PMI industrial do Brasil cai para 53,6 em março; patamar é o 2º maior desde 2022

Indicador se manteve na zona de expansão - acima de 50,0 - pelo terceiro mês seguido; média do 1º trimestre de 2024 foi mais alta que do 4º trimestre de 2023

Roberto de Lira

Fábrica de alumínio em Pindamonhangaba ( Reuters/Paulo Whitaker)

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O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial do Brasil recuou de 54,1 em fevereiro para 53,6 em março, informou nesta segunda-feira (1) a S&P Global. Isso manteve o indicador na zona de expansão da atividade, uma vez que ficou acima de 50,0 pelo terceiro mês seguido. Foi também o segundo patamar mais alto desde julho de 2022.

Segundo a pesquisa, a recuperação da demanda tem sido essencial para a melhoria da saúde do setor industrial. O volume de novos pedidos aumentou pelo terceiro mês consecutivo em março, e à taxa mais forte em mais de dois anos e meio.

A recuperação foi generalizada nas três grandes áreas do setor industrial e liderada pelos bens de capital. Incentivados pela recuperação no volume de novos negócios, os fabricantes no Brasil aumentaram a produção em março, na segunda expansão mais forte desde meados de 2021.

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Pollyanna De Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence, destacou em nota que o setor industrial teve um desempenho no primeiro trimestre de 2024 consideravelmente melhor do que o registrado no quarto trimestre de 2023. “De fato, a análise média do PMI foi a mais alta desde os três meses até setembro de 2021”, disse.

“Os esforços das empresas para reconstruir os estoques e atender ao aumento do apetite dos clientes induziram a criação de empregos e outra rodada de crescimento na compra de insumos. As pressões sobre os custos permaneceram relativamente leves e a inflação de preços caiu para um mínimo de três meses, aumentando a probabilidade de outro corte na taxa básica de juros”, listou.

No entanto, ele afirmou que há uma vulnerabilidade particular na demanda externa, com os fabricantes brasileiros novamente lutando para garantir novos pedidos do exterior. “Os participantes da pesquisa mencionaram a Ásia, a Europa e a América Latina como as principais fontes de fragilidade da demanda.”

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