IEA reduz previsão de crescimento da demanda global de petróleo em 2024

Projeção é que a demanda global crescerá em 1,1 milhão de barris por dia (bpd), uma queda de 140.000 bpd em relação à previsão anterior; fraca demanda nos países desenvolvidos da OCDE explica a revisão

Reuters

Bomba de petróleo no Texas (Reuters/Bing Guan/Arquivo)

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Londres (Reuters) – A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) reduziu nesta quarta-feira (15) sua previsão para o crescimento da demanda de petróleo em 2024, ampliando a diferença com o grupo produtor de petróleo Opep em relação às expectativas para demanda global de petróleo deste ano.

A divisão entre a IEA, que representa os países industrializados, e a Opep envia sinais divergentes sobre a força do mercado de petróleo em 2024 e, a longo prazo, sobre a velocidade da transição mundial para combustíveis mais limpos.

A demanda global de petróleo este ano crescerá em 1,1 milhão de barris por dia (bpd), informou a IEA, sediada em Paris, em relatório mensal, uma queda de 140.000 bpd em relação à previsão anterior, citando principalmente a fraca demanda nos países desenvolvidos da OCDE.

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A IEA disse que a previsão mais baixa para 2024 estava associada à fraca atividade industrial e a um inverno ameno que reduziu o consumo de combustível, principalmente na Europa, onde a diminuição da participação dos carros a diesel já estava reduzindo o consumo.

“Combinado com as fracas entregas de diesel nos Estados Unidos no início do ano, isso foi suficiente para levar a demanda de petróleo da OCDE no primeiro trimestre de volta à contração”, disse a agência, observando, no entanto, que a queda da OCDE foi um pouco compensada pela demanda resiliente não-OCDE liderada pela China.

Opep

Na terça-feira, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo manteve sua expectativa de que a demanda mundial de petróleo aumentará em 2,25 milhões de bpd em 2024. A diferença de 1,15 milhão de bpd representa cerca de 1% da demanda mundial.

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A diferença entre a IEA e a OPEP é agora ainda maior do que no início deste ano, quando uma análise da Reuters constatou que a diferença de 1,03 milhão de bpd em fevereiro foi a maior desde pelo menos 2008.

As duas estão mais próximas em suas projeções para 2025. Na quarta-feira, a IEA aumentou ligeiramente sua estimativa de crescimento da demanda para 1,2 milhão de bpd. A Opep manteve inalterada sua previsão de 1,85 milhão de bpd.