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Itaú Unibanco tem lucro menor que o esperado, mas analistas não estão preocupados

Lucro líquido gerencial em R$ 6,5 milhões veio quase 2% abaixo do consenso do mercado  

Itaú Unibanco
(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Itaú Unibanco (ITUB4) divulgou na última segunda-feira (4) seu resultado financeiro referente ao quarto trimestre de 2018. Os números vieram consideravelmente (1,8%) abaixo da expectativa consensual entre analistas, mas o mercado ainda está confiante na capacidade do maior banco do país para 2019.

O lucro líquido recorrente em R$ 6,5 milhões corresponde a crescimento tímido de 0,4% trimestralmente e 3,1% na comparação anual. A margem financeira caiu 0,2% em relação ao trimestre anterior, encerrando o ano com alta de 0,8% ante 2017. Para 2018 como um todo, o lucro líquido recorrente cresceu 3,4% ante o ano anterior: R$ 25,73 milhões.

A diferença entre a expectativa e a realidade “pode ser atribuída a despesas administrativas um pouco mais altas e resultados piores no segmento de seguros”, destacou o Credit Suisse nesta manhã. As despesas gerais administrativas vieram em R$ 57,5 bilhões em 2018.

A carteira de crédito, grande aposta dos analistas antes do balanço, cresceu menos que o esperado (6,1% no ano). Para 2019, o banco espera crescimento bem mais robusto, entre 8% e 11% de expansão, puxado por pequenas e médias empresas e pessoa física. Isso reflete o sentimento geral de perspectiva de melhora nesta frente.

Para analistas da XP Investimentos, o resultado foi “tímido, mas seguimos confiantes para 2019”. O analista André Martins cita como principal destaque positivo a receita de serviços, com crescimento de 6,5%.

Perspectivas para 2019

Em entrevista nesta terça-feira, o CEO do Itaú, Candido Bracher, disse esperar retorno consolidado de 24% neste ano. "Temos planos vigorosos de crescimento de carteira", disse o executivo. 

“Vemos o Itaú como uma história atrativa para 2019, com promissora perspectiva de crescimento de lucros e características defensivas relevantes”, diz o Martins, citando diversificação na América Latina (sem grande dependência de um cenário positivo para o Brasil), dividendos, e excesso de capital. Vale lembrar que o banco anunciou pagamento de R$ 22,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) no ano.

O próprio Itaú lucro de aproximadamente R$ 29 bilhões no geral para 2019, o que implicaria um crescimento de lucro por ação (EPS, na sigla em inglês) superior a 12%.

Para a Rico, é possível que a ação da empresa tenha uma reação negativa de imediato “pelo resultado relativo” na comparação com concorrentes. “O Bradesco empolgou muito mais e o BB ainda soltará o balanço”, explica o analista Thiago Salomão. Além disso, o Brasil Plural lembra que o primeiro trimestre tende a ser fraco para instituições financeiras por questões sazonais.

“Mas para o longo prazo o Itaú segue sendo uma ótima opção pela sua resiliência e distribuição recorrente de balanços”, conclui.

XP, Brasil Plural e Credit Suisse têm recomendação de compra para a ação negociada na bolsa brasileira, com preço-alvo entre R$ 45,00 e R$ 48,60 para 2019. O Bradesco BBI tem recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 38,00. A ação fechou o pregão de segunda-feira, antes da divulgação do balanço, em R$ 39,69.

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