Inflação ao consumidor (CPI) da Alemanha desacelera pelo 5º mês seguido em novembro

Preços subiram 3,2% ante o mesmo mês do ano passado, após alta de 3,8% em outubro; inflação cedeu tanto em alimentos como em energia

Roberto de Lira

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O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Alemanha desacelerou pelo quinto mês seguido, saindo de 3,8% anualizados em outubro para 3,2% em novembro, informou nesta sexta-feira (8) o Destatis, o serviço federal de estatísticas. No mês, a inflação alemã recuou 0,4%.

Ruth Brand , presidente do Destatis, comentou em nota que tanto a inflação de energia como a de alimentos se comportaram bem quando comparadas aos dados do mesmo mês do ano passado. “A situação dos preços aqui melhorou claramente. A taxa de aumento homóloga dos preços dos alimentos também continuou a abrandar, mas ainda é marcadamente superior à inflação global”, ponderou.

Os preços dos produtos de energia em novembro ficaram 4,5% inferiores aos do mesmo mês de 2022, ano marcado por fortes altas, causadas pelos efeitos da guerra na Ucrânia. Os preços dos combustíveis, por exemplo, caíram 6,9% entre novembro de 2022 e novembro de 2023.

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A energia doméstica caiu 2,7% no mesmo período e os consumidores tiveram de pagar consideravelmente menos pelo óleo para aquecimento (-19,4%) e pelo gás natural (-18,3%), por exemplo, do que no mesmo mês do ano anterior. Em contrapartida, a eletricidade ainda era mais cara (+1,6%) em novembro de 2023 do que no ano anterior.

Já os preços dos alimentos subiram 5,5% em novembro de 2023, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, seguindo a tendência de desaceleração, pois a inflação dessa classe de produtos tinha abrandado de 9,0% em agosto para 7,5% em setembro e para 6,1% em outubro.

No entanto, em novembro, os aumentos de preços em muitos grupos alimentares ainda eram significativamente superiores à inflação global. Em particular, os consumidores tiveram de pagar muito mais pelas frutas (+12,0%) e pelo açúcar, compotas, mel e outros produtos de confeitaria (+11,9%). Pão e cereais (+9,4%), legumes (+7,3%) e produtos da pesca (+7,1%) também foram significativamente mais caros.

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O núcleo da inflação, que exclui as variações de energia e alimentos, ficou em 3,8%, abaixo da marca de 4% pela primeira vez desde agosto de 2022.

Os preços dos serviços (totais) aumentaram 3,4% ante o mesmo mês do ano anterior, também desacelerando ante os 3,9% de outubro de 2023.