Volume de serviços volta a crescer em novembro, após três meses de queda

Setor cresceu 0,4% em novembro em relação a outubro; no indicador acumulado do ano, o volume de serviços mostra alta de 2,7% frente ao mesmo período de 2022

Roberto de Lira

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O volume de serviços no Brasil cresceu 0,4% em novembro em relação a outubro, interrompendo assim uma sequência de três meses de resultados negativos do setor, de acordo com dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgados nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve queda de -0,3%.

Os dados vieram abaixo da estimativa de analistas, segundo o consenso da Reuters, que previa alta de 0,5% na leitura mensal de novembro e queda de 0,2% na anual.

No indicador acumulado do ano, o volume de serviços mostra alta de 2,7% frente ao mesmo período de 2022. Já o acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento é de 3,0%.

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O setor de serviços está 10,8% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 2,6% abaixo de dezembro de 2022 (o auge da série histórica).

A alta em novembro de 2023 foi acompanhado por três das cinco atividades de divulgação: outros serviços (3,6%); profissionais, administrativos e complementares (1,0%) e serviços prestados às famílias (2,2%).

As únicas retrações do mês foram dos transportes (-1,0%) e dos serviços de informação e comunicação (-0,1%), com a primeira atividade emplacando o quarto revés consecutivo, com perda acumulada de 5,3%; e a última em ligeiro decréscimo (-0,1%), após assinalar ligeira variação positiva em outubro (0,2%).

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Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral foi de -0,1% no trimestre encerrado em novembro de 2023 frente ao nível do mês anterior.

Entre os setores, duas das cinco atividades recuaram frente ao nível do trimestre terminado em outubro: transportes (-1,1%) e informação e comunicação (-0,2%). Já outros serviços (1,6%), serviços prestados às famílias (1,0%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,4%) avançaram em novembro.

Regiões

Em 12 das 27 unidades da federação, houve expansão no volume de serviços em novembro de 2023 frente ao mês imediatamente anterior, acompanhando o acréscimo no resultado do Brasil.

Entre os locais com taxas positivas nesse mês, o impacto mais importante veio de São Paulo (1,1%), seguido por Paraná (2,4%), Mato Grosso (3,1%) e Mato Grosso do Sul (4,8%). Já as principais influências negativas no mês vieram de Rio Grande do Sul (-2,0%), Distrito Federal (-2,6%), Maranhão (-7,6%) e Amazonas (-4,8%). 

Turismo

O índice de atividades turísticas teve retração de 2,4% em novembro ante outubro, o segundo resultado negativo consecutivo, período em que registrou uma perda acumulada de 3,4%.

Com isso, o segmento de turismo se encontra 2,2% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 5,0% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014. 

Regionalmente, dez dos 12 locais pesquisados acompanharam este movimento de retração verificado na atividade turística nacional (-2,4%).

As influências negativas mais relevantes ficaram com São Paulo (-1,0%) e Bahia (-7,0%), seguidos por Minas Gerais (-2,6%), Paraná (-5,3%) e Ceará (-9,4%). Em sentido oposto, Santa Catarina (0,7%) e Espírito Santo (0,9%) assinalaram os únicos avanços em termos regionais. 

Transportes

O volume de transporte de passageiros no Brasil recuou 2,9% em novembro frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, a terceira taxa negativa seguida, período em que apontou perda acumulada de 6,5%.

Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 7,3% abaixo do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 28,5% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica). 

Por sua vez, o volume do transporte de cargas apontou expansão de 0,6% em novembro de 2023, após assinalar queda acumulada de 4,5% entre agosto e outubro. Dessa forma, o segmento se situa 3,9% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 37,9% acima de fevereiro de 2020.