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Embraer aceita proposta da Boeing e companhias criarão terceira empresa, diz O Globo; ação dispara

Segundo Miriam Leitão, a companhia que surgirá ficará encarregada da operação comercial da fabricante de aviões - o segmento será desenvolvido pelas duas

Embraer Legacy 500 China
(Divulgação)

SÃO PAULO - Segundo a colunista Miriam Leitão, do jornal O Globo, a Embraer (EMBR3) aceitou a segunda proposta da Boeing para o modelo de parceria entre as companhias. Assim, as duas criarão uma terceira empresa, que ficará encarregada da operação comercial da fabricante de aviões - o segmento será desenvolvido pelas duas. 

A parte militar do negócio, que travava a combinação entre as empresas, ficará de fora. Ela continuará sob o comando exclusivo do governo brasileiro. Minutos após a notícia, as ações saíram do território negativo e passaram a registrar fortes ganhos: às 11h01 (horário de Brasília), a alta dos papéis era de 4,90%, a R$ 21,39, chegando a 9,26% na máxima do dia. 

Em nota, a Embraer afirmou que as empresas têm mantido entendimentos, inclusive por meio de grupo de trabalho do qual o governo brasileiro participa, com vistas a avaliar possibilidades para combinação de negócios. Segundo a companhia, as partes envolvidas ainda estão analisando possibilidades de viabilização de uma combinação de seus negócios, que poderão incluir a criação de outras sociedades. A Embraer ainda reiterou que não há garantia de que a referida combinação de negócios venha a se concretizar. 

Torcendo por acordo
Ontem, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que o governo federal torcia para que a fabricante brasileira de aviões Embraer firmasse um acordo com a americana Boeing, desde que isso não implique em poder externo sobre a Embraer. As empresas discutem um acordo desde o ano passado. "(O governo) quer que dê certo, torce para dar certo. Eu inclusive me reuni com o diretor financeiro da Boeing e sua equipe e disse a ele: 'olha, encontre uma maneira, sejam criativos'", afirmou o ministro.

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Para Jungmann, é preciso criar um tipo de parceria que impeça que outro governo tenha poder sobre a Embraer, responsável por projetos do governo federal. "O nosso problema é que, se o controle passa para um terceiro país, as nossas decisões ficam subordinadas àquele país - por exemplo, ao Congresso americano. Se o Congresso americano amanhã decidir que não é de seu interesse o desenvolvimento de um reator nuclear ou o ciclo completo nuclear que a Marinha faz, se ele tem o controle da Embraer isso está rompido", disse.

"É uma parceria. Crie uma terceira empresa. Como nós fazemos isso? Não sei. Eu sei o que não pode (fazer). Nenhum país do mundo vende uma empresa estratégica de defesa. Não é por nacionalismo, ultra-nacionalismo ou qualquer tipo de preconceito com os americanos ou a Boeing. Nós apostamos que dê certo, mas temos um limite que remete a um projeto nacional autônomo, que é o limite que a gente impõe", continuou o ministro, completando que "a gente aposta nessa parceria porque o mercado aeronáutico global está mudando e é importante tanto para a Embraer como para a Boeing".

(Com Agência Estado)

 

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