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2013 começou bem e terminou mal, será que 2014 vai terminar em alta?

Valorização de dezembro de 2012 havia alcançado 6,05%, puxada por grandes empresas como Vale, Petrobras e bancos

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SÃO PAULO – O Ibovespa começou 2014 com o pé esquerdo e amarga queda de 1,05% por volta das 12h40 (horário de Brasília). Depois de cair 15,50% em 2013, o índice não começa com grandes otimismos no ano de 2014 – decisivo para o Brasil, já que conta com a Copa do Mundo e eleições. 

Mas doze meses atrás, 2013 era encarado como um ano promissor para o mercado acionário. A valorização de dezembro de 2012 havia alcançado 6,05%, puxada por grandes empresas como Vale (VALE3; VALE5), Petrobras (PETR3; PETR4) e bancos. Até mesmo a problemática OGX Petróleo (OGXP3) dava sinais auspiciosos de que seguiria em alta.

A petrolífera de Eike Batista instalaria seu terceiro poço produtor em janeiro e, caso desse certo, deveria ver suas receitas crescerem com o aumento da produção. As ações da OGX subiram nada menos que 20% nos primeiros dias do ano.

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O Brasil vinha de dois anos de crescimento baixo, mas, com a queda dos juros para um patamar historicamente baixo, havia a esperança de que a economia finalmente voltasse a embalar. Nos dois primeiros pregões de 2013, a alta acumulada na Bovespa alcançou 4%. Nada apontava para um ano desastroso.

2013: o que deu errado?
Mas muita coisa deu errado. O recorde do Ibovespa em 2013 foi atingido logo no segundo pregão do ano: 63.472 pontos (Para conferir quem subiu e caiu naquele pregão, clique aqui). Muitos fatos negativos atrapalharam o índice. A sinalização do Federal Reserve (banco central dos EUA) de que reduziria os estímulos monetários, promessa cumprida em dezembro, fez o dólar disparar e afastou investidores estrangeiros.

A deterioração das contas públicas brasileiras aumentou a expectativa de rebaixamento do país pelas agências de rating. O intervencionismo do governo Dilma na Petrobras e a política de controle sobre os preços dos combustíveis pesaram sobre a maior “blue chip” da Bolsa paulista. A economia da China desacelerou e prejudicou a Vale.

Os bancos continuaram sofrendo com a queda da margem de lucro na concessão de empréstimos. Mas ninguém pesou tanto sobre os resultados do Ibovespa quanto a OGX – que praticamente sumiu neste ano. Inicialmente a terceira ação mais negociada do Ibovespa, a empresa não conseguiu começar a produzir em larga escala como prometera, perdeu 98% do valor de mercado, pediu recuperação judicial e acabou excluída do índice. Se em 2013, não adiantou ter começado com o pé direito, será que 2014 teremos um ano de altas? Tomara que sim.