Grosso, Pará e Rondônia e que atendam critérios específicos, visando um controle sobre desmatamento, não utilização de terras indígenas, erradicação do trabalho escravo e infantil, através de um maior controle da rastreabilidade do gado, com inovações desenvolvidas pela Companhia”, diz a empresa.

Vale (VALE3) e Samarco

A mineradora Vale divulga seu resultado do segundo trimestre após o fechamento do mercado, com uma alta expectativa após um relatório de produção mais fraco que o esperado na semana passada. O consenso da Bloomberg aponta para um lucro líquido ajustado de R$ 9,59 bilhões no segundo trimestre, o que significaria uma alta anual de 26,7%.

Para o Ebitda, o consenso aponta para um resultado de R$ 18,59 bilhões, significando um incremento de 31%. Já para a receita líquida, a Vale deverá apresentar um número de R$ 35,66 bilhões, avanço de 14,2%.

A produção de minério da companhia alcançou 64,057 milhões de toneladas, queda de 12,1% na comparação com o trimestre imediatamente anterior e 33,8% abaixo do reportado um ano antes. No semestre a Vale produziu um total de 136,9 milhões de toneladas de minério, um recuo de 23,4% na comparação com os seis primeiros meses de 2018.
A perda, segundo a empresa, reflete principalmente os impactos decorrentes da ruptura da barragem de Brumadinho (MG) e condições climáticas incomuns no Sistema Norte em abril e no início de maio.

Ainda sobre a Vale, a Bloomberg informa que a Samarco, que não opera desde o colapso da barragem em Mariana em 2015, está perto de recuperar a licença ambiental necessária para iniciar a produção novamente, disse a Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais.
“A previsão é que a emissão da licença ocorra no segundo semestre”, informou por email o departamento de imprensa do órgão ambiental do estado. Um porta-voz da Samarco preferiu não comentar.

O empreendimento, de propriedade conjunta da Vale e da BHP, já chegou a um acordo com o órgão regulador e pode obter permissão formal para operar em meados de setembro, disseram pessoas a par da situação, que pediram para não serem identificadas porque as conversas são privadas. Isso poderia, por sua vez, permitir que a mineradora começasse a pagar US$ 3,8 bilhões em dívidas inadimplentes.

Banco Inter (BIDI11)

Depois de o Nubank ter recebido US$ 400 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão) do fundo americano TCV, na semana passada, agora foi a vez do Banco Inter, da família Menin, colocar em caixa R$ 760 milhões vindo de um único investidor, o grupo japonês SoftBank, segundo apurou o Estadão. Com isso, o Softbank ficará com 8% do banco mineiro.

A injeção de capital no Inter somou um valor total de R$ 1,24 bilhão e foi feita por meio de uma nova emissão de ações. Além do SoftBank, antigos investidores no Inter renovaram a aposta no banco digital. Do restante da emissão, R$ 300 milhões em ações ficaram com os acionistas da instituição que exerceram o direito de prioridade na oferta e cerca de R$ 100 milhões com o mercado. Ontem, as ações do banco da família Menin, dona da construtora MRV, subiram quase 16%.

Em maio, a Coluna do Broadcast havia informado sobre o interesse do SoftBank no negócio. O Inter informou ao mercado que as units (pacote de ações) foram precificadas a R$ 39,99, sendo que cada unit é representada por uma ação ordinária e duas preferenciais.

(Com Agência Estado)