IGP-M desacelera para 0,07% em janeiro, abaixo do esperado, diz FGV

Em 12 meses, o índice acumula deflação de 3,32%; o Índice de Preços ao Produtor mostrou arrefecimento dos preços das matérias-primas brutas, de 3,06% em dezembro para 0,49% em janeiro

Roberto de Lira

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O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou para 0,07% em janeiro, após ter registrado alta de 0,74% em dezembro, informou nesta terça-feira (30) a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em 12 meses, o índice acumula deflação de 3,32%. Em janeiro de 2023, o indicador tinha apresentado alta de 0,21% e somava variação de 3,79% em 12 meses.

O dado de janeiro ficou abaixo do consenso LSEG de analistas, que previa inflação de 0,26% no mês.

Segundo André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV, o Índice de Preços ao Produtor mostrou arrefecimento no mês dos preços das matérias-primas brutas (de 3,06% para 0,49%). Ele comenta que, se isso for mantido nas próximas apurações, pode antecipar a desaceleração dos preços de alimentos industrializados.

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No âmbito do consumidor, a inflação segue muito concentrada nos grupos Alimentação (que teve uma variação de 0,55% para 1,62%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,65% para 2,11%). “No primeiro grupo, os preços dos alimentos in natura subiram refletindo problemas de ofertas típicos da estação. No segundo, destaca-se o aumento dos Cursos Formais (de 0,00% para 4,78%). Por fim, a taxa de variação do INCC permaneceu estável, passando de 0,26% para 0,23%”, cita.

IPA

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou uma queda de 0,09%, uma variação inferior à observada em dezembro, quando houve um aumento de 0,97%.

 O grupo de Bens Finais registrou um aumento de 1,06% em janeiro, superando a taxa de 0,86% registrada no mês anterior. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelo subgrupo de alimentos processados, cuja taxa evoluiu de 0,92% para 1,19% no mesmo intervalo.

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O índice correspondente a Bens Finais, que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, também apresentou elevação, passando de 0,45% em dezembro para 0,58% em janeiro.

IPC

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) mostrou variação de 0,59% em janeiro, um aumento considerável em relação à taxa de 0,14% observada em dezembro. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, seis exibiram um crescimento em suas taxas de variação.

O maior impacto veio do grupo Alimentação, cuja taxa de variação ascendeu de 0,55% para 1,62%. Dentro desta classe de despesa, é importante destacar o aumento significativo no preço das hortaliças e legumes, que saltou de 2,65% na medição anterior para 12,41% na atual.

INCC

Por sua vez, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) desacelerou para 0,23% em janeiro, ante taxa de 0,26% em dezembro. Entre os três grupos constituintes do indicador, foram as seguintes variações na transição de dezembro para janeiro: o grupo Materiais e Equipamentos apresentou uma diminuição, passando de 0,30% para 0,09%; o grupo Serviços teve um aumento de 0,09% para 0,20%; e o grupo Mão de Obra registrou um crescimento, variando de 0,23% para 0,42%.