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Auto-estima: garantia de bom desempenho e combate ao estresse no trabalho

Profissional que não se sente competente para executar tarefas prejudica sua performance e o trabalho em equipe

SÃO PAULO - O profissional que não se gosta e não se sente competente para executar suas tarefas, prejudica o trabalho em equipe e a obtenção dos objetivos.

A constatação é do ISMA-BR (International Stress Management Association), entidade que estuda o estresse e suas formas de prevenção, representada por sua presidente, a psicóloga Ana Maria Rossi.

Pesquisa realizada no Brasil, Alemanha, China, Estados Unidos, Ilhas Fiji, França e Hong Kong aponta que a baixa auto-estima afeta a produtividade no trabalho. Quem está insatisfeito consigo mesmo e com o que executa não se envolve tanto nos afazeres pessoais.

Brasileiro perde em auto-estima
O estudo, que envolveu 780 profissionais de empresas de médio porte, revelou que o brasileiro lidera quando o assunto é baixa auto-estima, na comparação com os demais países mencionados.

Segundo Ana Maria Rossi, é possível mudar isso, mas este processo demanda certo esforço constante, envolvendo empresas e funcionários. "As corporações precisam investir não apenas em eficientes e contínuos programas de qualidade de vida no trabalho, como também em treinamento, para exercitar a autoconfiança e fortalecer a auto-estima.

Modelo internacional
Esta postura já vem sendo adotada por outros países, encarada como tendência nos Estados Unidos e Europa, onde já se compreendeu que o investimento no bem-estar dos trabalhadores dá retorno.

Para se ter uma idéia, nos Estados Unidos o estresse profissional custa US$ 300 bilhões por ano às empresas. Já na União Européia, os problemas de saúde causados pelo estresse representam um custo que chega de 3% a 4% do PIB (Produto Interno Bruto).

No Brasil, de acordo com estudos do ISMA-BR, 70% dos brasileiros sofrem do estresse profissional e 30% já atingiram o nível mais devastador deste mal (chamado burnout).

 

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