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Aluguel de Lupatech dispara 50% em 2 dias e ações "somem" no BTC

Operadores comentam que por conta da forte demanda nos últimos dias o papel já está escasso no órgão que administra as ações para alugar; taxa salta de 2,45% para 7,69% ao ano

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SÃO PAULO - Muitos investidores correram nos últimos dias para alugar as ações da Lupatech (LUPA3) em meio ao anúncio de aumento de capital. Gestores têm comentado que o papel pode vir abaixo com a operação, lembrando que com a oferta concluída, ela terá entre 740% e 3.250% a mais de papéis. Eles avaliam que para que o valor de mercado da empresa permaneça o mesmo após essa enxurrada de ações – atualmente ela vale R$ 89,8 milhões –, o preço da ação precisaria cair bastante. 

Em meio à expectativa de baixa, o aluguel de ações da companhia disparou 47,89% do dia 22 de julho (quando a empresa fez o comunicado ao mercado) até ontem, passando de 2.357.574 para 3.486.670 ações, alta de 47,89%. Para apostar na queda de uma ação, o investidor precisa primeiramente alugar o papel depois para vendê-los

Operadores comentam que por conta da forte demanda dos últimos dias o papel "sumiu" do BTC (Banco de Títulos CBLC - aluguel de ações), não tem mais como alugar. 

No mesmo período, as taxas para "tomar" a ação alugada também disparam. Na média, passaram de 2,45% ao ano no dia 23 para 7,69% a.a. ontem. 

Em entrevista ao InfoMoney, gestores da Ujay Capital disseram que aumentaram consideravelmente a posição “short” (ou “vendida”, quando você lucra com a queda da ação) que já carregavam desde o começo do ano por enxergar uma enorme distorção entre quanto a ação está valendo e quanto ela deveria valer com o aumento de capital.

Como funciona o aluguel de ações?
O aluguel de ativos é muito utilizado pelos investidores que operam vendido, ou seja, que apostam na queda do papel. Eles (os "tomadores") primeiramente alugam ações para posteriormente vendê-las. Depois que o preço recua, recompram a mesma quantidade de papéis por um preço mais barato para devolvê-los, ganhando com a diferença entre o valor da venda e da compra. 

É importante lembrar que apostar na baixa do mercado costuma ser mais arriscado do que investir acreditando na alta, principalmente quando o investidor não tem muita experiência. Para isso, o investidor deve enxergar fortes indícios de que o papel vai cair, caso contrário, corre o risco de amargar prejuízos com a prática. 

Para os "doadores" (quem empresta a ação), o maior risco é não poder operar com aquele papel enquanto ele estiver alugado. Com isso, se quiser se desfazer do papel por conta de alguma notícia ou movimento muito atípico, terá de esperar.

 

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