Em gafisa

Gafisa sob pressão após saída de maior acionista

Confira uma linha do tempo de eventos que causaram a queda recente

Crash
(Shutterstock)

(Bloomberg) -- A Gafisa, uma vez alvo de aquisição pelo bilionário Sam Zell, está sendo negociada perto de sua mínima histórica depois que seu maior acionista jogou a toalha depois de um esforço frustrado que substituiu a diretoria da empresa e os principais executivos.

O GWI Group, controlado pelo investidor coreano Mu Hak You, alcançou uma participação de mais de 50 por cento das ações ordinárias da empresa em janeiro. As ações caíram cerca de 40% desde então, até que o GWI vendeu a maior parte de sua participação neste mês.

A seguir, uma linha do tempo de eventos que causaram a queda recente:

  • Início de 2018: O GWI tornou-se o maior acionista da Gafisa com 30% das ações ordinárias
  • Setembro de 2018: Todos membros do conselho da Gafisa foram removidos e novos foram nomeados em uma assembléia extraordinária de acionistas
    • O GWI também trocou o CEO, o diretor financeiro e o diretor de relações com investidores. Ana Maria Loureiro Recart assumiu as três posições
  • 17 de janeiro: Gafisa informou que vendas líquidas contratadas no 4T caíram 22% a/a
  • 22 de janeiro: GWI elevou participação para 50,2% das ações ordinárias. As ações fecharam a R$ 15,36 naquele dia
  • 11 de fevereiro: GWI disse que estava em conversas preliminares para vender uma participação total ou parcial
  • 14 de fevereiro: 14,6 mi de ações ordinárias da Gafisa ou 33,7% do total, foram vendidas em um leilão. As ação fecharam em R$ 9,40, 39% abaixo do preço de fechamento de 22 de janeiro
  • 15 de fevereiro: GWI informou redução da fatia para 7,7% das ações ordinárias; em 20 de fevereiro a empresa disse que sua participação agora é de 4,9%
  • 15 de fevereiro: A CVM abriu uma investigação sobre a divulgação de informações pela Gafisa
  • 16 de fevereiro: Um comunicado mostrou que a Planner Corretora de Valores e a Planner Redwood Asset Management detêm 18,5% das ações ordinárias e planejam fazer alterações na estrutura de gestão da empresa
  • NOTA: Planner teria adquirido participação na Gafisa em nome de um grupo de investidores. Planner preferiu não comentar.

A Gafisa já entrou e saiu do radar de Zell. Sua Equity International comprou 32% de participação por US$ 50 milhões em 2005, cerca de oito meses antes do IPO. Zell vendeu as ações em 2011, para fazer uma oferta preliminar de aquisição em 2012 com a GP Investments. A Gafisa rejeitou essa oferta.

Para contatar o editora responsável por esta notícia: Patricia Xavier, pbernardino1@bloomberg.net

Repórter da matéria original: Fabiola Moura em São Paulo, fdemoura@bloomberg.net

Para entrar em contato com os editores responsáveis: Nick Turner, nturner7@bloomberg.net, Will Daley, Catherine Larkin

©2019 Bloomberg L.P.

 

Tudo sobre:  Ações   GWI  

Contato