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Seguro de acidente pessoal: proteção para profissionais liberais

Pense a respeito: o que você faria se trabalhasse por conta própria e fosse forçado a ficar sem trabalhar por alguns meses?

SÃO PAULO - Depois de anos projetando o seu sonho de trabalhar por conta própria, você abriu mão do emprego em uma grande companhia para finalmente investir em seu próprio escritório de engenharia.

Como nada é perfeito, se viu diante de um problema: numa simples partida de futebol com os amigos, no fim de semana, você caiu de mau jeito, fraturando o pé e o braço, e agora se depara com a realidade: dois longos meses praticamente imobilizado.

A pergunta é inevitável: como vai fazer para visitar as obras e manter o escritório em plena atividade, já que tudo depende de você? Pois saiba que, nessa situação, um seguro contra acidentes poderia fazer a diferença: você receberia uma indenização pelo acidente, que certamente ajudaria a equilibrar melhor sua situação financeira.

Reservas
Ninguém gosta de pensar nessas coisas, mas talvez por isso enfrentem situações difíceis quando algo inesperado acontece de verdade.

O fato de se ausentar poderia ser amenizado, caso possuísse uma reserva de emergência. Porém, estudo da Cardif, sobre Proteção do Orçamento Familiar, aponta que 40% dos brasileiros não conseguiriam se sustentar por mais de três meses se tivessem que se ausentar do trabalho. De forma que, se o acidente levasse à invalidez longa ou permanente, sua reserva poderia não ser suficiente.

Você poderia contar com os benefícios da Previdência Social - isso, é claro, se você contribui. Mas, mesmo assim, o benefício em geral é bem inferior do que o salário, de forma que provavelmente teria dificuldades financeiras para se sustentar. A última alternativa seria pedir dinheiro emprestado.

Se você corre esse tipo de risco, contratar seguro de acidente pessoal pode ser uma opção mais econômica do que tomar dinheiro emprestado, já que o custo do seguro de acidente pessoal é relativamente baixo.

O que o seguro cobre?
No início, esse tipo de seguro oferecia apenas cobertura para morte ou invalidez permanente (total ou parcial) causada por acidente (segundo as seguradoras, qualquer ocorrência involuntária, externa, súbita e violenta, que possa ter causado lesões corporais que levem à invalidez ou morte).

Saiba que, hoje em dia, já é possível encontrar novas modalidades de seguros de acidentes pessoais, que oferecem proteção, por exemplo, contra impossibilidade temporária de exercer a profissão. Também já são encontrados seguros de acidentes pessoais que oferecem indenização em caso de uma doença grave. Esse é o caso, por exemplo, dos seguros voltados ao público feminino, que indenizam em caso de ocorrência de câncer de mama, útero e ovário, e vem crescendo em aceitação.

Porém, se o acidente for causado, direta ou indiretamente, por perturbações devido ao uso de álcool, drogas ou qualquer substância tóxica, então muito provavelmente você não irá receber a sua indenização.

Também podem ficar de fora os acidentes causados por catástrofes naturais (furacões, maremotos etc). Mas, como todas as situações em que a indenização não é paga devem estar descritas no contrato, basta você verificar com cuidado o que está escrito e não assinar aquilo que não concordar.

Que cobertura é melhor para você?
Para tomar a decisão, você deve avaliar seu orçamento, de forma a estimar seus gastos mensais. Feito isso, analise o período durante o qual você quer contratar cobertura.

Se você acha que é suficiente garantir seu sustento por seis meses e possui gastos de R$ 3 mil por mês, uma cobertura de R$ 18 mil pode ser suficiente. Porém, é preciso levar em consideração que as seguradoras adotam um percentual de ajuste para calcular o valor a ser efetivamente pago no caso de invalidez.

Como, originalmente, o seguro foi desenvolvido para atender apenas os casos de invalidez permanente, o percentual de ajuste varia de acordo com a incapacidade do segurado de exercer uma nova função.

Tanto o custo do seguro quanto o valor da indenização são definidos com base no capital segurado, que nada mais é do que a quantia máxima que você irá receber em caso de acidente. Assim sendo, quanto menor a quantia que você quiser garantir em caso de acidente, menor o custo mensal do seguro, e vice-versa.

 

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