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Fundos imobiliários: retorno anual só com dividendos cresce para 8% até junho

Nos últimos 12 meses, 61 fundos listados na Bolsa entregaram retorno com dividendos acima da média

Imóveis
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Os retornos pagos aos investidores de fundos imobiliários listados em Bolsa voltaram a crescer em junho. Conforme levantamento elaborado pelo InfoMoney com base em dados da Economatica, o retorno médio gerado apenas pelos dividendos pagos pelos FIIs nos últimos 12 meses subiu de 7,43%, em maio, para 8,03%, em junho.

Na comparação com o CDI, referencial das aplicações conservadoras que acumula variação de 6,35% no último ano, 92 de 116 fundos (79,3%) com cotas negociadas na B3 entregaram dividend yield maior. Em maio, a amostra com retorno acima do CDI havia sido de 70%.

Os fundos imobiliários têm entre os principais benefícios a isenção de Imposto de Renda sobre os dividendos distribuídos, por isso a análise do dividend yield é tão relevante. O instrumento garante ao cotista uma renda periódica, já que os fundos são obrigados a distribuir 95% dos resultados do semestre aos investidores, logo, o provento funciona como uma “renda perio´dica”.

Confira a seguir os dez fundos com maior retorno com dividendos no intervalo avaliado. Na comparação com os dados até maio, os fundos Rio Bravo Crédito Imobiliário I e Hedge TOP FOFII entraram no lugar de Fator Verità (que ficou na 11ª posição em junho) e Kinea Real Estate. Vale lembrar que os dados são um retrato do mercado e não são garantia de retorno futuro.

Fundos imobiliários com os maiores dividend yields
Fundo Código Dividend yield em 12 meses até 28/06/2019
BC Fund BRCR11 17,78%
RB Capital Desenvolvimento Residencial II RBDS11 17,52%
BB FII Progressivo BBFI11B 14,38%
General Shopping Ativo e Renda FIGS11 13,97%
Rio Bravo Crédito Imobiliário I RBCB11 13,30%
 UBS (Br) Recebíveis Imobiliários UBSR11 12,75%
Edifício Almirante Barroso FAMB11B 12,10%
Habitat I HBTT11 11,99%
Polo FII II PORD11 11,81%
CDI   6,35%
Ifix   24,41%

Fonte: Economatica

A seletividade importa

O sócio fundador da Liberta Investimentos, Alexandre Wolwacz, conhecido no mercado como "Stormer", conta que o público da assessoria está cada vez mais atento aos fundos imobiliários, mas ressalta a importância de uma boa seleção de ativos.

“Aos poucos, as pessoas estão amadurecendo para a ideia e no que consiste um fundo imobiliário”, diz, colocando como pano de fundo a queda das taxas de juros e uma visão de reaquecimento da economia.

Dentre os setores, contudo, ele vê diferenças. Na lista dos FIIs com os maiores dividend yield até junho, há uma boa diversidade, com fundos de lajes, agências bancárias, shopping, crédito e até um fundo de fundos.

Ainda que o BB FII Progressivo esteja no grupo, por exemplo, Stormer recomenda cautela com fundos de agências, já que os bancos vêm reduzindo o número de agências físicas. O mesmo vale para fundos de crédito que, diante de uma queda das taxas, têm conseguido distribuir bons proventos (quatro dos dez FIIs com maiores retornos com dividendos têm foco em recebíveis), mas tendem a se enfraquecer.

“Começamos a perceber que esses fundos de crédito passam a carregar um pouco mais de risco no momento. Não temos como perspectiva a manutenção das taxas observadas, seria muita ingenuidade”, diz o sócio da Libertas, ressaltando que a assessoria tem indicado aos clientes a diminuição da exposição a esse tipo de fundo.

A preferência recai sobre os principais fundos do mercado, focados em lajes comerciais, mas há também boas sinalizações partindo de fundos de logística, shopping e até fundos de fundos. A orientação ao investidor é buscar a diversificação, com uma carteira de quatro a seis FIIs, preferencialmente em setores diferentes.

Embora faça a ressalva de que o mercado imobiliário ainda não se reaqueceu, Leandro Santiago, sócio fundador da Habitus investimentos, também nota uma demanda maior de interesse pelos fundos imobiliários em seu escritório, ao permitirem ao investidor diversificar de forma mais eficiente o patrimônio no segmento.

“Mediante o cenário de queda de juros, o cliente tem maior aceitação a risco. Os fundos imobiliários são uma boa alternativa para quem tem um perfil mais conservador, mas que já entendeu que vai ser necessário ficar mais exposto, sair da zona de conforto”, diz.

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