Rebanho bovino no Brasil cresceu 4,3% em 2022, para 234,4 milhões, diz IBGE

O valor de produção de todos os produtos pecuários levantados na pesquisa, incluindo os da aquicultura, chegou a R$ 116,3 bilhões

Roberto de Lira

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O rebanho bovino brasileiro cresceu em 2022 pelo quarto ano consecutivo e alcançou novo recorde da série histórica, atingindo 234,4 milhões, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada nesta quinta-feira (21) pelo IBGE. O crescimento anual foi de 4,3%.

Mariana Oliveira, analista da pesquisa comentou em nota que a produção de bovinos vem aumentando desde 2019, devido aos bons preços da arroba e do bezerro vivo. “Houve um processo de retenção de fêmeas para reprodução, devido aos preços mais atrativos. Mas a expectativa é de que a alta dos preços tenha se encerrado em 2022, quando observamos, também, aumento no abate de fêmeas”, disse.

O valor de produção de todos os produtos pecuários levantados na pesquisa, incluindo os da aquicultura, chegou a R$ 116,3 bilhões no ano passado, um aumento de 17,5%. A produção de leite concentrou 68,8% deste valor, seguida pela produção de ovos de galinha (22,4%).

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No ranking municipal, considerando os seis principais produtos (leite, ovos de galinha, ovos de codorna, mel, lã e casulos de bicho-da-seda), Santa Maria de Jetibá (ES) apresentou o maior valor da produção, com R$ 1,6 bilhão, dos quais 95% foram provenientes da venda de ovos de galinha, produto no qual lidera o ranking.

Castro (PR) assumiu a segunda posição com R$ 1,2 bilhão, 98,7% proveniente da produção de leite. Bastos (SP) fechou o top 3, sendo o segundo maior produtor nacional de ovos de galinha.

Ainda segundo a pesquisa, todos os chamados efetivos animais apresentaram crescimento no ano passado, à exceção de codornas (-8,2%). Os plantéis de bovinos e suínos aumentaram 4,3% cada um; o de bubalinos 3,0%; de equinos, 0,9%; caprinos, 3,9%; ovinos, 4,7%; galináceos, 3,8%; e galinhas, 2,4%. Houve ainda recorde nas produções de mel, que cresceu 9,5%, e de ovos de galinha com alta de 1,3%.

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“Com a demanda interna enfraquecida e poder de compra da população reduzido, a exportação de produtos pecuários, sobretudo as carnes, foi a alternativa adotada para o escoamento da produção. As exportações atingiram um recorde e a China consolidou-se como importante mercado para as carnes, seja ela de frangos, suínos ou bovinos”, analisou Mariana.