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Apertem os cintos: o que esperar do balanço do 3° tri de uma das melhores ações da bolsa em 2017?

A Localiza, empresa que impressionou mais uma vez o mercado no 2° trimestre com crescimento de 40% de sua receita líquida, reportará seu resultado após o fechamento do pregão desta segunda-feira 

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SÃO PAULO - Uma das melhores ações da bolsa em 2017, com alta de 77%, a Localiza (RENT3) - que está na Carteira InfoMoney de outubro (veja aqui o portfólio completo) - deve reportar novamente, após o fechamento deste pregão, um resultado de dar inveja. Mas, ao invés do estrondo visto no 2º trimestre, quando a empresa surpreendeu até os analistas mais otimistas, puxando uma avalanche compradora na ação, os números agora devem sinalizar força, mas um crescimento “dentro do limite de velocidade” - ainda assim, o consenso aponta para uma expansão no faturamento de 30%.

"O resultado deve seguir forte, mas menos propenso a vencer o consenso e puxar revisões de estimativas para cima como visto no trimestre passado", comentaram os analistas do BTG Pactual.

Depois de ver sua receita líquida crescer 40%, na comparação anual, no 2° trimestre de 2017, a Localiza deve registrar um faturamento líquido de R$ 1,462 bilhão no 3° trimestre, expansão de 30,2% em relação ao mesmo período de 2016, segundo as projeções dos analistas compiladas pela Bloomberg. Enquanto isso, o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) deve avançar 19,6% no período, para R$ 301,6 milhões, levando a uma leve queda na margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) de 1,8 ponto percentual, para 20,6%. O lucro líquido, por sua vez, deve crescer 27%, para R$ 132 milhões. 

Para os analistas do BTG, um dos grandes destaques deve ser a divisão de aluguel de carros da empresa, que deve seguir com forte desempenho (crescimento novamente acima de 20%), mas com margem Ebitda praticamente estável (expansão de 0,5 p.p. na comparação anual), por conta de custos relacionados à aquisição de franquias mais os custos iniciais de integração relacionados à Hertz. O Itaú BBA também fala sobre estabilização da margem para o segmento, mas mostra-se mais otimista que o consenso em relação ao lucro líquido consolidado da empresa, que, para ele, deve crescer 30,9%, para R$ 136 milhões. 

A companhia divulga seu balanço após o fechamento deste pregão e realiza teleconferência sobre os números na próxima terça-feira, dia 7, às 12h (horário de Brasília). 

Veja abaixo as projeções do mercado para o balanço do 3° trimestre:

em R$ milhões 3T17E* 3T16 3T17E/3T16
Receita Líquida 1.462 1.123 30,18%
Ebtida 301,6 252,1 19,63%
Margem Ebitda 20,6% 22,4% -1,8 p.p.
Lucro Líquido 132 103,9 27,04%
*Projeções dos analistas compiladas pela Bloomberg

Olhando para frente
Sustentados por projeções de números sólidos pela frente, analistas seguem recomendando compra para a ação da Localiza.

Além do BTG Pactual e Itaú BBA, que mantêm essa classificação para o papel, o JPMorgan atualizou recentemente suas estimativas para a companhia com recomendação "overweight" (exposição acima da média), seguindo um forte desempenho de volumes e de olho na dinâmica da indústria (que mudou para o bem), com as companhias mais sofisticadas na gestão de sua rentabilidade, permitindo que elas explorem alternativas adicionais de crescimento.

"Mais importante, esperamos que a tendência continue com o PIB (Produto Interno Bruto) mostrando recuperação e tendo em vista que é um setor ainda de baixa penetração, o que pode levar a Localiza a negociar em múltiplos superiores ao seu histórico. Dito isto, nós estamos com uma visão mais otimista para volumes e margem do segmento de aluguel de carros, guiando a um LPA (Lucro Por Ação) mais elevado para 2018", comentaram os analistas do banco. 

O Bank of America Merrill Lynch também reiterou em meados de outubro sua recomendação de compra para a ação, apontando 5 razões para seguir otimista: 1) forte "momentum" de ganhos; 2) fundamento robusto, incluindo vantagens competitivas em relação aos seus pares; 3) economia, com foco em especial para a correlação das ações com os juros de longo prazo; 4) ambiente competitivo mais benigno; e 5) avaliação de um múltiplo razoável, com a ação negociando a 20,2 vezes o P/L (Preço sobre Lucro) estimado para 2018. O banco revisou também o preço-alvo da ação, que passou de R$ 56 para R$ 65.

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