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Diversificação: diminuindo a exposição ao risco

Na hora de investir, uma regra deve sempre prevalecer: a diversificação dos investimentos; melhor alocação de ativos varia de acordo com investidor

SÃO PAULO - Quando o assunto é investir seu dinheiro, ao contrário do que se imagina, o que mais conta é a capacidade do investidor de estabelecer uma estratégia e segui-la à risca. Ainda que o mercado financeiro registre flutuações constantes, o mesmo não deve acontecer com a sua estratégia de investimento, especialmente quando o objetivo é investir no longo prazo.

Ao contrário das dietas alimentares, que mudam a cada ano e prometem resultados cada vez mais milagrosos, na hora de investir o que mais importa é a disciplina com que o investidor segue a sua estratégia. E quando se fala em estratégia, uma regra deve sempre prevalecer: a diversificação dos investimentos.

Entendendo o conceito
A diversificação implica no investimento do seu dinheiro em mais de um tipo de aplicação, permitindo que, em caso de forte oscilação dos mercados financeiros, as perdas registradas em algumas aplicações sejam compensadas pelos ganhos em outras.

Diante disto, fica fácil entender que o maior benefício da diversificação é o de reduzir a volatilidade das suas aplicações. Por volatilidade entende-se o grau de variação do retorno da aplicação. Portanto, aplicações mais voláteis são aquelas em que é mais difícil prever o retorno, e vice-versa.

Como a intenção da diversificação é garantir que perdas em uma aplicação sejam compensadas por ganhos em outras, é preciso entender a dinâmica das várias categorias de investimento, de forma a escolher aplicações que não tenham tendência de subir ou cair ao mesmo tempo.

Para quem investe em ações, uma forma de diversificar é aplicar o dinheiro em ações de indústrias distintas, que não sejam afetadas pelas mesmas variáveis. Por exemplo: enquanto juros altos prejudicam o setor varejista e de consumo, eles favorecem o setor financeiro. Assim, pode-se dizer que uma forma de diversificação é aplicar em ações destes dois setores.

Como alocar os investimentos
Ainda que seja possível diversificar, dentro de uma única categoria de investimento, como exemplificamos acima no caso das ações, o ideal é aplicar seu dinheiro em categorias distintas, direcionando uma parcela para aplicações em renda fixa, como poupança, CDB, fundo DI, etc., e outra para aplicações em renda variável, como ações, câmbio, ouro, imóveis, etc.

Para determinar o percentual correto dos seus investimentos que deve ser direcionado para aplicações em renda fixa ou renda variável é preciso ter respostas para algumas perguntas. Algumas muito importantes, por exemplo, são: saber por quanto tempo você pretende deixar o dinheiro aplicado, quanto pretende investir e qual o risco que está disposto a correr.

Relação risco e retorno
Na hora de aplicar seu dinheiro você não pode, em absoluto, se esquecer da relação risco-retorno, que estabelece que, quanto maior o risco, maior o retorno, e vice-versa. Para compreender esta relação é preciso entender a diferença entre potencial de ganho e ganho efetivo de uma aplicação.

Ainda que seja verdade que, ao aplicar em ações, é possível ganhar até 10% em um só mês (potencial de ganho), o ganho efetivo (rendimento do mês) pode acabar sendo bem menor. Desta forma, não há dúvida que o ganho potencial de investir em ações é maior do que o de investir em renda fixa, que não supera 2% ao mês. Contudo, o ganho efetivo da bolsa pode vir a ser negativo, enquanto na renda fixa isto raramente acontece. Esta diferença se deve ao perfil de risco das duas aplicações.

Diversificação não elimina risco
É importante ressaltar, contudo, que mesmo adotando uma estratégia diversificada de investimento você não está completamente livre de risco. A diversificação não garante que você ganhará mesmo quando o mercado estiver em queda, mas sim que suas perdas serão menos acentuadas do que as do resto dos investidores. Desta forma, pode-se dizer que a diversificação não elimina, mas sim minimiza, o risco a que você se expõe ao investir seu dinheiro.

Como discutido acima, a decisão de onde colocar seu dinheiro vai depender do prazo em que você pretende deixar seu dinheiro aplicado, do seu apetite por risco e objetivo de investimento. Portanto, recomendamos que você reflita sobre estas variáveis antes de investir seu dinheiro, pois só assim é possível identificar a melhor forma de diversificação destas aplicações.

 

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