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Preço de aluguel de imóveis comerciais encerra 2013 com queda de 12,3%

O preço pedido médio de locação, considerando empreendimentos comerciais de oito capitais do Brasil, aumentou em quatro e diminui nas restantes

SÃO PAULO - O preço médio da locação de empreendimentos Classe A no Brasil apresentou variação negativa de 12,3% no quarto trimestre de 2013, ante o mesmo período de 2012.

De acordo com o estudo da Cushman & Wakefield, o preço da locação, considerando empreendimentos comerciais de oito capitais do Brasil, aumentou em quatro delas e diminui nas restantes.

Enquanto em Salvador, Rio de Janeiro e Brasília, os preços cresceram 10%, 9% e 2,7%, respectivamente, as maiores variações negativas ficaram por conta de Vitória (10%), Recife (6,9%) e São Paulo (8,8%). As médias mais altas ainda se encontram no Rio de Janeiro (R$ 142,6 por metro quadrado ao mês), São Paulo (R$ 110) e Brasília (R$ 107,1).

Em relação ao terceiro trimestre de 2013, o valor médio no País praticamente se manteve estável, passando de R$ 107,8 para R$ 108,4 por metro quadrado ao mês.

São Paulo
O valor médio pedido de locação na cidade de São Paulo também mostrou uma tendência de redução durante o ano de 2013, atingindo R$ 125,2 por metro quadrado ao mês, uma variação negativa de 6,2% quando comparada aos R$ 133,5 por metro quadrado do trimestre anterior. Comparado ao quarto trimestre de 2012 o valor médio pedido caiu 14,5%.

Os valores pedidos de locação mais altos no período foram encontrados nas regiões Faria Lima e Paulista (R$ 200,0/m²/mês), seguido do Itaim (R$ 175,0/m²/mês), Vila Olímpia (R$ 170,0/m²/mês), Marginal Pinheiros (R$ 135,0/m²/mês) e Berrini (R$ 125,0/m²/mês).

Já as variações negativas foram registradas na Vila Olímpia (5%), Berrini e Marginal Pinheiros (4%) e Paulista (1,5%). Segundo o estudo, as quedas podem ser explicadas, principalmente, pelo novo estoque entregue nestas regiões.

Perspectivas
Segundo o relatório, a expectativa é de uma acomodação de preços de locação no País, podendo haver pequena redução em alguns casos. “Vale certa atenção com a contínua entrega de novo estoque, aumentando ainda mais a oferta já existente em algumas regiões do Brasil, como São Paulo (notoriamente nas regiões da Berrini, Vila Olímpia, Faria Lima e Itaim).”

 

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