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Demonstrativo de origem e aplicação de recursos: analisando o fluxo de caixa

Embora menos conhecido que o balanço e o demonstrativo de resultados, DOAR auxilia na análise de empresas

SÃO PAULO - Além do balanço patrimonial e do demonstrativo de resultados, um importante demonstrativo utilizado pelos analistas, quando do estudo das empresas de capital aberto, é o demonstrativo de origens e aplicação de recursos.

Conhecido no Brasil pela sigla DOAR, este demonstrativo é de grande utilidade para analisar a situação do fluxo de caixa de uma empresa. Através dele, fica fácil entender como circula o fluxo de caixa, que serve para identificar a forma na qual a empresa está gerando recursos (origens) e a maneira como ela está utilizando esses recursos (aplicações).

Origens de recursos
Uma empresa tem várias origens para os recursos que possui em caixa. Algumas destas podem ser operacionais, resultado das atividades da empresa, como o caso do lucro/prejuízo líquido do período, da redução de estoques, do atraso no pagamento de fornecedores etc.

Outras origens podem ser financeiras, como o levantamento de novas dívidas, novos investimentos de capital por parte dos sócios, etc.

Aplicações de recursos
O mesmo raciocínio pode ser aplicado para a forma com que a empresa aplica seus recursos. Uma empresa pode aplicar os seus recursos na sua atividade operacional, o que inclui, por exemplo, os gastos com a compra de estoques, compra de máquinas, pagamento de fornecedores, aumento das vendas a prazo etc. Ou ela pode usar esses mesmos recursos para fins financeiros, como por exemplo, quitação de dívidas, pagamento de dividendos aos sócios etc.

Em termos simplificados, pode ser dito que, quando as origens, ou seja, os recursos obtidos pela empresa, superam as suas aplicações, o caixa da empresa aumenta. Por outro lado, se a empresa tem aplicações maiores do que as origens em um determinado período de tempo, então nesse mesmo período o seu caixa diminui.

Diferença entre Demonstrativo de Resultados e o DOAR
Mas qual a diferença entre o demonstrativo de resultados e o fluxo de caixa de uma empresa? Afinal, de maneira simplificada, ambos medem o quanto esta empresa recebeu e gastou em um determinado período. A diferença é que, enquanto o demonstrativo de resultados dá uma idéia do lucro ou prejuízo da empresa, o fluxo de caixa dá uma idéia de como esses resultados estão efetivamente refletindo no caixa da empresa.

Assim, a diferença entre eles é composta pelas despesas que não representam desembolso de caixa. Pois é, por mais estranho que pareça a princípio, algumas despesas servem para abater o lucro que a empresa obtém antes do pagamento de impostos, mas não têm efetivamente um impacto no caixa da empresa.

Esse é o caso, por exemplo, das despesas com a depreciação de equipamentos, que não afetam o caixa da empresa, mas reduzem o lucro tributável, assim como o valor dos ativos desta empresa. Portanto, a diferença entre as duas demonstrações é que estas despesas estão incluídas no demonstrativo de resultado, mas não no fluxo de caixa da empresa.

Vale lembrar que, além das demonstrações financeiras acima existem outras, como é o caso, por exemplo, da demonstração de mutações de patrimônio líquido.

 

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