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Em fibria

Fusão entre Fibria e Suzano é aprovada pelo BNDES

Anúncio foi feito na noite desta quinta-feira (15) em comum acordo entre o banco de fomento e o Votorantim, dois controladores da Fibria; BNDESPar receberá uma parcela de R$ 8,5 bilhões em dinheiro mais ações da nova empresa, que já nascerá como a maior produtora de celulose do mundo

Fibria Celulose
(Sommer Salomão)

SÃO PAULO - O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) acaba de anunciar que aprovou a fusão entre Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB3). A operação dará origem à maior empresa de celulose do mundo e encerra uma novela de semanas sobre quem ficaria com a Fibria.

Segundo nota enviado pela assessoria do banco na noite desta quinta-feira (15), os dois acionistas controladores da Fibria - BNDESPar (braço de investimentos do BNDES) e Votorantim - aceitaram a proposta de consolidação das duas empresas. O BNDESPar receberá uma parcela de R$ 8,5 bilhões em dinheiro e outra parte em ações da nova companhia que será originada (veja íntegra do comunicado ao final da matéria).

Após anos de "paquera", a relação entre Suzano e Fibria esquentou nas últimas semanas depois que ambas revelaram estar em conversas preliminares sobre uma eventual união dos negócios. Contudo, nos últimos dias, empresas internacionais começaram a surgir como potenciais compradores da Fibria. A que chegou mais perto de atravessar o negócio foi a Paper Excellence, que enviou uma proposta oficial pela aquisição da Fibria. Ela inclusive teria elevado a oferta de compra de R$ 67 para R$ 71,50 por cada ação - os papéis FIBR3 fecharam o último pregão a R$ 71,56.

Íntegra do comunicado:

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio de sua subsidiária de participações acionárias, a BNDESPAR, aprovou a consolidação entre as empresas Suzano e Fibria. As negociações foram conduzidas em comum acordo com a Votorantim S/A, com quem a BNDESPAR compartilha o controle da Fibria. 

A operação consolida as duas maiores empresas de celulose do País, e transforma a companhia resultante na líder mundial em celulose de mercado. A composição da forma de pagamento ao BNDES concilia o recebimento de parte significativa em dinheiro, cerca de R$ 8,5 bilhões, e o recebimento de ações da companhia resultante, com a perspectiva de valorização a partir dos ganhos sinérgicos e de produtividade advindos da transação. 
A operação garantiu o fortalecimento do mercado de capitais, conforme a missão do BNDES, e manteve uma empresa aberta no mercado brasileiro. Também foram negociadas melhorias de governança, que incluem a aprovação de uma política de indicação de conselheiros independentes. A companhia resultante deverá, por contrato, manter, no mínimo, o mesmo padrão de responsabilidade socioambiental em que as duas empresas já eram referência. 
O processo negocial, de acordo com as melhores práticas de governança corporativa, também assegurou que os acionistas minoritários recebam dinheiro e ações nas mesmas condições dos controladores. 
A BNDESPAR seguirá com participação relevante empresa resultante, mas será minoritária. Dessa forma, o BNDES dá prosseguimento à sua estratégia corporativa, de monetização a preços adequados de participações societárias maduras em grandes empresas, permitindo a geração de caixa para novos investimentos em fundos de apoio a empresas startups e scale-ups, entre outras. 
A operação é inteiramente garantida por consórcio de bancos privados e sua conclusão está sujeita à aprovação de agências antitruste. 
Histórico – O fim das negociações encerra ciclo exitoso de participação da BNDESPAR na Fibria, que teve início em 2009, com aporte de capital para a criação da empresa resultante da combinação entre Votorantim Celulose e Papel e Aracruz Celulose. 
Desde então, a Fibria obteve resultados em diversas dimensões, desde o fortalecimento das práticas de governança — notadamente a migração para o Novo Mercado —, o robustecimento da sua estrutura de capital e a obtenção do grau de investimento. 
As ações prepararam a companhia para um ciclo de expansão que resultou no fortalecimento da indústria nacional de celulose e gerou aumento de exportações, com reflexos na balança comercial e na geração de empregos. 

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