Em magazineluiza

Magazine Luiza chega mais perto da China ao fechar com Carrefour, dizem analistas

"Magalu as a service" e conceito de omnicanalidade passarão por teste importante  

Magazine Luiza
(Divulgação)

SÃO PAULO – Embora tímida a princípio, a parceria entre a varejista Magazine Luiza (MGLU3) e a rede supermercadista Carrefour faz parte de uma estratégia de extrema relevância para a empresa liderada por Frederico Trajano, na visão de quem acompanha o setor.

Pelo acordo inicial, o Magalu terá, por seis meses, um espaço em duas lojas da rede Carrefour para vender eletrodomésticos, eletrônicos e similares. Estratégia comercial, disponibilidade de produtos, entrega e gerenciamento de operações ficarão por conta do próprio Magazine.

Para analistas do Brasil Plural a parceria está alinhada com a busca da empresa pela operação totalmente omnichannel (onde o varejo físico e o e-commerce funcionam como uma mesma trajetória para o cliente) e pela criação do conceito “Magalu as a service” (Magalu como serviço). Eles esperam que as ações da empresa reajam positivamente nesta terça-feira (28).

“Além disso, a parceria também deve permitir que a empresa reúna conhecimentos sobre segmentos fora de seus setores verticais que possam ajudar no desenvolvimento de novos projetos, como o Super App deles”, escrevem os especialistas.

Desde o ano passado o Magalu vem vociferando a entrada no modelo chinês dos super aplicativos, cuja missão é estar na primeira tela dos smartphones de seus clientes ao oferecer serviços relevantes em diversas frentes.

É o caso do Magalu Pagamentos, por exemplo, que atingiu 75% da base de varejistas do marketplace no último trimestre, e do Magalu Delivery, serviço de fulfillment em fase de testes. Trata-se do mesmo modelo almejado pela Rappi

Paralelamente, a compra da Netshoes é vista como um reforço neste sentido: a construção do super app passa pela transformação da varejista em serviço, mas também tem muito a ganhar com a expansão de portfólio possibilitada pela entrada no varejo de moda e artigos esportivos, escreveram analistas do Itaú BBA. 

Cedo para dizer

Na visão da XP Investimentos, a estratégia é positiva na busca por omnicanalidade, mas sua aplicação limita os resultados por ora, e ainda é preciso avaliar como será feita a divisão dos lucros gerados.

“Tendo em vista que por enquanto está delimitada a apenas duas lojas e por prazo específico, não esperamos impacto significativo nos resultados”, escreveu a analista Betina Roxo.

No comunicado ao mercado, as empresas disseram que uma eventual ampliação da parceria “poderá ser oportunamente avaliada e discutida”.

As ações do Magazine dispararam 6,18% no pregão desta terça-feira. O Carrefour (CRFB3) viu alta de 5,41%. 

Seja sócio das melhores empresas da Bolsa. Invista em ações sem pagar corretagem pela Clear. 

 

Contato