Em gerdau

Gerdau é "dupla oportunidade" para lucrar nos próximos 2 ou 3 anos na bolsa

Difícil entender por que a Gerdau está com performance tão fraca nos últimos meses

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(Peter Andrews/Reuters)

SÃO PAULO – “Beneficiária-chave” das perspectivas eleitorais, segundo analistas, a ação da siderúrgica Gerdau é oportunidade dupla para os próximos dois anos na bolsa. Dupla porque, além do potencial para o futuro, a ação está “atrasada” na realização dos ganhos dos últimos tempos.

O crescimento do candidato à presidência Jair Bolsonaro já gerou resultado para as duas empresas do mesmo setor na bolsa brasileira – mas a GGBR segue estagnada. Do início de setembro para cá, o papel da Usiminas saltou 25%; CSN, concorrente de menor semelhança, subiu 12%, enquanto a Gerdau ficou no zero a zero.

Para Thiago Salomão, analista responsável pela carteira InfoMoney, agora é o momento de focar em ações arriscadas – caso da Gerdau. “Isso a transforma em um ‘call eleitoral’ que ficou para trás nas últimas semanas”, explica. O papel faz parte da Carteira Infomoney. Para seguir as recomendações em tempo real clique aqui.

Parte dos motivos para o papel da siderúrgica ter estagnado podem estar relacionados ao fato de que a empresa tem boa parte da produção fora do país, de acordo com Salomão.

Em outra frente, existe o foco em aço liga, amplamente utilizado na Construção Civil, setor ainda muito machucado pela crise. Enquanto isso, a Usiminas vende mais para indústrias de linha branca e automóveis, cujos efeitos da crise amenizam mais rapidamente - por isso a performance melhor.

“O cenário externo segue bem balanceado”, escreveram analistas do BTG Pactual em relatório sobre a empresa. Eles mencionam que a empresa está rodando a 70% da capacidade no Brasil - o que abre espaço para alavancagem operacional no futuro -, e lembram que o potencial de negociação de preços está fraco agora, mas deve aumentar conforme a indústria entre nos eixos.

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Vale lembrar que a construção civil está entre os setores mais entusiastas com uma eventual eleição de Bolsonaro. Em evento recente organizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras (ABRAINC), representantes da indústria se posicionaram veementemente a favor de um plano de governo que leve adiante a lei dos distratos e medidas como as reformas da previdência. O mercado tem vendido a ideia de que o programa do candidato do PSL está mais inclinado a agir desta maneira.

Enquanto isso, a tendência para as operações nos EUA é positiva dada a demanda consistente, a queda nas importações, o maior poder de preço e as margens mais altas. Lá, as operações da Gerdau estão no azul.

O BTG estima Ebitda na casa dos R$ 2 bilhões para o terceiro trimestre. A margem Ebitda deve vir acima de 20% no Brasil e cerca de 10% nos EUA, de acordo com a mesma análise. O banco recomenda compra para a ação da empresa e vê valorização pelos próximos 2 ou 3 anos.

 

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