Mercado reduz de 3% para 2,75% projeção para Selic em 2021, mostra Focus

Economistas revisaram para cima, pela sétima semana consecutiva, projeção para o PIB de 2020, e agora a expectativa é de uma queda de 5,52% no ano

Mariana Zonta d'Ávila

(Boris Jovanovic/Getty Images)

SÃO PAULO – Com uma economia fortemente impactada pelo coronavírus, o mercado financeiro vê um menor espaço para a alta da taxa básica de juros em 2021, com a previsão revista de 3,00% para 2,75% ao ano em dezembro do ano que vem. É o que mostra o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira (17).

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Para 2022, a estimativa para a taxa Selic também foi reduzida, de 4,90% para 4,75% ao ano. Já para este ano, os economistas consultados pelo BC estimam que os juros permaneçam no atual patamar, de 2,00% ao ano.

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Com relação ao desempenho da economia brasileira, as projeções foram revisadas para cima, pela sétima semana consecutiva, e agora a expectativa é de uma queda de 5,52% do PIB este ano.

Na semana anterior, a estimativa era de contração de 5,62%, já menor que a retração de 6,54% esperada em junho.

De acordo com o Focus, passados os fortes impactos da pandemia de coronavírus, a atividade brasileira deverá crescer 3,50% em 2021, a mesma expansão esperada anteriormente.

Houve alta ainda na projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2020, de 1,63% para 1,67%. As projeções para o indicador em 2021, contudo, foram mantidas em 3,00%.

No câmbio, não houve alterações no levantamento desta semana: a expectativa é de que o dólar encerre este ano a R$ 5,20 e o próximo, em R$ 5,00.

Top 5

Entre os economistas consultados pelo Banco Central que mais acertam as previsões, reunidos no grupo “Top 5 médio prazo”, as projeções para os principais indicadores foram mantidas.

A expectativa é de que a taxa Selic encerre este ano em 1,88% e suba para 2,00% em dezembro de 2021.

Para o IPCA, as projeções apontam para inflação de 1,58%, em 2020, e de 2,89%, em 2021.

Por fim, no câmbio, os economistas prevem o dólar a R$ 5,20 neste ano e a R$ 5,05, em 2021.

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