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Fundo que investe em agências do BB movimenta quase meio bilhão de reais em 4 dias

O fundo estreou na bolsa no último dia 12, com um volume de negócios de R$ 366 milhões

agência Banco do Brasil 2
(Divulgação)

SÃO PAULO – O fundo imobiliário BB Progressivo II (BBPO11), que investe em agências do Banco do Brasil, já movimentou R$ 464 milhões em apenas 4 dias de negociações na BM&FBovespa. O fundo estreou na bolsa no último dia 12, com um volume de negócios de R$ 366 milhões. No dia seguinte, a negociação atingiu a marca de R$ 56 milhões e na última sexta-feira movimentou mais R$ 30 milhões, conforme a tabela a seguir:

BB Progressivo II
DiaVolume  Valorização 
*InfoMoney
12/12 R$ 366,3 M 18,7%
13/12 R$ 56,2 M -1,43%
14/12 R$ 29,9 M -0,26%
17/12 R$ 11,5 M -0,47%

Para efeito de comparação, um dos fundos imobiliários mais líquidos da bolsa, o BTG Pactual Corporate Office, ou BC Fund, como é conhecido no mercado, movimentou nos mesmos quatro dias R$ 11,9 milhões. “O valor da emissão de R$ 1,6 bilhão pode explicar este grande volume nos primeiros dias. Muita gente entrou nesta oferta, então é natural que a movimentação seja grande no começo”, aponta o advogado e especialista em fundos imobiliários, Arthur Vieira de Moraes.

No primeiro dia, com uma valorização de quase 20%, muitos investidores aproveitaram para vender as cotas que reservaram, ajudando a aumentar a liquidez. “A expectativa de retorno é de 9% ao ano. O investidor teve a possibilidade de ter um retorno equivalente a 2 anos em apenas um dia, então é natural que muita gente quisesse vender”, explica Moraes. “Mas muitos investidores também optaram por permanecer com as cotas para o longo prazo, que é o mais comum no caso dos FIIs”, continua o especialista.

Procura elevada
A procura pelo fundo imobiliário foi bastante elevada desde o início da oferta pública de emissão de cotas. No total, 46.373 investidores pessoa física participaram da oferta inicial, reservando um total de R$ 1,3 bilhão (o total da oferta, incluindo os institucionais, foi de R$ 1,6 bilhão).

Para se ter uma ideia do alcance da emissão, até o final de outubro deste ano, 58.460 pessoas investiam em fundos imobiliários no país. Um mês depois, este número saltou para 96.231 investidores, um crescimento de 65%. É importante lembrar que no mesmo período também foi lançado um fundo que investe em agências da Caixa, mas com uma emissão menor (R$ 405 milhões).

“Muita gente investiu pela primeira vez neste fundo do BB. É importante que estas pessoas saibam que existem outros setores que também valem a pena investir e aprofundem mais seu conhecimento sobre este investimento que está crescendo no país”, diz Moraes.

Riscos
O investidor que comprou ou pretende comprar cotas do fundo, como em qualquer outro investimento, deve se atentar para os riscos. No caso do fundo do que investe em agências e prédios comerciais usados pelo Banco do Brasil, um dos riscos é do inquilino ser o mesmo em todas as locações – o próprio Banco do Brasil. Apesar do risco de crédito do BB ser muito pequeno (comparado por muitos ao próprio risco Brasil), ele existe.

Além disso, também existe o risco dos imóveis terem algum tipo de problema e precisarem de manutenção, por exemplo. “O investidor deve se atentar a isso antes de comprar”, conclui Moraes.

 

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