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Na hora de programar a entrega das suas compras, previna-se

Para garantir bons preços, pessoas que estão montando uma casa optam por comprar agora e receber em até 12 meses

SÃO PAULO - Reformas e construções costumam, em grande parte das vezes, estourar o prazo de finalização do serviço. Por isso, comprar móveis ou eletrodomésticos acaba sendo uma tarefa bastante complicada, já que pedir para que as compras sejam entregues antes da pintura das paredes, por exemplo, pode dificultar o trabalho e até danificar os novos objetos.

No entanto, muitas pessoas optam por comprar as coisas antes do prazo de finalização da obra, seja para garantir um bom preço ou mesmo para não correr o risco de ficar sem o produto que tanto gostou. Por isso, atualmente, muitos comércios estão programando a entrega, que pode ser feita até um ano após a compra, sem custo adicional.

A solução - bastante interessante para os que querem realizar a compra, mesmo sem ter onde guardá-la - pode se tornar um péssimo negócio, caso alguns cuidados não sejam tomados.

Precauções
De acordo com Márcia Christina Oliveira, do Procon-SP, o agendamento de entrega deve ser muito bem pensado. Ela alerta para que, quando o negócio for fechado, o cliente peça que a nota fiscal discrimine totalmente o produto: marca, modelo, dimensões, prazo de entrega, quando é preciso entrar em contato e se o produto está guardado no estoque da loja, ou não. Outra dica da consultora é fazer o pagamento em parcelas, e deixar algumas para depois da entrega.

Márcia conta que o Procon recebe diversas reclamações de pessoas que agendaram e quando chegou a data de entrega, o produto havia saído de linha. "Isso é um problema, pois normalmente a loja quer trocar por um produto inferior. O ideal é que a pessoa já acerte na loja que, caso a fábrica tire o produto de linha, ela receberá um vale no valor exato da compra, para adquirir produtos a sua escolha", explica.

Garantia
Ainda segundo a consultora, é comum, na compra de eletrodomésticos, que as pessoas recebam o produto com o prazo de garantia vencido. "A garantia começa a valer a partir do dia da nota, que é feita na compra e não da entrega do produto. Esse é um fator que precisa ser muito bem analisado", alerta.

Fora isso, avaliar a integridade da loja, se há outras filiais e quanto tempo ela está no mercado, são medidas que precisam ser tomadas. "Ir a Junta Comercial e solicitar um histórico da loja, para saber se ela é legalizada e se já enfrentou processos, por exemplo, é um direito que o consumidor tem e deve aproveitar, para evitar dores de cabeça futuras. Se a loja fechar antes de entregar a mercadoria, por exemplo, correr atrás do prejuízo será bem mais trabalhoso do que se prevenir", garante Márcia.

 

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