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Pânico nos fundos imobiliários? Especialista compara FIIs com ações e Tesouro - e explica como investir melhor

"Não é razoável que nenhum ativo no mundo valorize 30% ao ano", diz especialista

SÃO PAULO - "Não é razoável que nenhum ativo no mundo valorize 30% ao ano", comentou Arthur Vieira de Moraes, professor do InfoMoney Educação, no programa Fundos Imobiliários da sexta-feira da semana passada (25). Nesta sexta-feira (1), o especialista destrincha a queda recente e explica por que os investidores não precisam entrar em pânico com a queda de 6,5% do IFIX nos últimos dois meses.

No programa, que está disponível por completo no player acima, ele compara os mercados de ações, títulos públicos do Tesouro Direto e os fundos de investimentos imobiliários. Cada um deles tem suas particularidades, e o professor explica quais os fatores mais importantes para se levar em conta no momento de optar pelos FII.

Segundo ele, investidor que comprou cotas de fundos por conhecer e confiar nos gestores e descobriu uma boa oportunidade de diversificação de portfólio pode ficar tranquilo. "É do mercado. Às vezes sobe, às vezes cai, mas o argumento permanece", diz. "Se o fundamento mudar, aí é hora de pensar em vender". 

"Se você investiu só por causa da alta nos últimos anos, saiba que não é viável subir assim para sempre", diz. Ele mostra que o IFIX subiu quase 80% antes de cair 6,5%. Isso não significa que a queda foi pouca, mas que se trata de uma queda absolutamente normal. 

Assim como as ações, há algo palpável por trás de qualquer fundo imobiliário. Não é exatamente uma empresa, mas sim um patrimônio: se, para comprar uma ação, é preciso conhecer a empresa, o mesmo vale para os FIIs e os imóveis relacionados. 

Ainda assim, é válido lembrar que o IFIX tende a ter volatilidade muito menor que o Ibovespa. Em termos de risco-retorno, investir em fundos imobiliários tende a ser mais vantajoso que se arriscar em ações. "Se você nunca investiu em renda variável, comece com fundos imobiliários", sugere o professor. 

Na comparação com o Tesouro IPCA (ou NTN-B), que remunera inflação mais uma taxa prefixada, é possível observar um movimento de correlação negativa: quando o yield da NTN-B cai, o IFIX sobe em taxas semelhantes. "À medida que o yield do NTN-B sobe, o preço dos FIIs caem, para haver uma equivalência: o que tem mais risco tem que render mais".

Arthur lembra também que fundos imobiliários são excelentes alternativas para diversificar portfólio - se o investidor se assustou demais com a queda recente, pode ser um sinal de que sua carteira está dependente demais de uma única espécie de ativo. "É melhor ter um pouco mais de parcimônia e ter consistência no longo prazo". Em outras palavras: não é possível prever as quedas, mas é razoável prever que haverá imprevistos ao longo da jornada: "imprevistos não são imprevisíveis", diz.

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