Pandemia

Vacina de Oxford pode diminuir em 67% a transmissão do coronavírus, segundo estudo preliminar

Novos dados corroboram com as informações provisórias que foram usadas para conceder o uso emergencial da vacina ao redor do mundo

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(Unsplash)

SÃO PAULO – A vacina contra Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca em conjunto com a Universidade de Oxford pode diminuir significativamente a transmissão do novo coronavírus, com a redução de 67% nos testes positivos, segundo estudo preliminar feito por pesquisadores da Universidade de Oxford e divulgado na terça-feira (2).

Os resultados dos testes da universidade, ainda preliminares, foram publicados em um relatório com a revista científica The Lancet. O estudo mostrou redução de 67% nos swabs (haste plástica, como um cotonete, que coleta as amostras do nariz e da garganta) de Covid-19 positivos entre os voluntários vacinados.

Toda semana, os participantes eram testados para detectar sinais do vírus. Na prática, se o vírus não for detectado e a pessoa estiver infectada, significa que ele não pode ser transmitido.

Esse mesmo estudo publicado na The Lancet mostrou que a vacina de Oxford/AstraZeneca teve eficácia de 76% três meses após a aplicação de uma dose do imunizante. A pesquisa apontou também uma eficácia de 82,4% se a segunda dose for aplicada três meses após a primeira. Vale ressaltar que esse resultado é mais animador do que o encontrado anteriormente, que mostrava uma eficácia de 54,9% quando a segunda dose foi aplicada após um mês e meio.

Andrew Pollard, coautor do artigo científico e investigador-chefe dos testes da vacina de Oxford, afirmou que esses novos dados corroboram com os dados provisórios que foram usados ​​por mais de 25 reguladores ao redor do mundo para conceder o uso emergencial da vacina.

Os resultados do estudo sugerem que o que tem maior impacto na eficácia da vacina é o tempo entre as doses e não o nível de dosagem, de acordo com os pesquisadores de Oxford.

Os autores esperam apresentar dados sobre o impacto da vacina em novas variantes de Covid-19 nos próximos dias.

Oxford/AstraZeneca no Brasil

O Brasil, por enquanto, está aplicando as 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca que foram importadas prontas do Instituto Serum, na Índia. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela produção do imunizante em solo nacional, espera pela chegada de insumos para produzir mais doses.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o pedido de uso emergencial apenas para as 2 milhões de doses importadas da Índia, por enquanto. A agência recebeu o pedido de registro definitivo da Oxford/AstraZeneca na última sexta-feira (29) e terá 60 dias para avaliar a aprovação.

Para os próximos meses, a previsão de produção da Fiocruz inclui 50 milhões de doses até abril, após a chegada dos insumos, totalizando 100,4 milhões até julho. No segundo semestre, a fábrica vai nacionalizar a produção dos ingredientes, tornando-se autossuficiente para a produção da vacina. Serão mais 110 milhões de doses até o fim de 2021.

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