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Stop Loss: entenda o conceito e aprenda a limitar suas perdas de forma eficiente

Utilização correta de ordens stop loss pode reduzir perdas no mercado de ações, funcionando como um seguro gratuito

SÃO PAULO - Investir em ações é certamente mais arriscado do que aplicar em renda fixa. Sendo um investimento em renda variável, aplicar na Bolsa traz um risco maior de perda, já que ninguém garante se o preço da ação amanhã será maior ou menor do que hoje. Porém, existem formas de limitar potenciais perdas, com o uso da técnica de stop loss sendo uma delas.

Uma ordem stop loss nada mais é do que uma ordem para vender uma ação se ela atingir um determinado preço. Imaginando que você comprou uma ação a R$ 50, você pode colocar uma ordem stop loss a R$ 45, ou seja, se a cotação atingir este valor, a ordem pode ser efetuada, limitando sua perda a 10% do total investido.

Limitando perdas ou garantindo ganhos
Colocar uma ordem stop loss é simples: basta contatar sua corretora e determinar qual será o patamar de stop. Facilitando o processo, alguns home brokers já possuem esta funcionalidade, dando ao investidor uma garantia extra na hora de negociar ações.

Além da stop loss tradicional, você também pode colocar uma ordem visando garantir um nível específico de ganho: são as ordens conhecidas como stop gain. A dinâmica é similar, mas a diferença é que você determina um preço acima do atual. Por exemplo, se você comprou a ação a R$ 50 e tem como objetivo um ganho de 10%,você pode colocar uma ordem de venda a R$ 55, garantindo o ganho.

Qual patamar?
Existe muita discussão de qual seria o percentual adequado para uma ordem stop loss. Existe consenso, porém, no sentido em que investidores que negociam constantemente devem usar stops mais curtos, como por exemplo 3% ou 5%. Já para investidores que negociam menos, patamares em torno de 10% a 15% são utilizados.

No entanto, não existe um patamar fixo. O investidor deve acompanhar o desempenho do mercado e de cada ação e analisar qual sua estratégia. Momentos incertos ou papéis mais voláteis podem requerer um nível de stop mais elevado do que períodos mais calmos ou ações que flutuam menos. Estratégias de curto prazo requerem stops mais curtos, com investidores com perspectivas de prazo mais longo usando stops maiores.

Falando em investidores de longo prazo, para muitos não somente o nível do stop é polêmico, mas também sua própria utilização. Considerando um horizonte de investimento de longo prazo, alguns analistas acreditam que o stop loss não deva ser utilizado, já que flutuações fazem parte da dinâmica de mercado. Escolher a ação correta, desta forma, tornaria o stop loss obsoleto.

Vantagens
Apesar da polêmica, o stop loss pode trazer vantagens ao investidor. Uma situação típica é quando o investidor está ausente, em férias por exemplo. O stop loss pode ser fundamental para evitar que o aplicador corra riscos desnecessários neste período.

Outra vantagem clara é para investidores que acabam se envolvendo emocionalmente com as ações. Para muitos, vender uma posição em prejuízo é quase uma afronta pessoal, o que pode acabar ampliando as perdas caso as ações sigam em queda. Neste caso, a disciplina que o uso de ordens stop loss traz pode fazer a diferença na hora de contabilizar as perdas.

Uso de forma racional
Por fim, é sempre importante lembrar que adotar estratégias eficientes que utilizam ordens de stop podem não trazer custos adicionais ao investidor, funcionando como uma espécie de seguro gratuito. A utilização inadequada, por outro lado, com stops curtos demais, pode acabar saindo caro, já que mais transações são realizadas.

Determinar o intervalo ou mesmo a utilização de uma estratégia com stop loss depende de você. Analise seu estilo e seus objetivos e utilize esta ferramenta de forma correta, aprendendo a limitar suas perdas, que, mais cedo ou mais tarde, podem vir a acontecer.

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