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Como a sorte e a aleatoriedade podem afetar o rendimento dos seus fundos imobiliários

Rodrigo Cardoso, fundador do site Clube FII, foi o convidado  desta semana do  programa "Fundos Imobiliários", apresentado pelo professor do InfoMoney e especialista em fundos imobiliários Arthur Vieira de Moraes

SÃO PAULO – Os fundos imobiliários são ativos cada vez mais populares e procurados por pessoas que querem exposição ao mercado de imóveis de qualidade - como grandes escritórios, shoppings centers e galpões de logística -  mesmo tendo pouco poucos recursos para aplicar.

Mas como qualquer ativo financeiro, existem riscos e o investidor pode ter surpresas negativas: mesmo nos casos de bons fundos, com imóveis bem localizados e baixa desocupação, algum imprevisto pode fazer com que a distribuição de rendimentos seja penalizada e as cotas percam valor na bolsa de valores.

“Às vezes, mesmo que você faça todas as análises necessárias, o resultado do fundo pode ser ruim no curto e até mesmo no médio e no longo prazo. O investidor se pergunta onde errou e acha que deveria ter estudado mais. Mas isso pode se tratar de aleatoriedade”, disse o fundador do site Clube FII, Rodrigo Cardoso.

Cardoso foi o convidado  desta semana do  programa “Fundos Imobiliários”, apresentado pelo professor do InfoMoney e especialista em fundos imobiliários Arthur Vieira de Moraes. Para falar de aleatoriedade, ele usou um exemplo hipotético de duas torres idênticas (A e B), localizadas no mesmo terreno, e cada uma representando um fundo imobiliário.

“Imagine que as duas ficaram prontas no mesmo momento e têm a mesma ABL (área bruta locável). A partir do momento que esses fundos fizerem IPO na bolsa, não há nenhum estudo que mostre qual terá o melhor resultado. Aí que entra a sorte e a aleatoriedade”, explicou. “Uma torre pode ter todos os andares alugados de uma vez para um único inquilino.  A outra pode ter cinco, dez inquilinos diferentes. Uma pode ter mais contratos atípicos. Outra menos. Não há como prever”, continuou.

Para mitigar os efeitos da aleatoriedade, Cardoso explicou que o investidor deve sempre focar as aplicações no longo prazo, além de diversificar a carteira de fundos imobiliários. “No longo prazo os desempenhos tendem a convergir. O resultado destas duas torres tende a ser mais parecido em um período maior de tempo, acima de 10 anos”, disse.

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