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"Liquidação Fantástica" nas lojas, mas e na bolsa? O Magazine Luiza está caro ou pode subir ainda mais?

Depois da alta de mais de 500% em 2017 e da recuperação recente, analistas seguem positivos com a ação

Magazine Luiza
(Divulgação/Shopping Iguatemi Fortaleza)

SÃO PAULO - Trinta horas de espera nas filas e ansiedade por muitos descontos. As expectativas para a "Liquidação Fantástica" do Magazine Luiza (MGLU3), que acontece uma vez por ano, se marcaram como bastante altas tanto para os clientes quando para a companhia, conforme apontou o próprio CEO (Chief Executive Officer) da varejista, Frederico Trajano, em entrevista nesta semana para o Valor Econômico. 

Após bater o recorde de vendas na liquidação de 2017, Trajano afirmou que esperava que, no grande evento deste ano, houvesse uma venda 20% maior em volume na comparação com o mesmo período do ano passado. Para tanto, contou com 7 milhões de itens em estoque, com a expectativa de venda de 1 milhão deles. 

"Em 2017, foi a melhor da história, antecipando uma expectativa nossa de que a recuperação econômica poderia estar em andamento, como de fato aconteceu", apontou. Em 2017, os papéis subiram 504%. "Para 2018, achamos que o evento deve confirmar o processo de retomada", disse ele ao jornal que, contudo, apontou acreditar que a segunda metade do ano pode ser mais difícil que a primeira, em parte, por causa das eleições. Mas, com a retomada da economia, a perspectiva é bastante positiva. 

Com todos esses fatores listados acima, o que esperar para as ações MGLU3? Os papéis já subiram 38% desde o início de dezembro - após o "susto" com a expansão da Amazon no Brasil -, mas os analistas do BTG Pactual seguem vendo potencial de valorização em relação aos níveis atuais e mantêm recomendação de compra para os papéis. 

Os analistas do banco destacam as estimativas da companhia de que em 2018 será o maior ciclo de investimento desde que ela realizou o IPO, em 2011. A expectativa é de investimentos de R$ 250 milhões, versus R$ 140 milhões nos últimos anos, focando em novas lojas (estimativa de abrir 100 em 2018), tecnologia e projetos para expandir a área de estoque nas lojas existentes. "Tudo isso vem num momento em que a confiança da companhia está alta que a economia vai continuar se recuperando", apontam. 

Assim, os analistas reiteram a visão positiva no case, acreditando que o forte momento de curto prazo vai continuar. "Já no longo prazo, a empresa se beneficia da estrutura multicanal (com integração entre lojas físicas e virtuais) construída nos últimos anos, o que deve permitir que ela continue capturando o crescimento secular do e-commerce nos próximos anos", apontam. A visão positiva é corroborada por outras casas de análise: de acordo com compilação feita pela Bloomberg com dez bancos e corretoras, nove recomendam compra para os ativos e apenas uma possui recomendação equalweight (exposição em linha com a média do mercado).

Vale destacar que, no final desta sessão, os papéis MGLU3 registravam baixa de 2%, a R$ 78,58, o que pode representar um movimento natural de correção após as fortes quedas. Porém, se os números mostrarem que a "Liquidação Fantástica" de 2018 superou os números da "histórica" edição de 2017, esse pode ser um sinal de que esse pode ser o começo de um ano positivo (ou talvez de novos recordes) para a varejista. 

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