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MB Strategy: Presidente do BC acredita no poder da vacina para estimular economia

Em evento da Monte Bravo, Roberto Campos Neto, presidente do BC vê imunização como uma luz no fim do túnel

Além de apostar na importância do andamento das reformas e no papel importante do Banco Central para auxiliar na recuperação econômica do país, Roberto de Oliveira Campos Neto, Presidente do Banco Central do Brasil aposta suas fichas na vacinação e controle da pandemia. O executivo participou do MB Strategy 2021, evento realizado pela Monte Bravo, escritório de investimentos XP, com mais de R$ 16 bilhões sob assessoria, e falou sobre o futuro econômico do Brasil em uma conversa exclusiva.

Para o presidente do BC, além de pensar em soluções fiscais, é essencial que haja disposição dos consumidores. “Eu tendo a achar que o tema da vacina é uma luz no fim do túnel”, disse. Ele explicou usando o exemplo de Israel, que já disponibilizou microdados apontando queda no volume de internações e óbitos de pessoas com mais de 65 anos, que foram priorizadas nas campanhas de vacinação da Covid-19.

“Quando isso acontece, o efeito medo nas pessoas também cai. Ao proteger os grupos de risco, os hospitais começam a esvaziar, a sensação de medo vai passando e aos poucos o consumo vai voltando”, avaliou.

Campos Neto ponderou que a vacinação está feita de forma relativamente organizada no Brasil e espera que os avanços sejam percebidos em breve. “Ainda que seja impossível produzir o número de vacinas que o mundo precisa tão rápido e que estejamos diante de mutações do vírus, eu acredito que os esforços feitos até hoje não serão inviabilizados e a tendência é que a situação melhore”, avaliou.

Enquanto a questão da saúde continua pautando a economia do Brasil e do mundo, o presidente do BC aproveitou o MB Strategy 2021 para falar sobre as projeções deste ano.

“Localmente temos um grande desafio. Podemos ter um crescimento não tão robusto, com inflação subindo”, disse.

Para ele, o que faz esse par ordenado melhorar é a credibilidade. “Com credibilidade você consegue ter um crescimento melhor e uma inflação menor. Para isso, nossa nova situação fiscal pós-pandemia precisa ser tratada, as reformas encaminhadas e a construção de um cronograma para diminuir esse prêmio de risco”, explicou.

Durante a conversa, o presidente do Banco Central também afirmou que o fiscal é “a chave de tudo” e dá espaço ou não para o Banco Central manejar a política monetária. Além disso, Campos Neto também falou sobre os impactos da pandemia economia no âmbito mundial.

Confira o painel no vídeo a seguir, com participação de José Mauro Delella, Economista e Analista Político, e mediação de Rodrigo Franchini, Head de Relações Institucionais da Monte Bravo:

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De olho nas medidas de combate à crise e ao teto de gastos

O evento também contou com a participação de Marcela Rocha, Economista-chefe da Claritas Investimentos, Felipe Hirai, Sócio e co-CIO da Dahlia.

No segundo painel de entrevistas, o assunto teto de gastos foi amplamente abordado. Para Marcela, o Brasil viverá um cenário de dívida alta por um longo período e o retorno do superávit primário está previsto somente a partir de 2027.

“Ao longo do ano passado, nós tivemos uma grande resposta de política econômica no Brasil, tanto com juros baixos, quanto com o pacote fiscal que levou a nossa dívida para perto de 90% do PIB”, explicou.

Segundo ela, a principal âncora fiscal do Brasil é o teto dos gastos. “Acredito que a responsabilidade fiscal prevalecerá. Ano passado foi um teste muito importante e mesmo com muita pressão, o sinal foi de respeitar os gastos”, avaliou.

Segundo os participantes do evento da Monte Bravo, 2021 começa com desafios como aumento do número de casos de coronavírus e um relativo atraso nas vacinas, o que leva a uma necessidade de discussão e propostas de aumento do teto de gasto.

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“Esse debate, apesar de ser acalorado, pode acabar sem romper o teto. A equipe econômica deve tomar as rédeas e usar um cardápio de medidas. A estratégia é ganhar tempo para achar brechas no orçamento, manter o teto e ganhar tempo para aprovação de reformas”, explicou Marcela.

Confira o vídeo do painel 2 a seguir:

 

 

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