Em imoveis

Atraso na obra respondeu por 70% das reclamações contra construtoras em 2012

No geral, em 2012, houve um aumento de 25% nas reclamações de mutuários de São Paulo e região contra construtoras de imóveis residenciais

prédio em construção - construtoras - imóveis
(Getty Images)

SÃO PAULO – Morar de favor, não ter onde guardar os móveis e eletrodomésticos, além de ter que pagar parcelas relativas à obra, que não estavam previstas, são apenas alguns dos transtornos que a promotora de negócios Bruna Chiavegatto está enfrentando por conta do atraso na entrega de seu apartamento. 

Segundo Bruna, o imóvel, localizado no bairro de Nova Petrópolis na cidade paulista de São Bernardo do Campo, deveria ter sido entregue há dez meses. “E o pior é que a construtora não presta nenhum tipo de esclarecimento ou assistência”, diz. 

De acordo com a Amspa (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências), a promotora não está sozinha. No ano passado, 70% das queixas de compradores de imóveis contra construtoras diziam respeito ao atraso na entrega da obra, em seguida apareciam as taxas SATI (15%), corretagem (10%) e problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (5%). 

“Muitos mutuários, que chegam na associação relatando problemas sobre o não cumprimento da entrega do imóvel , descobrem que também pagaram taxas abusivas”, afirma o presidente da Associação, Marco Aurélio Luz. 

Reclamações
No geral, em 2012, foram registradas em São Paulo e adjacências 2.748 reclamações de mutuários contra construtoras de imóveis residenciais, um aumento de 25% em relação a 2011. Desse total, 46% dos reclamantes deram entrada na Justiça, o que equivale a uma alta de 32,4% nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário.

Para quem enfrenta problemas com construtoras a Amspa orienta primeiramente tentar um acordo com a construtora, caso não haja solução, a alternativa é procurar a Justiça.

Vale lembrar, que é importante atentar aos prazos para recorrer ao poder judiciário, visto que consumidores lesados quanto às taxas abusivas têm até três anos, após o pagamento total do imóvel para reclamar em juízo; já nas situações de atraso da obra, o tempo para recorrer na Justiça é de até cinco anos, a partir da entrega das chaves ou expedição do “Habite-se”.

 

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