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Fundos imobiliários 'patinam' na bolsa no início de 2013

Desde o começo do ano, o Ifix acumula queda de 1,53% (até última terça-feira - 30)

Eldorado Business Tower - prédio
(Rodrigo Paiva)

SÃO PAULO – Os fundos imobiliários, que registraram altas expressivas nos últimos anos, enfrentam queda na bolsa no início de 2013.  O Ifix, índice da BM&FBovespa que mede o desempenho destes fundos foi criado apenas em 2012, mas no seu ano de estreia apresentou forte alta: 35%. No entanto, 2013 começou diferente para os investidores destes fundos.

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Desde o começo do ano, o índice acumula queda de 1,53% (até última terça-feira – 30). Somente no mês de abril, a queda foi de 1,90%. Para os gestores da Rio Bravo Investimentos, a forte alta dos fundos nos últimos anos foi resultado de uma combinação de fatores: a redução da taxa básica de juros, a melhoria da taxa de emprego, o aumento real da renda e da flexibilização do crédito imobiliário. No entanto, alguns destes gatilhos já não estão mais presentes para impulsionar uma alta expressiva dos fundos este ano.

A Selic (taxa básicia de juros), por exemplo, parou de cair no final do ano passado e o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) optou por elevar a taxa em 0,25 ponto percentual, para 7,5% ao ano na última reunião - a autoridade monetária também já indicou que pode continuar subindo os juros para combater o avanço da inflação. Com os juros mais altos, a tendência é que os investidores prefiram aplicações mais conservadoras, atreladas às Selic, o que pode causar uma desvalorização dos fundos imobiliários. 

“Parece-nos que o período de rendimentos relativamente fáceis e generalizados dos fundos imobiliários tenha se encerrado, e os investidores e gestores precisam ser cada vez mais cautelosos e criteriosos na análise de investimentos. Está mais difícil encontrar excelentes oportunidades e bons ativos a preços razoáveis”, diz a gestora, em carta aos cotistas enviada no mês de abril.

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Os analistas da Inva Capital também comentaram sobre a queda de rendimento dos fundos imobiliários no relatório de abril. “A lua de mel do mercado com os fundos imobiliários acabou”, diz a carta assinada pelo analista Raphael Cordeiro.

No entanto, para os gestores da Rio Bravo, esta queda de rentabilidade não quer dizer que os fundos imobiliários devem ficar fora do portólio dos investidores, apenas que é necessário analisar com bastante cuidado antes de comprar. “Retornos passados não são garantia de perpetuidade do investimento e os fundos imobiliários devem ser vistos como investimentos de longo prazo”, dizem.

A gestora fez um levantamento da performance dos fundos no primeiro trimestre do ano. Dos 72 fundos analisados, 5 registraram rentabilidade igual ou maior do que 10%, enquanto 26 tiveram rendimentos entre 0% e 5%, conforme a tabela a seguir:

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