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Fundos imobiliários já subiram demais? Gestores ainda veem oportunidades e apontam setores preferidos

Otimistas, RBR Asset Management e Vinci Partners destacam setor de escritórios como o mais atrativo no momento atual

Fundos imobiliários
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Com a taxa básica de juros brasileira no menor patamar histórico e o mercado financeiro esperando novos cortes já neste mês de julho, os fundos imobiliários têm se destacado no portfólio dos investidores, com ganhos de 11,67% de seu referencial, o Ifix, no primeiro semestre, ante alta de 14,88% do Ibovespa e variação de 3,07% do CDI no mesmo período. A alta, porém, ainda é pequena quando comparada com a esperada por gestores de FIIs.

Em painel realizado na última sexta-feira na Expert XP 2019, Ricardo Almendra, CEO da RBR Asset Management, ressaltou que a atratividade dos fundos imobiliários ainda não está totalmente precificada: “Vemos uma pernada de 20% a 30% de alta das cotas de FIIs em um cenário benigno de reformas.”

Leandro Bousquet, sócio e responsável pela área de real estate da Vinci Partners, compartilha da opinião de Almendra e vê oportunidade para um dividend yield ainda mais alto no segmento.

Os melhores segmentos para investir

Com uma classificação dos fundos imobiliários listados em Bolsa como ativos híbridos, com características de renda fixa e de renda variável, o gestor da RBR destaca a importância de se analisar primeiro o ativo e suas características, como liquidez e localização, para depois colocar o dividend yield a ser pago na balança. “Um bom dividendo é consequência”, afirmou.

Dentre os setores mais atrativos no momento, os gestores destacam o de escritórios, em especial os localizados na cidade de São Paulo.

“O preço do aluguel de escritórios vai subir muito independentemente de o Brasil ir bem ou não tão bem”, afirmou Almendra. Segundo ele, o cenário atual permite esperar uma valorização de 30% a 40% de imóveis em regiões nobres, como Vila Olímpia, Itaim, Faria Lima e avenida Paulista. Tanto no curto como no longo prazo, escritórios são o call “mais óbvio”, diz Bousquet.

Em segundo lugar na lista de preferências estão os galpões logísticos, que têm apresentado expansão por conta do crescimento do comércio eletrônico. “Mas é preciso estar mais atento ao investir, porque os ciclos são mais curtos”, alerta o sócio da Vinci.

A terceira principal aposta recai sobre shopping centers, classe que responde mais rapidamente ao crescimento da atividade econômica, seja pelo aumento do consumo como pelo dos estacionamentos ou outros serviços. O gestor lembra que tais contratos contam com um percentual variável, atrelado às vendas dos lojistas, o que tende a ser benéfico aos investidores em um cenário de retomada do consumo.

Justamente por conta de uma maior dependência de fatores econômicos, o sócio da Vinci afirma não esperar um crescimento muito acelerado dos fundos imobiliários de shopping no curto prazo, mas diz ver boas oportunidades para aquisição de olho no médio prazo.

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