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“Incorporação imobiliária é como o Brasil: não é para amadores”, diz diretor da Eztec

O diretor financeiro e de relações com investidores da Eztec, Emilio Fugazza, falou sobre o crescimento da empresa e os desafios da incorporação no programa "Imóveis"

SÃO PAULO – Fazer a incorporação de grandes projetos imobiliários é uma tarefa complexa, que envolve uma série de riscos e precisa de muito planejamento. Caso contrário, a chance de prejuízos é muito grande, aponta o diretor financeiro e de relações com investidores da Eztec, Emilio Fugazza.

“Um recado para novos incorporadores, que acham que basta comprar um terreno, aprovar o projeto e lançar, que vai dar tudo certo. Não é bem assim. O setor tem uma série de riscos que são difíceis de mensurar e você só compreende quando passa por todos eles. A incorporação de imóveis é como o Brasil. Não é para amadores”, disse Fugazza, em entrevista a Ricardo Reis, estruturador de negócios e fundos imobiliários, durante o programa “Imóveis”.

Por conta de todo risco que a atividade de incorporação proporciona, o executivo afirma que as empresas precisam trabalhar com uma margem elevada – caso contrário, é difícil passar pelos momentos de crise.

“Ter uma boa margem é absolutamente necessário. A nossa margem bruta chegou a média de 50% entre 2012 e 2016. Com isso conseguimos margem líquida de 40%. Queimamos um pouco dessa gordura, e hoje temos uma margem bruta mais próxima de 40% - com margem líquida de cerca de 30%”, disse Fugazza.

O executivo lembrou que o ciclo de incorporação dura em média 7 anos. “Você tem o período que semeia e aquele que você colhe.  Nesses 7 anos, muda o presidente, o prefeito, o governador. Os ciclos de político-econômicos podem ser absolutamente distintos. Então o custo de capital pode aumentar sobremaneira”, destacou.

 

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