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Viagem ao exterior: veja como você pode custear suas despesas

Dinheiro em espécie, cartão de crédito ou de débito e travellers checks: veja como funcionam os meios de pagamento

SÃO PAULO - Depois de planejar a viagem dos seus sonhos, enfim você comprou as passagens e em breve vai embarcar para o exterior. Mas um detalhe (importantíssimo!) ainda não está muito claro para você: quanto levar de dinheiro, e como levá-lo, para custear suas despesas? As opções existentes, e mais comuns aos viajantes, são: papel-moeda, cartão de crédito e débito e travellers checks (cheques de viagem).

Dinheiro vivo
Compre a moeda estrangeira em casas de câmbio, pagando a cotação de compra da moeda "turismo". Levar dinheiro em espécie com você será útil para as pequenas despesas. Na maioria dos destinos dos brasileiros, as moedas oficiais são o dólar e o euro. Considerando que nenhuma destas moedas sejam aceitas no país de sua escolha, não vale a pena comprá-las por aqui, pois sua cotação tende a ser elevada em razão da pequena oferta.

Existem fatores de natureza mais prática, como a comodidade de se utilizar uma moeda única ao viajar para vários países. Para comprar moeda local, leve a moeda norte-americana em cada país e troque, à medida em que precisar. A variedade de moedas confunde a cabeça de qualquer um que não conhece bem os preços e as taxas de câmbio. Com a moeda única, o turista terá uma dor de cabeça a menos na hora de embarcar, e acaba economizando, pois é preciso efetuar apenas uma conversão da moeda.

A vantagem do papel-moeda é que ele é aceito sem restrições em qualquer lugar de qualquer país, mas apresenta um grau mais elevado em termos de risco de você ser roubado. Outro ponto importante: as operações de câmbio incorrem em cobrança de taxa que varia entre cada instituição, podendo ser fixa ou um percentual sobre a operação.

Cartão de crédito
Aqui você só precisa de duas coisas: de um cartão de crédito internacional e de uma boa dose de controle! As compras são realizadas da mesma forma que utilizamos os cartões aqui no Brasil, e a maioria dos estabelecimentos aceita o plástico.

Na hora de pagar a fatura vale o câmbio da data de fechamento. Caso a moeda oscile para cima ou para baixo (isto sempre irá acontecer) você pagará ou receberá a diferença na fatura seguinte. Por isto é importante não gastar demais, pois se o real se desvalorizar frente ao dólar, você corre o risco de ter que pagar bem mais pelas suas compras.

Lembre-se que, se o dólar não for moeda oficial do País, será necessário converter a moeda para dólar e depois para real. Nisto, você será tributado duas vezes em Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), uma sobre o valor da compra e outra sobre as conversões cambiais.

Saques em cartões
Sacar dinheiro no cartão de crédito ou débito já não é muito vantajoso, embora seja tão prático como no cartão de débito. Você pagará o câmbio de uma compra e ainda uma taxa pelo saque e outro sobre o valor retirado. Mas ainda assim, prevenir é melhor do que remediar. Isto é, peça para o banco habilitar o serviço para você, no caso dos cartões de débito, caso o mesmo seja vinculado a uma rede internacional de pagamentos. Mesmo que você não vá usar, é bom poder contar sempre com uma segunda alternativa em situações de aperto.

Travellers checks
Achou o nome estranho? Mas de estranho os cheques de viagem não têm nada. São bastante comuns nas viagens ao exterior. É uma forma segura de levar consigo dinheiro para a viagem, pois seu real valor só é reconhecido depois que você o assina. Quando você os adquire no banco (mediante a apresentação de RG, CPF, passagem aérea e passaporte) deve assiná-los e depois, novamente, quando trocá-los, no país de destino. Os valores variam de acordo com a moeda escolhida, e atualmente é bem comum comprar cheques de viagem em euro ou libra esterlina, além do tradicional dólar.

A desvantagem é que existe a cobrança de taxa sobre a operação, variável entre as instituições, e há também limitação do valor de compra. Por outro lado, é mais seguro que dinheiro em espécie e bem aceito em diversos locais. Além disto, se você for roubado, a emissora pode reembolsar o valor perdido por você. Sem dúvidas, um alívio a mais.

Confira dicas para uma viagem tranqüila
Vamos encarar os fatos: turista é sempre visto como presa fácil para quem está disposto a por fim à sua alegria. Afinal, você estará portando dinheiro, cartão de crédito, débito, cheques de viagem, passaporte, carteira de motorista etc.

Como precaução, prevendo que algo de errado possa acontecer, deixe cópias destes itens com alguém de sua confiança. O mesmo vale para os telefones de emergência (administradoras de cartões, instituições dos travellers checks, embaixadas brasileiras etc), que deverão ser guardados por você e entregues também à mesma pessoa de sua confiança.

Como aqui estamos tratando da viagem dos seus sonhos, então tudo deve correr da melhor forma possível e, segurança, quando o assunto é dinheiro, é tudo! Sempre que possível, antecipe o pagamento de diárias de hotéis, passeios etc, para levar menos dinheiro na carteira.

Ao chegar no destino, você vai precisar de algum dinheiro para pelo menos fazer uma pausa para o lanche ou pegar um táxi. Por isto, leve dinheiro em espécie com você e distribua-o (quando houver uma quantidade maior) em vários lugares como um disfarce mesmo.

É a sua primeira viagem deste "porte"? Consulte um agente de viagem ou converse com pessoas que já passaram pela experiência para você ter uma noção do quanto vai precisar para, principalmente, arcar com as despesas rotineiras. A situação é um pouco mais difícil, mas se você for uma pessoa econômica, e sobrar algum dinheiro da viagem, não chegue por aqui trocando tudo por reais. Reserve-o para a sua próxima viagem, pois certamente você já deverá estar pensando na próxima, não?

 

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