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Cielo desaba 10% em 3 pregões e "volta" para 2014; small cap cai 10% em 1 minuto

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quinta-feira

ações queda
(Shutterstock)

11h50: Queiroz Galvão (QGEP3, R$ 3,75, -7,86%)
As ações da Queiroz Galvão em queda livre na Bovespa, renovando nesta quinta-feira sua mínima histórica, em meio à forte queda do petróleo, que levou a commodity a operar próxima dos US$ 30 o barril este ano, prejudicando as petroleiras, principalmente aquelas em estágio pré-operacional. Neste momento, o petróleo Brent registrava queda de 1,78%, a US$ 30,29 o barril.  

11h28: Banco do Brasil (BBAS3, R$ 13,39, -2,19%)
A Citi Corretora reduziu as estimativas para o LPA (Lucro Por Ação) do Banco do Brasil para 2016 e 2017 em 17%, após expectativas de perdas com empréstimos mais altas, no contexto da recessão continuada no Brasil. Os analistas preveem um LPA recorrente em queda de 20% esse ano e uma recuperação de 15% no próximo ano. Para 2016, o ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) deve contrair em 4 pontos percentuais e se recuperar parcialmente para 12% em 2017.

Diante da atualização das projeções, a Citi Corretora cortou o preço-alvo para as ações do banco em 23% para os próximos 12 meses, para R$ 13,85. A recomendação segue em neutra para o papel. 

11h19: BR Properties (BRPR3, R$ 7,91, -1,25%)
A GP Investments disse a liquidez das ações da BR Properties aumentou ao invés de diminuir, após anúncio de intenção da OPA (Oferta Pública de Aquisição) das ações da companhia, e que as incertezas sobre a operação estão cada dia menores, segundo comunicado enviado ao mercado.

Em meio às diversas críticas que o anúncio da intenção da oferta vêm sofrendo, a GP disse que está dentro dos prazos e se compromete a responder sobre a OPA até 28 de março. No dia 5 de fevereiro, a companhia divulgou documento criticando duramente a prorrogação do prazo para uma definição a respeito de uma possível oferta para compra de seu controle. 

11h12: Rumo (RUMO3, R$ 2,08, -4,15%)
As ações da Rumo voltam a ter dia agitado no Bolsa, atingindo na mínima do dia queda de 7,37%, a R$ 2,01. Segundo reportagem da Exame na versão digital da revista, a Gávea pode injetar R$ 500 milhões na empresa, como parte do aumento de capital total de R$ 2 bilhões na companhia, conforme anunciado recentemente. A reportagem não cita onde conseguiu a informação.

Ainda segundo a revista, a controladora Cosan (CSAN3, R$ 23,01, -2,42%) também deve colocar dinheiro novo na Rumo. As empresas não comentaram sobre o aporte de capital para a reportagem. 

11h03: Fertilizantes Heringer (FHER3, R$ 1,22, -9,63%)
As ações small cap da Fertilizantes Heringer desabaram 10% em apenas 1 minuto na Bovespa. Ordens bem abaixo do valor que os papéis eram cotados pressionaram para baixo o papel nesta manhã. A Planner Corretora enviou ordem de venda de 3.000 ações a R$ 1,25, 4,5% abaixo do valor que as ações eram cotadas naquele momento, levando os papéis para leilão na Bovespa. Apesar da ordem parecer pequena, como o papel tem baixa liquidez, foi o suficiente para empurrar os preços para baixo. Assim que voltaram a ser negociados, as ações já marcavam cotação de R$ 1,22, ou praticamente 10% abaixo do valor de fechamento da véspera. 

10h26: Exportadoras
Além da Embraer, outras exportadoras do setor de papel e celulose têm fraco desempenho nesta sessão, apesar da alta do dólar frente ao real. Os papéis da Suzano (SUZB5, R$ 14,00, 0,0%) operam estáveis e Klabin (KLBN11, R$ 20,56, -1,15%) recua, enquanto Fibria (FIBR3, R$ 38,76, +0,41%) registra leve alta.  

10h23: Embraer (EMBR3, R$ 28,13, -1,61%)
De acordo com informações da Bloomberg, a Embraer não vê muito futuro para novas entregas de jatos de 50 assentos, segundo afirmou o VP de marketing da companhia, Rodrigo Silva, em evento. 

10h20: Marfrig (MRFG3, R$ 5,86, -2,33%)
A companhia anunciou a venda de sua empresa de confinamento no Brasil (MFG) para seu controlador, Marcos Molina, por R$ 95 milhões (ou 3% do seu valor de mercado).

Apesar de pequena e inesperada, o desinvestimento vai em linha com estratégia de venda de ativos "non-core" da empresa, o que é positivo dado que pode ajudar a melhorar o ROIC (Retorno sobre Capital Investido), avaliaram os analistas do BTG Pactual. No entanto, eles acreditam que uma operação envolvendo companhia e controlador pode gerar dúvidas e preocupações, ainda mais por não se ter conhecimento do valuation implícito.

O banco segue com recomendação de compra para a ação, acreditando que a empresa continua sendo um veículo bom e barato para surfar momento do setor de bovinos no Brasil. 

10h15: Cielo (CIEL3, R$ 29,89, -2,03%)
As ações Cielo afundam pelo 3° pregão, quando acumulando queda de 9,5% no período. Com a derrocada, os papéis renovaram hoje mínima de outubro de 2014. No menor patamar desta sessão, as ações eram cotadas a R$ 29,76, queda de 2,46%. 

No radar da empresa, a venda da processadora de pagamentos eletrônicos Elavon. Juntamente com o Citi, que já demonstra interesse em vender seus 49% na empresa, a US Bancorp (controlador da Elavon, com 51%) também venderia sua participação, segundo reportagem da Reuters.

O que poderia atrapalhar o negócio seria o posicionamento do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Segundo as duas fontes, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) teria levantado questões sobre possíveis entraves à concorrência com a venda da Elavon, o que estaria atrasando o fechamento da transação. Procurado, o Cade disse que "não comenta uma operação até que o edital referente ao ato de concentração" seja publicado no Diário Oficial da União.

Diante das expectativas de que o negócio seja fechado, o BTG Pactual disse que acredita que as ações da Cielo devem seguir pressionadas no curto prazo. 

10h10: Commodities
Os papéis de empresas voltadas a commodities afundam nesta quinta-feira vermelha no mercado. As ações da Petrobras (PETR3, R$ 5,91, -3,43%; PETR4, R$ 4,17, -3,02%) seguem o forte movimento negativo da véspera, em meio à queda do petróleo. Neste momento, o petróleo Brent registrava desvalorização de 1,75%, a US$ 30,30 o barril. 

No mesmo sentido, os papéis da mineradora Vale (VALE3, R$ 9,95, -2,45%; VALE5, R$ 7,47, -3,36%), Bradespar (BRAP4, R$ 3,51, -2,23%) - holding que detém participação na Vale - e as siderúrgicas Gerdau (GGBR4, R$ 4,12, -2,14%), Usiminas (USIM5, R$ 0,96, -1,03%) e CSN (CSNA3, R$ 4,27, -2,07%) também caíam forte em dia de "sell-off" global. 

Sobre a Petrobras, a companhia está vendendo diversos de seus ativos, quer sair do setor elétrico  e colocou à venda suas 21 usinas térmicas, gasodutos e terminais de regaseificação, por onde chega em forma líquida o gás importado em navios, segundo informa o jornal O Estado de S. Paulo. A conclusão do negócio esbarra, porém, em questões regulatórias, segundo um executivo de uma grande empresa do setor elétrico que quer comprar ativos.

O plano geral da Petrobras de venda de ativos para reforçar o caixa pretende arrecadar, no total, US$ 57,7 bilhões (o equivalente a cerca de R$ 225 bilhões). Mas, até agora, a empresa só conseguiu se desfazer de 49% de uma de suas subsidiárias, a Gaspetro, de distribuição de gás, por R$ 1,9 bilhão. Ainda estão sendo negociadas parcerias na BR Distribuidora, concessões para a exploração e produção de petróleo e gás, uma fatia da petroquímica Braskem, fábricas de fertilizantes, terminais, dutos e navios, além das usinas.

Além disso, o Ministério Público argentino denunciou nesta quarta-feira, 10, um ex-ministro suspeito de pagar propina para que uma empresa da Petrobras Argentina fosse vendida em 2007 a uma companhia alinhada ao kirchnerismo, em um desdobramento internacional da apuração da Operação Lava Jato. A acusação contra Julio de Vido, titular da pasta de Planejamento no governo de Cristina Kirchner (2007-2015), partiu de declarações do delator e ex-diretor da multinacional brasileira Nestor Cerveró à Procuradoria-Geral da República. 

Já no setor siderúrgico, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, em meio à forte queda dos títulos da Usiminas, o investidor no papel avalia que há sinais de reestruturação da companhia. Os títulos de dívida da companhia negociados no exterior caíram para 27% do valor de face na terça-feira (não houve transação com o papel nesta quarta-feira, 10), o que representa uma queda de quase a metade do preço praticado há 15 dias. Embora o volume de papéis da Usiminas disponíveis no mercado e a liquidez sejam pequenos, o nível dos preços desses títulos sinaliza uma reestruturação ou calote da dívida da empresa, destaca o jornal. 

Um eventual pedido de recuperação judicial pela Usiminas vem, cada vez mais, sendo tratado como possibilidade, já que os controladores da siderúrgica mineira – a ítalo-argentina Ternium e a japonesa Nippon Steel – descartam injetar capital na companhia, destaca o jornal. A companhia, ao mesmo tempo, enfrenta dificuldades para gerar caixa e tem poucos ativos disponíveis para vender. 

10h05: JBS (JBSS3, R$ 10,09, -2,70%)
As ações da JBS caem pelo terceiro dia, em meio à preocupação do mercado sobre o balanço da companhia no 4° trimestre. Ontem, sua subsidiária Pilgrim's reportou resultado fraco no período, abaixo do consenso do mercado, trazendo temor sobre os números da JBS.  

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